quinta-feira, 11 de julho de 2019

TCE-BA reprova convênio e multa ex-secretária em R$ 15,8 mil; verba irá para cofres públicos

TCE-BA reprova convênio e multa ex-secretária em R$ 15,8 mil; verba irá para cofres públicos
Foto: Divulgação / TCE-BA
A Secretaria do Meio Ambiente do Estado (Sema) teve as contas de 2008 desaprovadas pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-BA). Em sessão desta quarta-feira (10), o órgão também aplicou multa de R$ 15,8 mil à responsável pela pasta à época, Ângela Maria Gonçalves. A quantia deve ser devolvida aos cofres públicos com juros e atualização monetária.

Na mesma sessão, a Segunda Câmara do TCE-BA também aprovou com ressalvas termos de acordo de compromisso [TAC 2005 e TAC 2006] firmados pela Secretaria de Cultura e Turismo (SCT) com a Academia de Letras da Bahia (ALB), com o mesmo objeto – Manutenção da Academia de Letras da Bahia. 

Ameaça do centrão fez Maia suspender votação da reforma após aprovar texto-base

Ameaça do centrão fez Maia suspender votação da reforma após aprovar texto-base
 Apesar da larga vantagem com que o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta-feira (10), o texto-base da proposta de reforma da Previdência, o fim da votação da proposta nesta semana está ameaçado. 

O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão de forma abrupta quando percebeu que havia um movimento para desidratar o texto principal. Ainda precisam ser votados cerca de 20 destaques, que são tentativas de alterar pontos específicos da proposta. 

"E se estava desorganizado no primeiro [destaque], o segundo tem uma perda muito grande de economia. Então é melhor parar e retomar amanhã", disse Maia. "Logo no primeiro destaque eu entendi que os deputados estavam confusos em relação ao mérito do destaque. Isso significa que se concentrou muito no mérito do texto principal da PEC (proposta de emenda à Constituição) e não se organizou os votos com os parlamentares. O formato de o governo não ter uma articulação maior acaba desorganizando as informações."

Líderes de partidos de centro, num acordo com a oposição, articulavam uma série de derrotas ao governo para amenizar regras de aposentadoria e de pensões para algumas categorias. Se Maia não tivesse anunciado o fim da sessão, a Câmara começaria a analisar uma proposta do PC do B contra a fórmula de cálculo de pensões proposta pelo governo. A oposição quer evitar que essa nova regra permita o benefício abaixo do salário-mínimo. 

Líderes partidários ouvidos pela Folha de S.Paulo dizem que havia um acordo para apoiar a sugestão do PC do B, num aceno à população mais pobre. No entanto, isso representaria uma perda considerada alta na economia com a reforma da Previdência.  A avaliação na Câmara é a de que a proposta que pretendia abrandar as regras para a aposentadoria de professores só foi rejeitada porque Maia encerrou a votação antes que todos os parlamentares pudessem votar. 

O placar mostrou 265 deputados a favor da mudança (era preciso 308) e 184 contra. Antes de começar a votação dos chamados "destaques", Maia chegou a ser avisado de que havia uma rebelião em curso. Mesmo assim, dizem parlamentares, ele decidiu seguir com a votação, apostando que a ampla vantagem seria mantida.

Um dos principais líderes da Câmara classificou os 379 votos a favor do texto-base como "maioria artificial". Foram 71 a mais do que o mínimo necessário, de 308. Contra foram 131. Esse grupo diz que o apoio ao texto principal não significa aval à proposta de Bolsonaro. Ainda há uma insatisfação na Casa com o tratamento dispensado pelo Palácio do Planalto aos parlamentares. 

Embora o governo tenha feito acenos com a liberação de emendas, deputados dizem que não há confiança de que o presidente Jair Bolsonaro cumprirá a promessa. Em meio ao clima de incerteza, líderes chegaram a sugerir que Maia só retomasse a votação da reforma na próxima semana -o que forçaria a deixar a apreciação do segundo turno para agosto, na volta do recesso parlamentar. 

A ideia era que a Câmara usasse a sessão desta quinta (11) para votar outras matérias. Maia, no entanto, recusou a proposta. Deputados ouvidos pela reportagem disseram que, diante do novo cenário, as conversas serão retomadas.  Para tentar salvar o plano de aprovar a reforma da Previdência ainda nesta semana, aliados de Maia defendem uma reunião de líderes nesta quinta (11). A ideia é organizar as votações dos destaques.

Além da articulação de partidos de centro, a proposta de reestruturação das regras de aposentadoria sofre pressão direta de entidades ligadas a servidores públicos. Há emendas a serem votadas que aliviam os critérios para quem está no serviço público e próximo a completar os requisitos de aposentadoria.

Líderes pró-reforma temem que a aprovação de destaques reduza significativamente o efeito do projeto na reorganização das contas públicas.

terça-feira, 9 de julho de 2019

'99% do DEM votará a favor da reforma da Previdência', garante ACM Neto

'99% do DEM votará a favor da reforma da Previdência', garante ACM Neto
Presidente nacional do Democratas, ACM Neto garantiu, nesta segunda-feira (8), que 99% da sigla votará a favor da reforma da Previdência, com previsão para ser colocada na pauta da Câmara ainda nesta semana. 

"Talvez temos uma ou duas posições contrárias dentro do DEM, mas a grande maioria dos deputados vai votar a favor", disse o prefeito de Salvador que ainda garantiu que a bancada da sigla na Bahia acompanha sua visão sobre o tema. 

"Estamos prontos para aprovar a reforma que o Brasil tanto precisa. A reforma da Previdência é fundamental para que a gente comece a construir um novo momento econômico e dar um final para a crise que o país vive desde 2014", argumentou. 

Nova reitora da UFRJ diz que universidade não consegue pagar conta de luz desde janeiro

Nova reitora da UFRJ diz que universidade não consegue pagar conta de luz desde janeiro
Em uma das primeiras declarações após tomar posse do cargo, a nova reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro UFRJ, Denise Carvalho, defendeu nesta segunda-feira (8), a necessidade de reverter o contingenciamento de verbas do Ministério da Educação.

A reitora afirmou que a universidade corre o risco de ficar sem energia elétrica, uma vez que a conta de luz não é paga desde o mês de janeiro.

"Das instituições federais a UFRJ é a que está em situação mais grave. Não temos dinheiro para honrar contratos vigentes. As outras conseguem se manter até julho, o dinheiro da UFRJ acabou em abril", disse Denise. "A luz não é paga desde janeiro, a água há 24 meses e serviços de segurança e limpeza também estão com atraso. Sem luz, os hospitais e laboratórios param e há o risco de perda de estudos nos laboratórios de mais de uma década", acrescentou ela.

A reitora já tem em sua agenda uma reunião marcada com o Ministério da Educação na semana que vem. "Vamos buscar uma solução porque não podemos deixar a universidade parar", afirmou Denise que, segundo reportagem do G1, vai buscar a liberação de 20% dos R$43 milhões liberados pela bancada parlamentar do Rio para dar continuidade aos trabalhos de resgate e reconstrução do Museu Nacional.

Homologação de médicos aprovados em concurso municipal vai acontecer em agosto

Homologação de médicos aprovados em concurso municipal vai acontecer em agosto
A prefeitura homologará no mês de agosto os médicos aprovados no concurso municipal realizado no primeiro semestre deste ano. A informação foi divulgada pelo secretário municipal de Gestão (Semge), Thiago Dantas, ao Bahia Notícias. Segundo ele, o intuito é fazer a convocação no mesmo dia da homologação.

“A nossa expectativa é homologar o concurso dia 20 de agosto e, no mesmo dia, já fazer uma convocação. A gente sabe que em torno de 850 médicos se inscreveram pra fazer as provas. Agora a gente precisa saber, de fato, qual vai ser o índice de comparecimento e de aprovação, evidente. Mas, estimando aí que 30% ou 40% tenham feito a prova e que serão aprovados, a gente vai ter um quantitativo de profissionais aí na ordem de 300, 350 profissionais, o que vai nos permitir resolver uma questão que tem se colocado para prefeitura de maneira definitiva”, disse, em entrevista ao BN.

A expectativa da administração municipal é de que os profissionais, contratados para vínculos definitivos, tenham longevidade nos cargos. ”São profissionais que a tendência é que fiquem com a prefeitura ao longo de toda a sua vida funcional. A gente está falando de algo que pode durar em torno de 35 anos”, projetou.

A homologação dos médicos foi antecipada em relação às demais. O cronograma da Fundação Getúlio Vargas planeja que a fase final do concurso se encerre por volta do mês de outubro, com alguns se estendendo até novembro, principalmente por avaliações diferenciadas - fases de aptidão física e de avaliação psicológica.

Este concurso vai atender a necessidade da Secretaria Municipal de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) com profissionais de assistência social e psicólogos.

Governo quer contrapartida social para liberar dinheiro do pré-sal a estados

Governo quer contrapartida social para liberar dinheiro do pré-sal a estados
O Ministério da Economia planeja impor um conjunto de condições para repassar recursos do pré-sal a estados e municípios.

O plano em estudo prevê que os entes melhorem números da educação básica, reduzam a mortalidade infantil, avancem no índice de saneamento e mudem regras do mercado de gás. Além disso, o governo quer aumentar a rigidez de tribunais de contas regionais.

O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirma que as condicionantes devem ser incluídas em um projeto de lei a ser enviado ao Congresso ainda neste ano.

Os repasses serão feitos por meio do fundo social. Criado em 2010, durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva, ele recebe royalties e participações especiais da exploração do pré-sal.

O objetivo era que ele servisse como uma poupança do governo para quando o dinheiro do petróleo diminuísse, o que ajudaria a financiar o desenvolvimento do país.

O fundo é hoje totalmente da União, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, já mencionou que quer repassar até 70% do montante para estados e municípios no futuro.

De acordo com Rodrigues, a distribuição de recursos do fundo deve durar 35 anos, nos planos do ministério, começando no ano que vem e durando até 2054.

Em até dez anos, diz Rodrigues, as novas condicionantes devem substituir totalmente itens que provocam discussões atualmente entre o governo federal e os estados, relativos a desonerações a exportações.

Essas compensações são feitas atualmente por meio do FEX (Auxílio-Financeiro de Fomento às Exportações) e da Lei Kandir, que demandam aproximadamente R$ 4 bilhões ao ano em repasses.

O governo defende já ter ressarcido os Estados conforme a lei exigia, mas todo ano os governadores demandam os recursos em meio a questionamentos sobre os valores. Por isso, o governo quer usar o projeto para pôr fim ao debate.

"A largada dele [do plano] é eliminar a discussão sobre Lei Kandir e FEX", diz.

Uma vez aprovada a proposta, a ideia é continuar repassando os R$ 4 bilhões e adicionar um valor extra do fundo social a quem cumprir as novas condições a serem estabelecidas.

O valor do repasse extra ainda não foi decidido pois está sendo discutido com congressistas e governadores. No total, o valor anual a ser transferido aos entes pode ultrapassar R$ 6 bilhões.

Hoje, o fundo social recebe cerca de R$ 17 bilhões ao ano pela exploração do pré-sal. Mas as projeções do ministério apontam que o montante pode crescer para R$ 30 bilhões nos próximos anos com o aumento da exploração.

"A partilha a ser feita a partir do fundo social vai crescer exponencialmente", diz Rodrigues.

A descentralização dos recursos faz parte do plano “Mais Brasil, menos Brasília” do ministro de Guedes.

Ele manifesta desde a campanha eleitoral a intenção de distribuir recursos da União e aumentar repasses para os demais entes da Federação para evitar a dependência do governo federal vivida pelos administradores regionais.

Apesar das discussões, o secretário afirma que o ministério tem preocupação sobre a liberação dos recursos diante do diagnóstico de que órgãos de controle subnacionais não têm hoje a mesma rigidez dos federais.

Tribunais de contas estaduais já dão aval hoje, por exemplo, a cálculos sobre gastos com pessoal com metodologias que excluem Imposto de Renda e outros itens, fazendo com que as despesas pareçam menores do que na realidade.

“O governo tem como diretriz um novo formato para o federalismo fiscal brasileiro [descentralizando recursos]. Mas ao mesmo tempo temos outro olhar, de como o atendimento às regras fiscais e o zelo pelo recurso público vai ser feito”, afirma.

Para atender a essa preocupação, ele afirma que o governo vem estudando com o Legislativo projetos para que tribunais de contas estaduais e municipais tenham metodologias mais próximas a diretrizes do TCU (Tribunal de Contas da União).

Segundo ele, a ideia é que os repasses da União cresçam conforme a melhoria do controle seja observada.

“A intenção de descentralizar recursos vai seguir em velocidade que observe como esse controle vai ser melhorado”, diz.

Queda de árvore causa lentidão no metrô de Salvador nesta terça-feira

Queda de árvore causa lentidão no metrô de Salvador nesta terça-feira
A queda de uma árvore provocou redução, na manhã desta terça-feira (9), da velocidade de trens da linha 1 do metrô de Salvador entre as estações Bom Juá e Pirajá, segundo informou a CCR Metrô Bahia em nota enviada ao Bahia Notícias.

De acordo com a CCR Metrô, que administra o sistema, a operação foi normalizada às 6h51. A empresa informou, ainda, que a queda da árvore atingiu os cabos de energia que alimentam os trens. 

Avisos sonoros e Agentes de Atendimento e Segurança (AASs) orientaram os clientes em trens e estações. A linha 2 não foi afetada. 

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...