sábado, 19 de setembro de 2015

Servidores do INSS decidem manter greve na Bahia

Trabalhadores aguardam proposta que deve ser avaliada na próxima terça (22)
Servidores do INSS decidem manter greve na Bahia
Decisão ocorreu após assembleia realizada nesta sexta-feira (18)
Os servidores do INSS na Bahia decidiram manter a greve da categoria em assembleia realizada nesta sexta-feira (18), em Salvador. A paralisação no estado começou há mais de dois meses, em adesão à greve nacional.
Segundo Ricardo Sampaio, coordenador do comando de greve na Bahia, a decisão pela manutenção da greve foi por unanimidade. "Como o governo ainda não apresentou nenhuma proposta escrita, nós decidimos continuar parados", destacou.
Os servidores aguardam uma proposta oficial ainda nesta sexta-feira para que possa ser dicutida na próxima assembleia da categoria, marcada para a terça-feira (22), na sede do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), na Avenida Joana Angélica, na capital.
A greve dos servidores foi deflagrada no dia 7 de julho na Bahia. De acordo com estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), 92% dos servidores aderiram ao movimento.
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A greve dos servidores do INSS começou no dia 7 de julho na Bahia. De acordo com estimativa do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social do Estado da Bahia (Sindprev-BA), 92% dos servidores aderiram ao movimento.

Das 133 agências no estado, cerca de 70 estão fechadas, segundo o sindicato. E a greve continuará por tempo indeterminado caso não haja negociação concreta com o governo. Todas as sete gerências do estado, localizadas em Salvador, Vitória da Conquista, Barreiras, Juazeiro, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus e Itabuna, estão paradas.
Os servidores da previdência pedem o mesmo reajuste salarial de 27,3%, reivindicado pela categoria que integram, de servidores públicos federais. Ainda segundo o Sindprev-BA, também são pleiteadas melhores condições de trabalho para os servidores, como a mudança no sistema nacional que determina tempo limite para atendimento.
O Sindprev-BA afirma ainda que a categoria pede que o servidor, antes de ser punido por algum benefício concedido erroneamente, seja investigado por meio de abertura de um processo administrativo. Segundo o sindicato, atualmente os profissionais do INSS são penalizados sem qualquer investigação por parte do órgão.
O sindicato informou que o Governo Federal se comprometeu a reverter as duas medidas, e chegou a formalizar a promessa com a categoria, contudo ainda não houve acordo com relação ao reajuste salarial.
Sobre a negociação, a assessoria de comunicação do INSS informou ao G1, no dia 4 de agosto, que não se pronuncia sobre o processo de negociação com as entidades de classe, que é conduzido pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG).

O INSS também afirmou ter empreendido esforços para orientar as unidades e a Central de Teleatendimento 135, para reagendamento de serviços dos segurados que não são atendidos devido ao movimento de paralisação. O reagendamento pode ser realizado pelo telefone, com exceção de alguns casos, que devem aguardar o fim da greve.
FONTE: G1 BA

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