terça-feira, 14 de julho de 2026

Fifa define uniformes das semifinais da Copa do Mundo; veja combinações

                                                                         

A Fifa definiu os uniformes que serão utilizados pelas seleções nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. França e Inglaterra atuarão como mandantes de seus confrontos e entrarão em campo com os uniformes principais, enquanto Espanha e Argentina jogarão com a segunda opção.

 

A primeira semifinal será disputada nesta terça-feira (14), às 16h, no horário de Brasília, entre França e Espanha. A seleção francesa usará camisa azul, shorts brancos e meiões vermelhos. O goleiro francês vestirá uniforme verde.

 

Do outro lado, a Espanha atuará com camisa branca, shorts vermelhos e meiões brancos. O goleiro espanhol entrará em campo com uniforme amarelo.

 

Na segunda semifinal, marcada para quarta-feira (15), também às 16h, Inglaterra e Argentina disputarão a outra vaga na decisão. Os ingleses jogarão com uniforme totalmente branco. O goleiro da Inglaterra usará amarelo.

 

A Argentina, por sua vez, utilizará o segundo uniforme. A seleção sul-americana entrará em campo com camisa azul escura, shorts pretos e meiões pretos com detalhes em branco. O goleiro argentino vestirá uniforme verde-água com detalhes em azul.

 

As definições fazem parte do protocolo da Fifa para evitar conflito visual entre as equipes e facilitar a identificação de jogadores, goleiros, arbitragem e público durante as partidas.

 

As semifinais definirão os dois finalistas da Copa do Mundo. O vencedor de França x Espanha enfrentará quem avançar de Inglaterra x Argentina na decisão do torneio.

 

No caso da Argentina, a escolha do uniforme também carrega uma outra simbologia. Segundo a ESPN, a federação argentina solicitou à Fifa autorização para utilizar a segunda camisa diante da Inglaterra.

 

Em Copas do Mundo, a Argentina venceu os dois confrontos contra os ingleses em que atuou de azul. Em 1986, derrotou a Inglaterra por 2 a 1 nas quartas de final, em jogo marcado pelos dois gols de Diego Maradona. Em 1998, pelas oitavas, voltou a jogar de azul e avançou nos pênaltis após empate por 2 a 2.

 

Confira abaixo as combinações:

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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