sexta-feira, 5 de abril de 2019

Alexandre Frota articula com partidos campanha para queda de líder do governo

Alexandre Frota articula com partidos campanha para queda de líder do governo
Foto: Edvaldo Belitardo/Lid. PSL.
O deputado federal Alexandre Frota (PSL-SP) procurou lideranças e enviou mensagens para parlamentares de partidos do centrão nos últimos dias pedindo apoio para derrubar o líder do governo, Major Vitor Hugo (PSL-GO), a quem chamou de "faixa branca". 

Em conversas privadas, o novato na Câmara disse que a permanência do seu colega de legenda na função se tornou inviável. À reportagem Frota afirmou que "a Câmara não aceitou" Vitor Hugo como líder do governo. "Ele é um líder faixa branca. Tem de ser faixa preta", disse. "Não pode andar aqui dentro com todos os líderes virando as costas para ele."

A faixa branca é usada por iniciantes em artes marciais, enquanto a preta pertence aos mestres. Frota quer levar ao presidente Jair Bolsonaro (PSL) um pedido de mudança imediata, segundo tem dito. O convencimento não deve ser fácil. Antes consultor legislativo quando Bolsonaro era deputado, Vitor Hugo é da estreita confiança do presidente e frequenta assiduamente o Palácio do Planalto.

Para Frota, o atual líder do governo "tem se mostrado muito pouco diplomático" e não conseguiu construir pontes. "Líder tem de chegar e liderar. Falar com a esquerda, a direita e o centro sem medo."

Em conversas na Câmara, Frota costuma dizer que tem bom trânsito com parlamentares de esquerda, como Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Alexandre Padilha (PT-SP), e que, apesar do gosto pelo diálogo, não foge do enfrentamento. O líder do governo virou alvo de parlamentares principalmente por causa da falta de articulação política para a aprovação da reforma da Previdência. 

Ele se envolveu em uma polêmica no mês passado, quando enviou mensagens em um grupo de WhatsApp do PSL criticando a velha política, em meio à crise entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente da República. Antes, ele já havia irritado colegas ao dividir aqueles que dariam "apoio consistente" e outros de "apoio condicionado" ao governo.

No dia a dia da Câmara, em diversas ocasiões, foi atropelado pelo próprio partido, tendo orientações desrespeitadas. Segundo parlamentares ouvidos pela Folha, Frota pediu ajuda para uma espécie de abaixo-assinado contra Vitor Hugo, que já contaria com apoiadores.

Integrante do partido de Bolsonaro, ele procurou o grupo de dirigentes ligados a Maia, que estão em conflito com o presidente justamente por conta de seu discurso contra a "velha política". O deputado disse que não recolhe assinaturas, mas foi a público pedir a substituição de Vitor Hugo. Nas redes sociais, o deputado tem compartilhado notícias com críticas a Vitor Hugo. Republicou, por exemplo, a entrevista à Folha em que o líder do PP na Câmara, Arthur Lira (AL), diz que o major é ignorado, e uma nota do jornal O Globo que o chama de invisível.

Bolsonaro indica que ministro da Educação sairá na segunda-feira

Bolsonaro indica que ministro da Educação sairá na segunda-feira
Foto: Divulgação/ PR
O presidente Jair Bolsonaro indicou que o ministro da Educação, Ricardo Vélez, deve deixar o comando da pasta na próxima segunda-feira (8).

"Está bastante claro que não está dando certo. Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima", disse o presidente em um café da manhã, nesta sexta (5), com jornalistas no Palácio do Planalto. A Folha de S.Paulo estava entre os convidados.

De acordo com Bolsonaro, na segunda-feira, "tira a aliança da mão direita e põe na esquerda ou põe na gaveta. Vamos supor que seja a saída dele (Vélez)". O presidente indicou ainda que não descarta reaproveitar o ministro em outra área do governo.

"Até segunda, vai ser resolvido, ninguém mais vai reclamar. Vélez é boa pessoa. Quem vai decidir sou eu. Segunda é o dia do fico ou não fico", disse o presidente.

Em evento do fórum empresarial Lide nesta sexta (5), em Campos do Jordão, o ministro voltou a dizer que não entregará o cargo. Ele evitou responder perguntas sobre uma eventual saída do ministério. Afirmou apenas que Bolsonaro não conversou com ele a respeito.

"Pretendo participar do fórum e não vou entregar o cargo", respondeu. 

Baleiros promovem ato contra decisão dos rodoviários de proibir ambulantes nos coletivos

Baleiros promovem ato contra decisão dos rodoviários de proibir ambulantes nos coletivos
Imagem: BATV
Diante da decisão do Sindicato dos Rodoviários que proibiu a entrada de vendedores ambulantes nos coletivos, a União dos Baleiros da Bahia (Unibal) vai realizar uma manifestação na manhã desta sexta-feira (5). O ato será na Praça do Iguatemi, às 11h30, e não deve ter impacto no trânsito.

"Vamos fazer um movimento, um pequeno barulho, um protesto de forma pacífica", promete Gilson Rodrigues, presidente da Unibal, em contato com o Bahia Notícias. De acordo com ele, a categoria foi surpreendida com a medida dos rodoviários, anunciada nessa quinta (4).

A ação ocorreu depois que um motorista identificado como Djavan foi esfaqueado por um baleiro por volta das 16h de ontem. O crime, classificado pelo vice-presidente do sindicato, Fábio Primo, como a “gota d’água”, ocorreu em frente ao Hospital Cidade, no bairro da Caixa D’Água. Socorrido inicialmente por profissionais de saúde da unidade, o motorista está em casa, estável.

"Se o baleiro não tem acesso ao metrô, por que tem acesso ao ônibus? A gente está notificando agora pra Polícia Militar e pra Prefeitura de Salvador, comunicando", frisa Primo, que esclarece que a polícia está sendo notificada por conta da segurança, já que houve outros casos de violência por parte desses vendedores. Como exemplo, ele menciona assaltos e o apedrejamento de um veículo.

Essa convocação, no entanto, também incomodou a Unibal, pois, nas palavras de Rodrigues, ao “dizer que pediu apoio da Gerrc [Grupo Especial de Repressão a Roubo em Coletivos] e da [Operação] Gêmeos pra que os baleiros não entrassem nos ônibus, ele agiu como se os baleiros fossem marginais”.

Com esse impasse, o secretário de Mobilidade, Fábio Mota, procurou as partes e propôs uma reunião na próxima semana, a fim de encontrar uma solução.

"Vamos recomendar que, a partir agora, só entre os baleiros que estejam devidamente fardados com o crachá. Vamos pegar a relação de baleiros e encaminhar para as três empresas porque hoje tem entrado, nos ônibus, baleiros cadastrados e outros baleiros que não são, porque a gente vive uma onda de desemprego e as pessoas querem ganhar o seu pão. Mas temos que aprimorar e vamos recomendar que só entre os baleiros credenciados", defende o secretário.

Mota reconhece que o rodoviário pode negar a entrada de pessoas que ofereçam perigo, mas pondera que o esfaqueamento foi um ato isolado, cometido por um baleiro sem credenciamento  segundo Rodrigues, a Unibal tem cerca de 800 baleiros credenciados para fazer o serviço.

O encontro ainda não tem data para acontecer, mas Primo ressalta que a posição dos rodoviários vai ser mantida: “a gente não vai mais carregar baleiro”.

Guedes diz que 'encargo trabalhista é desumano' e volta a criticar Sistema S

Guedes diz que 'encargo trabalhista é desumano' e volta a criticar Sistema S
Foto: Divulgação
O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse, nesta sexta-feira (5), que o "encargo trabalhista é desumano" no Brasil e voltou a criticar o Sistema S, organizações do sistema produtivo, como Sesi, Senai e Sesc, entre outros. As declarações ocorreram no 18º Fórum Empresarial Lide, realizado em Campos do Jordão, em São Paulo.

Em sua fala, o chefe da equipe econômica ressaltou que os encargos trabalhistas hoje são "armas de destruição em massa". "Você destrói 20, 30 milhões de empregos", analisou. Ele foi aplaudido pelo público formado por empresários. 

Sobre o Sistema S, Guedes afirmou que é um "espetáculo", mas voltou a defender cortes. “Se recolhe 100, gasta 20 com educação e 80 está financiando campanha, tentando aprovar legislação favorável, comprar prédio no Rio (de Janeiro), é porque está sobrando dinheiro”, disse, em tom de ironia.

Guedes reiterou elogios ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), ao dizer que tem recebido do democrata "apoio total desde o primeiro dia que cheguei". 

Adriano Vieira renuncia à presidência do Conselho Fiscal do Vitória

Adriano Vieira renuncia à presidência do Conselho Fiscal do Vitória
Foto: Glauber Guerra/ Bahia Notícias
Adriano Vieira não é mais presidente do Conselho Fiscal do Vitória. Ele renunciou ao cargo no início desta semana, de acordo com apuração do Bahia Notícias. Vieira estava no comando do órgão desde 2017, após Walter Tannus abdicar do posto.

Ainda não existe um entendimento de quem assumirá interinamente à presidência do Conselho Fiscal, já que atualmente o órgão não conta com um vice-presidente. A entidade possui sete membros.

No entanto, o cargo de presidente do Conselho Fiscal não ficará vago por muito tempo. No dia 24 de abril, o Vitória passará por eleições gerais.

'Não vou entregar o cargo', diz ministro da Educação após Bolsonaro sugerir demissão

'Não vou entregar o cargo', diz ministro da Educação após Bolsonaro sugerir demissão
Foto: Ernesto Rodrigues / Agência Brasil
Após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) sugerir que pode mudar o comando do Ministério da Educação (MEC), o ministro Ricardo Vélez ressaltou que não vai pedir para sair.

"Eu pessoalmente não tenho notícia disso", afirmou o ministro ao ser questionado sobre o assunto durante o 18º Fórum Empresarial Lide, que acontece em Campos do Jordão na manhã desta sexta-feira (5). "Pretendo participar do fórum e não vou entregar o cargo", frisou.

Segundo informações da Folha de S. Paulo, o indicativo da saída de Vélez foi dado mais cedo, em um café da manhã com jornalistas, no Palácio do Planalto. Na ocasião, Bolsonaro disse que "está bastante claro que não está dando certo". "Ele é bacana e honesto, mas está faltando gestão, que é coisa importantíssima", afirmou o presidente .

O chefe do Executivo nacional garantiu que na segunda-feira (8), vai decidir: "É o dia do fico ou não fico".

Maioria do DEM é contra partido aderir ao governo Bolsonaro, diz jornal

Maioria do DEM é contra partido aderir ao governo Bolsonaro, diz jornal
Foto: Sidney Lins Jr. / Agência Liderança
A maioria do DEM é contra o partido aderir ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL), segundo o jornal Estado de São Paulo.

De acordo com a publicação, o partido está dividido em relação a um apoio formal ao governo, principalmente após o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), protagonizar embate público com Bolsonaro.

Nesta quinta-feira (4), o presidente nacional do DEM, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse, no entanto, que o partido pode aderir ao governo com "absoluta naturalidade"."Ser base, formalmente ou não, é algo que pode ocorrer com absoluta naturalidade e que vai acontecer no momento em que houver uma deliberação da Executiva", declarou.

Prefeito de Serrinha Cyro apresenta a câmara de vereadores o programa bolsa bebê

                                    Hoje foi entregue à Câmara de Vereadores de #Serrinha o Projeto de Lei nº 09/2026, que cria o Programa B...