quarta-feira, 5 de junho de 2019

Bahia tem maior número de homicídios do país em 2017, diz Atlas da Violência

Bahia tem maior número de homicídios do país em 2017, diz Atlas da Violência
Foto: Reprodução / www.labgis.uerj.br
Dos 65.602 homicídios registrados no Brasil em 2017, 7.487 foram na Bahia. Em números absolutos, o estado possui o maior índice de assassinatos entre todos os 26 estados e o Distrito Federal. A variação demonstra um aumento de 4,4%, se comparado aos registros baianos de 2016.

Imagem: Atlas da Violência 2019

Esses dados são do Atlas da Violência 2019. Divulgado na manhã desta quarta-feira (5), o documento é feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a partir de dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade, do Ministério da Saúde

De acordo com o estudo, o perfil das vítimas é o seguinte:
- 49.524 pessoas negras no Brasil e 6.798 na Bahia;
- 35.783 pessoas jovens (com idades entre 15 e 29 anos) no Brasil e 4.522 na Bahia
- 4.936 mulheres no Brasil e 487 na Bahia;
- 3.288 mulheres negras no Brasil e 417 na Bahia.

O estudo destaca ainda os crimes contra a população LGBTI+, mas salienta que a invisibilidade do problema prejudica a produção oficial de dados e estatísticas.

"Por exemplo, não sabemos sequer qual é o tamanho da população LGBTI+ (o que inviabiliza qualquer cálculo de prevalência relativa de violência contra esse grupo social), uma vez que o IBGE não faz qualquer pergunta nos seus surveys domiciliares sobre a orientação sexual. Por outro lado, as polícias (em geral), nos registros de violência, também não fazem qualquer classificação da vítima segundo a orientação sexual, assim como não existe tal característica nas declarações de óbito. Portanto, torna-se uma tarefa extremamente árdua dimensionar e traçar diagnósticos para produzir políticas públicas que venha a mitigar a violência contra a população LGBTI+", diz o texto.

Dessa forma, o Atlas traz dois dados diferentes, mas apenas um com o número de homicídios. Com base nas denúncias feitas através do Disque 100, ele mostra que o Brasil registrou 193 assassinatos de LGBTs - em 2016, foram 85. Já na Bahia, o sistema registrou 18 mortes, 11 a mais do que no ano anterior.

Recuperado, Van pode pintar na lateral direita do Vitória contra o Sport

Recuperado, Van pode pintar na lateral direita do Vitória contra o Sport
Foto: Divulgação / Vitória
Recuperado de uma lesão muscular, o lateral-direito Van deve fazer sua estreia pelo Vitória no duelo contra o Sport, sábado (8), às 20h30, na Ilha do Retiro, em Recife (PE), pela sétima rodada da Série B.

O jogador tem treinado como titular nas atividades realizadas pelo técnico Osmar Loss durante a semana, de acordo com apuração do Bahia Notícias, já que os trabalhos táticos são fechados à imprensa.

Nos dois últimos jogos, o Vitória entrou em campo com um atleta improvisado na lateral: o volante Dudu Vieira. Antes, outro jogador do meio-campo havia quebrado um galho no setor: Matheus Farinha.

Van tem 28 anos e pertence ao Bahia de Feira. Ele foi cedido por empréstimo ao Vitória até o fim da temporada. O jogador desembarcou na Toca do Leão em abril.

Relator da reforma da Previdência estuda aliviar corte no abono salarial

Relator da reforma da Previdência estuda aliviar corte no abono salarial
Foto: Reprodução / iG
O relator da reforma da Previdência, Samuel Moreira (PSDB-SP), estuda aliviar o corte no abono salarial proposto pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Esse benefício é destinado a trabalhadores de baixa renda e funciona como um 14º salário, pago pelo governo.

Atualmente, quem tem carteira assinada e recebe até dois salários mínimos (R$ 1,9 mil) por mês tem direito ao abono, cujo valor é de um salário mínimo (R$ 998).

Mas, pela proposta de Bolsonaro, o critério da renda mensal será alterado para apenas um salário mínimo. A medida restringe o grupo de trabalhadores que podem sacar o benefício.

Segundo técnicos que trabalham com Moreira, a ideia é prever que o abono seja recebido por trabalhadores que ganham até 1,4 salário mínimo - cerca de R$ 1,4 mil.

Em maio, reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo mostrou que Moreira estava preocupado com a possibilidade de a proposta de Bolsonaro acabar com o abono salarial em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e, especialmente, em São Paulo.

Nesses cinco estados, vigora um valor diferente para o piso salarial - mais alto do que o patamar nacional. Por isso, o relator buscava uma forma de considerar o mínimo regional.

Dados do Ministério da Economia e da IFI (Instituição Fiscal Independente), do Senado, apontam para uma forte restrição no acesso ao bônus no Brasil se for aprovada a versão de Bolsonaro.

De acordo com a Rais (Relação Anual de Informações Sociais) de 2017, quase 24 milhões dos 46 milhões de trabalhadores formais do país ganhavam até dois salários mínimos, considerando o patamar nacional.

Se a proposta de Bolsonaro for aprovada, apenas R$ 2,6 milhões teriam direito ao benefício.

O time do ministro da Economia, Paulo Guedes, tenta preservar a reforma da Previdência encaminhada ao Congresso em fevereiro e que representaria uma economia de R$ 1,2 trilhão em 10 anos.

As alterações no abono salarial desejadas pelo governo significariam um corte de gastos de aproximadamente R$ 170 bilhões - 14% do total.

Ainda não há estimativa do impacto da emenda em análise pelo relator que prevê um critério de 1,4 salário mínimo para ter direito ao abono.

Essa é uma forma encontrada por ele de minimizar os prejuízos a trabalhadores de baixa renda, mas sem prejudicar a meta de economia com a reforma.

Falta de traquejo político de Paulo Guedes pode enterrar reforma da Previdência

Falta de traquejo político de Paulo Guedes pode enterrar reforma da Previdência
Foto: Pablo Valadares/ Câmara dos Deputados
O ministro Paulo Guedes tem o selo de “trago verdades” estampado na testa. E esse comportamento pode enterrar a reforma da Previdência – pelo menos no formato esperado pelo titular da Economia. Não que ele esteja errado. Apenas verbaliza questões que dificultam a relação do Executivo com o Legislativo, em um momento em que a Câmara dos Deputados é crucial para que o projeto encabeçado por ele seja votado.

Na Comissão de Finanças e Tributação ontem, Guedes fez o registro que o Legislativo é privilegiado por seus funcionários terem salários às vezes 20 vezes maior do que o de um aposentado pelo Regime Geral da Previdência Social. Não falou nenhuma mentira. Concordo plenamente que é um absurdo a horda de privilégios que funcionários do Legislativo têm. Mas não apenas eles. Os do Judiciário e alguns poucos do Executivo também. No entanto, em meio a um processo de articulação política fragilizada, qualquer barulho pode atrapalhar a reforma. E a fala passou longe de ser apenas um zumbido: pareceu até um bumbo.

Não é novidade que o governo de Jair Bolsonaro patina nas relações com a Câmara e com o Senado. O próprio presidente deu demonstrações de que quer diminuir a animosidade, a exemplo da proposta de “pacto nacional” e da ida ao Congresso Nacional para entregar projetos do lei. Porém o seu entorno não parece muito disposto a ajudar. Paulo Guedes, por exemplo, não é estreante nessa disputa para ver quem azeda as relações.

O “superministro” da Economia já tentou emparedar deputados e senadores em mais de uma oportunidade. A última mais explícita foi quando sugeriu que, se o Congresso aprovasse uma “reforminha”, ele pediria o chapéu e iria embora do Brasil. O tom parece de uma criança birrenta, quando os pais negam um pedido. E não precisamos ser o mais esperto dos mundos para saber que o Parlamento não funciona sob pressão, independente de quem seja o “tirano” a fazê-lo. Guedes pode não ser esse monstro, mas se comporta de uma maneira a encrespar a relação já desgastada do governo com a Câmara e o Senado.

Por mais que haja validação do voto popular e o livre aval de Bolsonaro para que os ministros conversem com o Parlamento, é preciso ter certa cautela e ponderação. Na política, as relações se constroem com egos sendo domados e respeitados e, por essa razão, o desafio inócuo pode gerar mais dividendos do que efetividade. A cada nova ida de Guedes à Câmara, ao invés de diminuir a tensão, parece que os nervos voltam a ficar a flor da pele. É quase um teste para cardíaco.

A reforma da Previdência é um mal necessário e imprescindível para o bom funcionamento do Estado brasileiro. Não exatamente nos termos “exigidos” pelo ministro da Economia, um ultraliberal cuja preocupação social não parece estar no radar. E por mais que pareça uma cortesia dele ir à Câmara, é melhor tomar cuidado para que, ao invés de principal incentivador, Guedes não se torne o coveiro da reforma da Previdência.

Engavetamento com quatro veículos deixa trânsito lento na BR-324

Engavetamento com quatro veículos deixa trânsito lento na BR-324
Foto: Matheus Massena / TV Bahia
Um caminhão e outros três carros de passeio se envolveram em um engavetamento na manhã desta quarta-feira (5), na BR-324, sentido Salvador. Registrado por volta das 6h20, o acidente não deixou feridos.

Imagem: Google Maps

Segundo informações da Via Bahia, concessionária que administra a estrada, o acidente aconteceu no km 622, na região da Jaqueira do Carneiro. Eles enviaram uma equipe ao local, que já removeu os veículos da pista e os colocou no acostamento. Por isso, a concessionária explica que a lentidão no tráfego em direção à capital baiana se deve mais à curiosidade dos condutores que passam devagar pela via para observar o ocorrido do que pelo próprio engavetamento.

AL-BA cria medalha Irmã Dulce para premiar destaques em promoção de obras sociais

AL-BA cria medalha Irmã Dulce para premiar destaques em promoção de obras sociais
Foto: Reprodução / Osid
A Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) aprovou, nesta terça-feira (4), a criação da Medalha Irmã Dulce. De autoria do deputado estadual Aderbal Caldas (PP), a honraria será concedida pela AL-BA para instituições ou pessoas físicas que se destacarem na promoção de obras sociais na Bahia. 

A Medalha será concedida em formato circular, contendo no anverso, em relevo, a efígie da sua patronesse e, no verso, a imagem da sede do Poder Legislativo Estadual. A entrega do prêmio será realizada sempre no dia 26 de maio de cada ano, em sessão solene realizada na AL-BA. A data faz referência ao aniversário de Irmã Dulce. 

terça-feira, 4 de junho de 2019

Produção de petróleo aumenta 1,7% em abril, diz ANP

A produção de petróleo e de gás no país cresceram, em abril, pela segunda vez consecutiva, em comparação com março e com o mesmo mês de 2018. Os dados foram publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Somadas, totalizaram 3,314 de milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
De acordo com a ANP, em abril, a produção de petróleo foi de 2,604 milhões de barris por dia (bbl/d), com um aumento de 1,7% em relação a março e de 0,3% se comparada com o mesmo mês do ano anterior. A produção de gás natural chegou 113 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um incremento de 1,3% em relação ao mês anterior e de 3,8% se comparada ao mesmo mês no ano passado.
Produção do Pré-Sal
A produção do pré-sal cresceu, em abril, 2,3% em relação ao mês anterior e 10,9% na comparação com o mesmo mês de 2018. É a segunda vez consecutiva que a produção do pré-sal cresce mais de 10% em relação ao mesmo período de 2018. Em março, o aumento foi de 11%.
Em abril, a produção, oriunda de 94 poços, foi de 1,572 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e de 64,9 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m³/d). O total foi de 1,980 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d).
Gás Natural
O aproveitamento do gás natural em abril manteve-se estável em relação a março, correspondendo a 94,7% do total produzido. Foram disponibilizados ao mercado 55,3 milhões de metros cúbicos por dia (m³/dia). A queima de gás aumentou 2,8% se comparada com o mês anterior, e 76,5% se comparada ao mesmo mês de 2018.
Maior produtor na Bacia de Santos
O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o que mais produziu petróleo e gás, com uma média de 873 mil de barris de petróleo por dia (bbl/d) e de 37,2 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia (m³/dia).
Os campos marítimos produziram 96,0% do petróleo e 83,1% do gás natural. Os campos operados pela Petrobras produziram 94,6% do petróleo e do gás natural. A produção nacional ocorreu em 7.186 poços, sendo 671 marítimos e 6.515 terrestres.
Os dados de produção de abril estão disponíveis na página do Boletim Mensal da Produção de Petróleo e gás Natural.

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...