O ex governador da Bahia e atual ministro chefe do gabinete da Presidência da República, Jaques Wagner, classificou rompimento do PMDB com o governo federal de"desembarque frustrado".
A declaração foi dada no início da tarde desta quarta-feira (6), em Salvador, durante cerimônia que incorporou o navio francês Doca Multipropósito à Marinha do Brasil. “Achava que ia puxar o desembarque dos outros partidos. Mostrou que foi uma iniciativa precipitada e equivocada”, disse Wagner.
Wagner acredita que não haverá saída de novos partidos aliados. “O PP decidiu ficar. Nós estamos conversando com o PR e PSD. Eu acho que a tendência é que haja essa consistência de permanência no governo, que eu pessoalmente acho extremamente positiva”, avalia.
Wagner ainda acrescenta que a presidente Dilma Rousseff deve fazer uma repactuação no governo. “O PMDB abriu mão de participação no governo. Se abriu mão, ele sai de ministérios. Se ele sai de ministérios, a presidente terá que repactuar, reorganizar o seu ministério. Acho que isso absolutamente natural. É assim na política de coalizão”, declara.
O atual ministro também afirma que partidos que permanecem na base devem ter a participação no governo ampliada. “Nós vamos reorganizar o governo com PT, PCdoB, PP, PR, com PST, com PRB, com todos aqueles que tiverem a decisão de continuar apoiando o governo de Dilma”, concluiu.
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