quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Governo Lula se movimenta para evitar que Elmar consolide força para suceder Lira, diz jornal

                                                                                     


Apesar de publicamente não falar sobre o assunto, lideranças ligadas ao Palácio do Planalto têm feito uma movimentação nos bastidores para evitar que o deputado federal Elmar Nascimento (União-BA) se consolide como única aposta viável do grupo do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para sucedê-lo. Segundo o Jornal O Globo, a perspectiva é que, mantido o favoritismo de Elmar, a tensão entre o governo e a Câmara deve permanecer no mesmo nível dos embates intensificados ao longo dos últimos meses.

 

Elmar Nascimento é apontado como o nome do atual presidente da Câmara no processo de sucessão, ainda que Lira tenha dito que não houve uma definição de quem deve representá-lo em fevereiro de 2026, quando a nova mesa diretora será formada. O baiano vem sendo citado nessa condição ainda antes de Lira ser reconduzido à presidência, quando se tornou o principal interlocutor do alagoano para negociações dentro da Casa. No entanto, movimentos do Planalto sinalizaram que Elmar pode ser um problema no futuro.

 

Oposição ao governo petista da Bahia, Elmar foi cotado para ocupar uma cadeira na Esplanada dos Ministérios no processo de aproximação do União Brasil com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto acabou rejeitado pelos núcleos mais ligados ao petismo baiano. Desde então, figura como uma espécie de iminência parda de Lira ao mesmo tempo em que acumula a liderança do próprio partido na Câmara - o que ampliou a musculatura política do baiano.

 

OUTROS NOMES APARECEM NO PÁREO

O deputado Marcos Pereira (SP), presidente do Republicanos, seria tratado como um candidato mais palatável e vive um momento de aproximação com o governo. Ele acompanhou Lula em uma visita recente ao Guarujá e iniciou um diálogo que o potencializaria como um nome com aval de Lira e possibilidade de conversas com o Planalto.

 

Além dele, lista O Globo, aparecem o também baiano Antônio Brito (PSD), que conta com o apoio do próprio partido e esteve recentemente em reuniões com o Planalto, e Isnaldo Bulhões (MDB), que também é visto como uma possibilidade de aproximação com Lula. Ambos são líderes dos próprios partidos e são cotados com frequência como alternativas menos à direita que Elmar e Pereira.

 

A publicação carioca coloca ainda duas opções como espécie de plano B (ou C e D): Hugo Motta (Republicanos-RJ) e Doutor Luizinho (PP-RJ). Ambos possuem interlocução com Lira, mas também se aproximam do Planalto, gerando menos tensões do que a eventual consolidação de Elmar como candidato único à sucessão da Câmara.

 

UNIÃO BRASIL É FAVORITO NO SENADO

Pesa contra Elmar o fato de que David Alcolumbre (União-AP) se consolidou como alternativa viável para retornar ao comando do Senado. A eventual concentração das duas Casas sob o comando do União é visto como temerário não apenas pelo Planalto, mas também por lideranças partidárias - o PSD e Antônio Brito, por exemplo, se ancoram nesse argumento para viabilizar-se como alternativa na Câmara.

 

Alcolumbre é o candidato de Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e, segundo bastidores, pode contar com o aval até mesmo de alas mais bolsonaristas do Senado, que, em 2023, chegaram a promover um embate direto contra o então candidato à reeleição. Caso se confirme o favoritismo do amapaense, o Planalto perderia poder de barganha para um partido cuja maioria é oposição.

 

Enquanto isso, Elmar segue no esforço para se consolidar como candidato forte e sem chances de recuo na briga pela sucessão. Um dos esforços pode ser visto com o bloco de 80 parlamentares que o baiano deve trazer para o Carnaval de Salvador, numa tentativa de manter a proximidade e inviabilizar a chance de adversários crescerem internamente na Câmara. 

Senado aprova urgência para acelerar votação sobre fim da saidinha em plenário

                                                                                    



             O Senado aprovou pedido de urgência do projeto que acaba com a saída de presos em datas comemorativas - as chamadas saidinhas. Dessa forma, o texto passa por um rito acelerado para avançar no plenário da Casa.

 

"Aprovado o requerimento, o projeto será incluído em ordem do dia oportunamente", disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

 

O benefício é concedido pela Justiça a presos do sistema semiaberto que já tenham cumprido ao menos um sexto da pena, no caso de réu primário, e um quarto da pena, em caso de reincidência, entre outros requisitos.

 

O texto estava na Comissão de Segurança Pública sob relatoria do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que acatou a emenda feita pelo senador Sergio Moro (União-PR). O parlamentar foi escalado pelo presidente da comissão, Sérgio Petecão (PSD-AC), para tentar minimizar os impactos da proposta.

 

A nova redação continua colocando fim para as s aidinhas em datas comemorativas, mas mantém a autorização para estudar e trabalhar fora do sistema prisional.

 

Atualmente, a legislação nega o benefício a indivíduos condenados por crimes hediondos com resultado de morte. A nova proposta busca estender essa restrição também aos casos de crimes cometidos com violência ou grave ameaça.

 

Além disso, a nova proposta prevê que, quando houver autorização para ida a curso profissionalizante, de ensino médio ou superior, o tempo de saída seja o necessário para o cumprimento das atividades.

 

O projeto também prevê o exame criminológico -que abrange questões de ordem psicológica e psiquiátrica- como requisito para a progressão de regime.

 

O tema se tornou foco de discussões e mobilizou setores da classe política após a morte do sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha, 29, baleado, durante uma perseguição, por um homem que estava em saída temporária em Belo Horizonte.

 

Outro caso que gerou repercussão foi a fuga de dois dos condenados por chefiar a maior facção de tráfico de drogas do Rio de Janeiro, Saulo Cristiano Oliveira Dias, 42, conhecido como SL, e Paulo Sérgio Gomes da Silva, 47, o Bin Laden, após o direito a saidinha de Natal.

 

Como mostrou a Folha de S.Paulo em janeiro, menos de 5% dos detentos que tiveram direito à saidinha de Natal em 2023 não retornaram aos presídios no Brasil, taxa considerada baixa por especialistas.

 

O procurador-geral de Justiça de São Paulo, Mário Luiz Sarrubbo, defendeu as saídas temporárias de detentos em entrevista à Folha de S.Paulo. Ele será nomeado como novo secretário da Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) na gestão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski.

 

"Os índices demonstram com muita clareza que o número de presos que não retornam na saída temporária é ao redor de 4%, portanto não acho significativo", disse Sarrubbo na entrevista.

 

Ele defendeu, porém, o aprimoramento da lei. "A gente precisa ter um olhar muito cuidadoso porque existem fatos que são graves que nos tocam demais, como o assassinato de um policial em Belo Horizonte por um criminoso que estava em saída temporária."                             

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

Jacobina x Vitória: veja prováveis escalações, horário e onde assistir

                                                                                                 


Sete jogos, cinco fora de casa. Nesta quarta-feira (7), às 19h15, no Estádio José Rocha, o Vitória entrará em campo pela quinta vez longe do Barradão nas sete primeiras partidas da temporada 2024. O duelo da vez — o terceiro seguido como visitante — será pela sexta rodada do Campeonato Baiano, contra o Jacobina, 6° colocado com sete pontos, dois a menos que o Leão, 4° lugar com nove. Passando por uma “turbulência”, segundo o técnico Léo Condé, o Rubro-Negro vem de uma vitória nas últimas quatro partidassomando, no período, derrotas para Barcelona de Ilhéus e Jequié e vitória contra a Juazeirense, pelo Campeonato Baiano, além do empate com o Altos, no último domingo (4), em Teresina, no Piauí, na estreia do Leão na Copa do Nordeste.

 

Para o duelo em Jacobina, o técnico Léo Condé usará o que tem de melhor à disposição no plantel rubro-negro. Há uma semana, contra o Jequié, o treinador poupou alguns titulares. Hoje, Condé escalará praticamente o mesmo time que empatou com o Altos, com a única mudança sendo a entrada do lateral-esquerdo Lucas Esteves na vaga de Patric Calmon, suspenso após levar cartão vermelho (enquanto estava no banco de reservas) na útlima rodada do Baianão, em Jequié.

 

O goleiro Lucas Arcanjo segue fora de combate por cerca de 15 dias após lesão no joelho. Sem o seu arqueiro titular, Léo Condé colocou Muriel para assumir a posição, com Maycon Cleiton sendo o escolhido para ser o reserva contra o Jacobina, algo que já havia acontecido diante do Altos. Além de Arcanjo, o lateral-esquerdo Felipe Vieira, o volante Rodrigo Andrade e o centroavante Léo Gamalho são desfalques por lesão. Os meias Luan, ainda em processo de condicionamento físico, e Daniel Júnior, ainda não regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, e que já treinaram normalmente com o grupo, também não viajaram. Das 15 contratações do Vitória para 2024Luan e Daniel Júnior, junto com os goleiros Maycon Cleiton e Alexandre Fintelman, são os que ainda não estrearam com a camisa rubro-negra. 

 

No total, o técnico Léo Condé relacionou 20 jogadores para enfrentar o Jacobina. Em relação ao grupo de jogadores que esteve presente contra o Altos, as mudanças são três: o zagueiro Cristián Zapata, o atacante Eryc Castillo e o lateral-esquerdo Patric Calmon (suspenso) dão lugares ao zagueiro João Victor e os meias-atacantes Mateus Gonçalves e Fábio Soares, atleta da base rubro-negra.

 

Caso vença o Jegue da Chapada, o Vitória, quarto colocado, chegará aos 12 pontos e ultrapassará o Barcelona de Ilhéus (2°) e o Jequié (3°), ambos com 10, e que já jogaram na rodada. No momento, o Leão também está um ponto atrás do rival Bahia, que fecha a 6ª rrodada do Campeonato Baiano, amanhã, às 21h30, contra o Itabuna, na Arena Fonte Nova. Após o compromisso no interior baiano, o Vitória volta ao Barradão para jogar contra o ABC, no sábado (10), às 19h15, pela segunda rodada da Copa do Nordeste. 

 

JACOBINA

 

Vice-campeão da Série B do Campeonato Baiano do ano passado, o Jacobina não jogava a Primeira Divisão estadual desde 2020. Após começar com duas derrotas e um empate nas três primeiras partidas, sendo goleado por 6 a 1 pelo Bahia de Feira e por 5 a 0 pelo Bahia, o Jegue da Chapada agora vem de duas vitórias seguidas contra Barcelona de Ilhéus e Atlético de Alagoinhas. O empate no Baianão foi contra o Itabuna, fazendo com que a equipe da "Cidade do Ouro" se posicione na sexta colocação, com sete pontos ganhos.

 

Para 2024, a diretoria do Jacobina manteve uma base da campanha do acesso do ano passado, dentre eles o artilheiro Bruno Nunes, autor do gol da vitória jacobinense na última rodada, contra o Atlético de Alagoinhas, fora de casa. O Jegue também contratou reforços pontuais, como o experiente lateral Luís Ricardo, de 39 anos, que jogou no São Paulo e Botafogo.

 

Caso vença o Vitória nesta quarta-feira, este será o primeiro triunfo da história do Jacobina contra o Rubro-Negro, que venceu todos os cinco confrontos entre o dois até aqui. O último deles aconteceu no Baianão de 2020: com gol de Nickson, o Vitória venceu por 1 a 0, no Barradão.

 

FICHA TÉCNICA

Jacobina x Vitória 

Campeonato Baiano - 6ª rodada

Local: Estádio José Rocha, em Jacobina

Data: 07/01/2024 (quarta-feira)

Horário: 19h15

Transmissão: TVE (TV aberta e YouTube) e TV Vitória (YouTube)

Árbitro: Emerson Ricardo de Almeida

Assistentes: Luis Carlos de França Costa e Edilene Freire da Silva

 

Jacobina: Nilton, Isaque, Rafael Sales, João Paulo, Anderson Bandeira, Patrik, Luís Ricardo, Bruno Sabino, Bruno Nunes, Luan e Gabriel Nereira. Técnico: Alex Alves.

 

Vitória: Muriel, Zeca, Wagner Leonardo, Camutanga, Lucas Esteves, Dudu, Willian Oliveira, Matheusinho, Osvaldo, Iury Castilho e Alerrandro. Técnico: Léo Condé.

BN/Séculus: João de Furão aparece como favorito na corrida eleitoral e tem gestão aprovada em Conceição da Feira

                                                                            


Atual prefeito de Conceição de Feira e candidato à reeleição, João de Furão (PSB) aparece como favorito na corrida eleitoral de 2024. Em uma pesquisa contratada pelo Bahia Notícias junto à empresa Séculos Análises e Pesquisas, o gestor aparece como a primeira opção de cerca de 94% dos eleitores entrevistados no levantamento espontâneo, quando não são apresentados os nomes dos candidatos.

 

O candidato com melhor pontuação após o prefeito é o empresário Renato Vieira Filho, com 0,86% dos votos. Roberto, Chico do Cavaco e Marinalva, somados, chegam a cerca de 1%. Não opinaram 2,4% dos entrevistados e 1,71% indicou não votar em nenhum nome.

 

O levantamento não traçou um cenário estimulado com potenciais nomes, apenas verificou quem os eleitores apostavam para ganhar a disputa, com o atual prefeito aparecendo como favorito para 95,55% dos eleitores.

 

 

AVALIAÇÃO

 

Eleito pela coligação Renova Conceição e integrante da base aliada do atual governo petista, João de Furão aparece com 95,03% de aprovação em seu primeiro mandato no município. Os eleitores que avaliam a gestão dele como ótima chegam a 23,8%; boa a 59,76%; regular 13,87%; ruim 1,88%; e péssima 0,68%.

 

 

Para este levantamento, foram entrevistados 584 munícipes, com idades a partir de 16 anos, com utilização de questionários. A pesquisa foi realizada entre os dias 25 e 27 de janeiro e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob nº BA-09283/2024.

Lula edita MP que isenta de Imposto de Renda quem ganha até 2 salários mínimos

                                                                               


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) publicou, nesta terça-feira (6), uma MP (medida provisória) que isenta de Imposto de Renda quem ganha até R$ 2.824 mensais -o equivalente a dois salários mínimos. A MP consta em edição extra do Diário Oficial da União.
 

Pelo texto, a nova tabela vale a partir de fevereiro deste ano. Segundo o governo, a correção isenta do IRPF (Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas) 15,8 milhões de brasileiros.
 

"Devido à progressividade da tabela, todos os contribuintes do IRPF serão beneficiados com a alteração, ou seja, mais de 35 milhões de brasileiras e brasileiros", disse o Ministério da Fazenda, em nota.
 

Ainda de acordo com comunicado da Fazenda, a redução receitas prevista com a medida para 2024 é de R$ 3,03 bilhões. O valor passa para R$ 3,53 bilhões em 2025 e para R$ 3,77 bilhões no ano seguinte.
 

Em maio do ano passado, uma MP corrigiu a faixa de isenção do IRPF de R$ 1.903,98 para R$ 2.112 e instituiu uma dedução simplificada mensal de R$ 528 -assim, seria possível isentar ganhos de até R$ 2.640, o equivalente a dois pisos, segundo valores vigentes em 2023.
 

Com o novo reajuste, o desconto simplificado passa a ser de R$ 564,80, o que permite que a isenção atinja quem recebe até dois salários mínimos.
 

Enquanto a correção da faixa de isenção beneficia todos os contribuintes, independentemente do salário, a dedução é, na prática, vantajosa apenas para quem tem remuneração menor e possui poucos descontos legais a declarar com contribuição previdenciária, pensão alimentícia, dependentes, entre outros.
 

No ano passado, o mix entre esses dois instrumentos foi a saída encontrada pela equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) para atender ao pedido de Lula de isentar quem ganha até dois salários mínimos sem impor um custo elevado às contas públicas. Toda atualização na tabela do IR gera uma renúncia de receitas.
 

A correção nos valores do IRPF foi prometida por Lula em janeiro deste ano.
 

"Com o reajuste do salário mínimo, as pessoas parecem que vão voltar a pagar o Imposto de Renda, mas não vão. Porque nós vamos fazer as mudanças agora para que quem ganha até dois salários mínimos não pague IR. Eu tenho um compromisso de chegar até o fim do meu mandato isentando todo mundo que ganhar até R$ 5.000", afirmou Lula em 23 de janeiro, em entrevista a uma rádio na Bahia.
 

"É um compromisso de campanha, mas, sobretudo, de muita sinceridade. Nesse país, quem vive de dividendo não paga Imposto de Renda e quem vive de salário paga Imposto de Renda", acrescentou Lula na ocasião.
 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2024

Jequié x Vitória: veja prováveis escalações, horário e onde assistir

                                                                   


Líder do Campeonato Baiano com nove pontos em quatro rodadas, o Vitória entra em campo nesta quarta-feira (31), às 21h30, contra o Jequié, pela quinta rodada da competição. No momento, o Rubro-Negro é seguido por Bahia, Barcelona de Ilhéus e Juazeirense, todos com sete pontos cada.

 

Para o confronto, o técnico Léo Condé irá poupar praticamente o time inteiro que vinha começando as partidas neste início de temporada, com exceção do zagueiro Dudu e do volante Camutanga. Dessa forma, o goleiro Muriel e o zagueiro Cristián Zapata devem fazer as suas estreias com a camisa rubro-negra. Alerrandro, que começou o último jogo no lugar de Caio Dantas (única mudança de Condé no time titular nas quatro primeiras rodadas), permanece na equipe. 

 

A escolha por "rodar" o elenco passa pelo fato do Vitória, nesta quarta-feira, começar uma sequência de três jogos fora de casa na temporada. Depois de enfrentar o Jequié, o Leão mede forças contra o Altos-PI, em Teresina, no domingo (4), na sua estreia na Copa do Nordeste. Em seguida, a equipe encara o Jacobina, no dia 7 de fevereiro, pela sexta rodada do Baianão.

 

Até agora, o Vitória venceu Jacuipense e Bahia de Feira, ambos por 1 a 0, e a Juazeirense, por 3 a 0. A única derrota rubro-negra aconteceu contra o Barcelona de Ilhéus, por 2 a 1, fora de casa.

 

JEQUIÉ

 

Atual quinto colocado do Campeonato Baiano com seis pontos, três a menos que o líder Vitória, o Jequié foi o campeão da Série B do Baianão do ano passado. Na última rodada, a equipe do técnico Gabardo Júnior venceu o Atlético de Alagoinhas, por 2 a 0, no Waldomirão, palco do jogo desta quarta-feira.

 

Além do Carcará, o Jipão venceu o Bahia, por 1 a 0, na primeira rodada. As derrotas do recém-promovido à Série A do Baianão aconteceram para Barcelona de Ilhéus e Juazeirense, ambas por 2 a 0.

 

Antes do começo da competição, em entrevista para o Bahia Notícias, o gerente de futebol do Jequié, Jayme Brandão, falou sobre a meta da equipe de se classificar para as semifinais do Campeonato Baiano.

 

"Inicialmente, a meta do Jequié é terminar entre os quatro. Não é impossível a gente brigar pelo título, mas a meta inicial é ficar entre os quatro e chegar às semifinais da competição. Apenas permanecer na Série A do Baianão é algo que a gente não discute internamente, por conta da ambição e investimentos que o Jequié tem. A gente tem que mirar para cima, que é ficar entre os quatro", comentou o gerente de futebol do Jipão.

 

FICHA TÉCNICA

 

Jequié x Vitória 

Campeonato Baiano - 5ª rodada

Local: Estádio Waldomiro Borges, em Jequié

Data: 31/01/2024 (quarta-feira)

Horário: 21h30

Transmissão: TVE Bahia (TV aberta e YouTube) e TV Vitória (YouTube)

Árbitro: Marielson Alves Silva

Assistentes: Alessandro Alvaro Rocha de Matos e Patricia dos Reis do Nascimento

 

Jequié: Marcos, Marcos Vinícius, Sérgio Baiano, Júnior Henrique, Espeto, Caetano, Bruno Henrique, Arthur Caculé, Alex Gonçalves, Vagner e Willian Mococa. Técnico: Gabardo Júnior.

 

Vitória: Muriel, Raúl Cáceres, Cristián Zapata, Camutanga, Lucas Esteves, Dudu, Caio Vinícius, Mateus Gonçalves, Everaldo, Eryc Castillo e Alerrandro. Técnico: Léo Condé.

Reservas internacionais crescem no 1º ano de Lula após queda sob Bolsonaro

                                                                      


As reservas internacionais do Brasil subiram no primeiro ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e fecharam 2023 em US$ 355 bilhões, o que representa um avanço de 9,34% ante um ano antes e o nível mais alto desde março de 2022. O movimento é observado após uma queda de 13% ao longo da gestão do antecessor, Jair Bolsonaro (PL).
 

A alta foi puxada pelo fluxo cambial positivo —o maior desde 2012, com entrada líquida de US$ 11,49 bilhões— e pela receita obtida com juros dos títulos nos quais estão aplicadas as reservas do Brasil, em grande parte alocadas nos Treasuries (títulos do Tesouro dos Estados Unidos).
 

Houve também influência dos movimentos nas curvas de juros que impactaram positivamente os preços dos ativos e da menor atuação do BC no mercado de câmbio, sem a necessidade de vender dólares com compromisso de recompra. A autoridade monetária atravessou 2023 sem leilões extras de dólar pela primeira vez em 24 anos.
 

As reservas internacionais são os ativos do país em moeda estrangeira e funcionam como uma espécie de colchão de segurança contra choques externos, como crises cambiais ou fugas de capital, em momentos de turbulência no mercado global.
 

Desde 1999, o Brasil adota o regime de câmbio flutuante. Nesse modelo, o colchão de segurança ajuda a manter a funcionalidade do mercado de câmbio atenuando oscilações bruscas do real em relação ao dólar, o que dá mais previsibilidade para os agentes econômicos.
 

No primeiro mandato do governo Lula, teve início um processo de aquisição de reservas internacionais em meio a um cenário de grande vulnerabilidade a desvalorizações cambiais.
 

Em um período de duas décadas, o Brasil aumentou suas reservas em moeda estrangeira de US$ 38,77 bilhões, em 2003, para US$ 355 bilhões, em 2023. O valor máximo (US$ 388 bilhões) foi alcançado em meados de 2019, quando o Banco Central iniciou o processo mais expressivo de venda desses ativos.
 

O volume de reservas internacionais no Brasil é resultado da política cambial executada pelo BC, cuja autonomia operacional está em vigor desde fevereiro de 2021. Ele varia de acordo com fatores como alteração de cotas no FMI (Fundo Monetário Nacional), compra e venda de moedas, flutuações de paridades entre as moedas ante o dólar, preços de ativos e taxas de juros.
 

O nível adequado das reservas internacionais é motivo de discussão entre economistas e até mesmo entre órgãos públicos. Em 2020, o TCU (Tribunal de Contas da União) chegou a emitir um alerta ao governo sobre o custo fiscal dos ativos em moeda estrangeira.
 

No Brasil, as reservas são compostas majoritariamente por aplicações em títulos governamentais (fatia correspondente a 89,71% em dezembro de 2022), mas também ouro, depósitos em moedas e outros ativos.
 

Na gestão de Bolsonaro, o então ministro Paulo Guedes (Economia) defendeu em diferentes momentos a venda de reservas internacionais. Em novembro de 2020, o chefe da equipe econômica disse que a medida era uma opção do governo para reduzir o endividamento público.
 

"A dívida tem que cair, e a maneira de fazer isso é vender ativos, privatizar, desalavancar bancos públicos, reduzir déficit interno e até vender um pouco de reservas", afirmou Guedes na época.
 

A pasta chegou a avaliar, em 2022, a criação de metas para reservas internacionais, mas o plano não foi levado adiante depois de a ideia não ter sido bem recebida pelo mercado financeiro.
 

Para Bráulio Borges, pesquisador associado do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas) e economista sênior da LCA Consultores, a discussão na gestão Bolsonaro tinha um viés eleitoreiro diante de uma inflação em dois dígitos e um câmbio depreciado desde a eclosão da pandemia.
 

O especialista ressalta que hoje o Brasil tem um patamar significativamente mais alto do que o mínimo estimado pelo FMI como adequado para o país, correspondente a US$ 260 bilhões e que o custo fiscal dessa estratégia traz à tona opiniões divergentes no mercado sobre um eventual uso alternativo do "excesso" de reservas.
 

Enquanto economistas mais heterodoxos defendem que o Brasil deveria sacar parte das reservas para investir em infraestrutura ou para reduzir a dívida pública bruta —que atingiu 73,8% do PIB (R$ 8 trilhões) em novembro de 2023—, a ala mais ortodoxa teme que os recursos acabem desperdiçados em investimentos públicos sem muita governança.
 

"Estou no meio do caminho. Nesse sentido, a gente precisaria construir uma governança um pouco mais sólida para poder ter esse novo arranjo em que a gente pudesse, sim, dar um uso alternativo para parte das reservas, mas tentando isolar isso do ciclo político para não ter um uso eleitoreiro e populista dessas reservas", diz.
 

Borges afirma que o país teria grau de investimento
 

—concedido a quem é considerado bom pagador— se a solvência externa fosse o único critério considerado pelas agências de classificação de risco, dada a sólida capacidade de o Brasil honrar seus compromissos em moeda estrangeira.
 

A questão fiscal é hoje vista por especialistas como um dos entraves nessa direção.
 

Atualmente, as três maiores agências de classificação de risco do mundo —S&P Global Ratings, Moody’s e Fitch— colocam o país a apenas dois degraus de alcançar o grau de investimento. Nos relatórios, o nível das reservas internacionais costuma ser citado como um dos pontos fortes do país.
 

Em julho, a Fitch chegou a dizer em nota que "finanças externas fortes apoiam a resiliência aos choques, sustentadas por uma taxa de câmbio flexível, reservas internacionais robustas e uma posição de credor externo líquido soberano." A agência também acrescentou que o colchão de US$ 350 bilhões cobre cerca de nove meses de pagamentos externos do Brasil.
 

A recomposição das reservas internacionais no Brasil ganhou um reforço em agosto de 2021, quando o FMI fez uma alocação de US$ 15 bilhões como parte da distribuição de DES (Direitos Especiais de Saque) aos países-membros.
 

Naquele ano, o Banco Central também buscou maior diversificação da carteira, incluindo dólar canadense e dólar australiano na alocação estratégica e aumentando a contribuição de yuan. Um ano depois, a moeda chinesa ultrapassou o euro e se tornou a segunda divisa mais importante nas reservas internacionais brasileiras, representando 5,37% do total.
 

Luiz Awazu, ex-diretor do BC e ex-vice-gerente-geral do BIS (Banco de Compensações Internacionais, o "banco central dos bancos centrais"), vê o recente crescimento das reservas internacionais no Brasil como parte de um movimento global nessa direção.
 

Olhando para trás, ele observa que o crescimento vertiginoso das reservas em moeda estrangeira dos bancos centrais de todo o mundo até o patamar em torno de US$ 12 trilhões foi puxado por países emergentes, que viram necessidade de ter uma forma de "seguro próprio".
 

"A maneira como nós pudemos acumular reservas internacionais durante os primeiros governos do presidente Lula foi extremamente importante para garantir a nossa estabilidade macroeconômica. Nós atravessamos graves crises internacionais sem reflexos excessivamente negativos na nossa estabilidade financeira", diz.
 

À frente, Awazu vê um ambiente de incerteza e menciona uma série de eventos que podem gerar nos próximos meses instabilidade ao cenário econômico mundial, entre eles conflitos geopolíticos, as eleições presidenciais nos Estados Unidos e a condução da política de juros nas economias avançadas.
 

Na visão dele, os bancos centrais dos países emergentes tiraram lições do passado e passaram a reconstituir suas reservas internacionais por precaução, de forma que, em caso de necessidade, tenham instrumentos para reduzir volatilidade excessiva no mercado de câmbio e disfuncionalidades temporárias.

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...