As projeções feitas pela Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana apontam que o estoque no município do larvicida pyriproxifen, usado na prevenção ou na eliminação de larvas do mosquito Aedes aegypti, vai acabar nesta sexta-feira, 22. O inseto transmite seis tipos de doenças: quatro tipos de dengue, chikungunya e a febre zika.
Importado, o produto é distribuído pelo governo federal aos estados, que repassam para os municípios, o que não vem acontecendo ultimamente. “E ainda não se sabe quando o larvicida vai chegar em Feira”, alerta Edvaldo de Jesus, da Vigilância Epidemiológica.
A partir de segunda-feira, o trabalho dos agentes de endemias vai se restringir à parte educativa dos moradores e eliminação ou recolhimento de vasilhas que podem acumular água. Até esta sexta eles ainda colocarão o larvicida nos tanques, caixa d’água, pneus, entre outros recipientes.
Para controlar o ciclo de reprodução do Aedes, o larvicida é aplicado entre quatro e cinco vezes ao ano e seu período de validade no combate às larvas do inseto é de 60 dias, aproximadamente. É aplicado todas as vezes que o agente visita uma residência.
Após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta leva até 10 dias. Daí a necessidade de se aplicar o pyriproxifen periodicamente. Uma fêmea pode dar origem a 1,5 mil ovos, durante sua vida de cerca de 40 dias. Para garantir a preservação da espécie, o mosquito usa a estratégia de distribuir os ovos em vários criadouros.
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