segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Jair Ventura projeta reta final do Vitória pelo Brasileirão: "Organização e competitividade não se negociam"

                                                                                

A vitória por 3 a 1 sobre o Sport, na Ilha do Retiro carimbou ainda mais a assinatura de Jair Ventura no time do Vitória. Após o resultado positivo na noite deste domingo (23), o treinador destacou quatro pilares que, segundo ele, explicam o momento da equipe: apoio da torcida, organização tática, competitividade e foco absoluto no jogo a jogo.

 

Desde o início da coletiva, Jair fez questão de dividir o resultado com os rubro-negros que acompanharam a delegação até o aeroporto e lotaram o setor visitante no Recife.

 

"O aeronegro nos levou praticamente dentro do avião. Eles cantaram o jogo inteiro. Isso emociona, isso motiva", contou. 

 

Com pouco tempo para treinar após o duelo contra o Palmeiras, o treinador ressaltou a maturidade da equipe para colocar o plano em prática e neutralizar o adversário.

 

"Tivemos o controle praticamente total do jogo. Construímos pelos dois lados, usamos o corredor central e tiramos as principais virtudes do Sport", explicou. 

 

Entre as escolhas táticas, Jair explicou a entrada de Renato Kayzer, autor de um dos gols, e reforçou a importância das peças ofensivas voltarem a decidir.

 

"Precísavamos de mais mobilidade e ataque ao espaço. O gol sai justamente desse comportamento. E é fundamental ter o camisa 9 marcando, isso muda a reta final", ressaltou.

 

Fiel ao seu estilo, Jair descartou qualquer tipo de projeção de pontos na luta contra o rebaixamento.

 

"Eu não faço projeção. Jogo a jogo, sempre. Na Série A não existe garantia de nada. Já vi times pouparem pensando no jogo seguinte e perderem os dois. Vamos pensar no Mirassol só depois de meia-noite", frisou. 

 

Ao ser questionado sobre um eventual retorno ao Sport em 2026, Jair respondeu sem abrir muito o jogo, dando a entender que, independente do que aconteça, quer seguir no Rubro-Negro Baiano. 

 

"Meu presidente já falou que quer contar comigo em 2026. Estou extremamente feliz no Vitória, mas também fui muito feliz no Sport. Estou ficando bom em responder sem responder", brincou. 

 

Com quatro partidas seguidas de invencibilidade e novo confronto decisivo no próximo sábado (29), contra o Mirassol, o Vitória tentará somar mais três pontos no penúltimo compromisso da temporada atuando no Estádio do Barradão. 

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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