quarta-feira, 17 de abril de 2019

Prefeitura de Salvador paga aposentadoria de R$ 18 mil a deputado federal e vereadores

Prefeitura de Salvador paga aposentadoria de R$ 18 mil a deputado federal e vereadores
Foto: Lúcio Bernardo Jr./ Câmara dos Deputados
A prefeitura de Salvador paga pensão parlamentar a um deputado federal, quatro vereadores e, ao menos, dois ex-vereadores da capital baiana, por meio do Instituto de Previdência do Salvador (IPS), conforme levantamento feito pelo Bahia Notícias no site do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).

O deputado federal e presidente do Podemos na Bahia, João Carlos Bacelar, recebe pensão de R$ 18.732,56 – teto máximo do funcionalismo público municipal. Bacelar foi vereador da cidade por dois mandatos (1993/1996 e 1997/2000). Além dos valores pagos pelos cofres da capital baiana, Bacelar recebe regularmente o salário de deputado federal, R$ 33.763,00.

A mesma cifra do parlamentar agracia os atuais edis Alfredo Mangueira (MDB) e Odiosvaldo Vigas (PDT). Outros dois legisladores municipais Pedro Godinho (MDB) e Atanazio Julio (PSDB) recebem um pouco menos, R$ 17.661.06 e R$ 16.297,33, respectivamente. Todos os vereadores continuam a receber normalmente o salário de R$ 18.732,56, apesar da pensão.

Já os ex-vereadores Arnando Lessa (PT) e Silvoney Sales (PR) abocanham R$ 9.366,28 e R$ 18.732,56, respectivamente. Procurada pelo site, a Secretaria Municipal de Gestão (Semge) informou que a prefeitura paga 21 pensões parlamentares atualmente. "A pensão parlamentar é paga pelo município desde 1991, quando da extinção do Instituição de Previdência dos Vereadores do Município de Salvador. As obrigações da Seguridade Social foram transferidas para o então Instituto de Previdência de Salvador, atual Fumpres", diz, em um trecho da nota.

A Semge informou, ainda, que as pensões parlamentares concedidas respeitam o "direito adquirido dos agentes políticos beneficiados com as normas estabelecidas". A pasta não detalhou quais os critérios para o pagamento dos benefícios. A secretaria ressaltou que os dados já estavam disponíveis, mas o Tribunal de Contas dos Municípios só passou a divulgar na internet agora.

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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