segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Sanches: 'Rui fala de calote do governo federal, mas não paga emendas impositivas'

Sanches: 'Rui fala de calote do governo federal, mas não paga emendas impositivas' 
Foto: Divulgação
O deputado estadual Alan Sanches (DEM) questionou as recentes declarações do governador Rui Costa (PT) sobre um suposto “calote” do governo federal com a Bahia. Para ele, “causa estranheza” Rui falar em calote ao cobrar uma dívida de R$ 520 milhões com a Bahia e, por outro lado, não pagar emendas impositivas aos parlamentares da oposição.  

"Se analisarmos estes cinco anos de governo Rui, o pagamento de emendas impositivas não chegará a 10%. Não existe uma programação para o pagamento, que é um dever constitucional do governador que vem sendo descumprido ano após ano. Será que o governador realmente pode falar em calote, quando ele mesmo pratica esse calote contra a oposição na Assembleia Legislativa?", questiona o parlamentar. 

Para ele, Rui mais uma vez adota uma "postura anti-republicana" no tratamento a quem pensa diferente dele. "Acho que na política podemos ter visões de projetos diferentes, mas princípios morais, as pessoas têm ou não tem. Não se pode fazer política mudando princípios, ética ou moral". enfatiza.

Maia preenche espaço de Bolsonaro com agenda e fala de primeiro-ministro

Maia preenche espaço de Bolsonaro com agenda e fala de primeiro-ministro
Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil
O apelido pegou: com algumas menções elogiosas e outras nem tanto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vem sendo tratado como "primeiro-ministro". A figura, que não existe no presidencialismo, regime adotado pelo Brasil, é chefe de governo no parlamentarismo, em que o presidente pode ser praticamente uma representação simbólica.

A alcunha advém do fato de que Maia tem se consolidado como protagonista no cenário político ao longo deste ano de governo Jair Bolsonaro (PSL). Depois de se firmar como principal articulador político da reforma da Previdência, agora em tramitação no Senado, o deputado busca manter a Câmara no centro do debate político.

Conhecido como defensor da agenda econômica de reformas, que incluem a tributária e a administrativa, Maia tomou a frente em uma área diferente na última semana. Em meio à crise das queimadas, pediu em nome da Câmara ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes a liberação de recursos do fundo da Operação Lava Jato para ações na Amazônia.

Criticou a posição de Bolsonaro de rejeitar a ajuda financeira do G7 ("o Brasil não pode abrir mão de nenhum real") e ao mesmo tempo as declarações do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o acordo entre Mercosul e União Europeia ("o presidente da França ficou isolado").

Além disso, recebeu um grupo de ex-ministros do Meio Ambiente que pleitearam que a Casa se esforce para barrar textos antiambientais. Em outros fronts, por exemplo, tem articulado projeto para abrir o futebol brasileiro a investidores estrangeiros, sinalizou que a Câmara pode avançar nos pacotes de segurança pública elaborados por Alexandre de Moraes e pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, e instalou comissão para tratar da abertura do mercado de saneamento para empresas privadas.

"Ele assumiu esse espaço porque ele [o espaço] foi deixado pelo governo", afirmou o deputado Alexandre Frota, expulso do PSL após críticas a Bolsonaro e que aderiu ao PSDB do governador paulista, João Doria. "O governo não enviou ninguém para conversar, para articular, para criar estratégias, quando encaminhou a Previdência."

Maia disse à reportagem na sexta-feira (30) que o modelo de governo de Bolsonaro permite que o Legislativo aja com maior independência para tocar agendas próprias. "O fim do governo de coalizão, que foi decisão do presidente, gerou dois Poderes claros. No governo de coalizão, o Parlamento ficava como subproduto do Executivo", afirmou.

Segundo o cientista político e professor da PUC Minas Malco Camargos, a impressão de força incomum do Congresso de 2019 vem, na verdade, do fato de que legislaturas anteriores costumavam ficar a reboque de articulações do presidente. "Fala-se que estamos caminhando para um semipresidencialismo, mas na verdade o que está acontecendo é que o Legislativo está deixando de ser subserviente e ocupando a sua função", diz.

Se Maia acumulou aliados e poder dentro da Casa (teve, na eleição para a presidência da Câmara deste ano, sua maior quantidade de votos dos três pleitos que disputou), a postura de protagonista não agrada a todos os parlamentares. Ele recebe críticas principalmente daqueles ligados às bases bolsonaristas nas redes sociais. Na quarta-feira (28), depois da reunião com os ex-ministros, a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) foi ao Twitter verbalizar insatisfação.

"Maia quer sinalizar que o Parlamento 'seja um instrumento de equilíbrio neste processo de desenvolvimento, sem deixar de lado o Meio Ambiente'. Como falei no meu discurso de domingo na [avenida] Paulista: o Executivo é com Jair Bolsonaro. E parece que o parlamentarismo é apoiado aqui'", escreveu.

Parte das críticas pode ser explicada por um antagonismo que se criou entre o mandatário da Câmara e o do Planalto no primeiro semestre e que virou a base do presidente contra Maia. A troca de farpas chegou ao ponto de Bolsonaro dizer que Maia era como uma namorada que quer ir embora. Sobrou também para Sergio Moro, que teve seu projeto anticrime chamado pelo deputado de "copia e cola" do texto do ministro do Supremo Alexandre de Moraes.

O próprio Frota chegou a ser escalado, quando ainda estava no PSL, para ajudar no restabelecimento de relações entre membros do governo e o presidente da Câmara na época da Previdência. No segundo semestre, o clima segue mais ameno. Embora tenha procurado se distanciar das falas de Bolsonaro nas questões ambientais, Maia foi cuidadoso ao expor as críticas. Disse em diversas vezes que, embora as palavras "radicais" do presidente possam passar uma ideia equivocada, o governo não adotou ações que facilitassem queimadas.

Para o presidente da Câmara, o relacionamento mudou de ambos os lados. "Eu acho que, do ponto de vista da relação do governo com a política, teve uma mudança. Acho que teve também uma compreensão [dos deputados] do estilo do presidente e que não deveríamos cumprir o papel de necessariamente polemizar em todos os conflitos", disse. "Já que muitas vezes isso não leva a nada, era melhor deixar o presidente falar."

O professor da PUC Minas avalia que a mudança de atitude do governo veio por causa do sucesso que a reforma da Previdência obteve na Câmara. "Como há a ausência do poder articulador do presidente, o próprio Executivo percebeu que o Maia tem prestado esse serviço no Congresso, e passou a enxergá-lo não como adversário, mas como aliado", disse. "O curioso é que é um aliado que vai ganhando protagonismo, e não subserviência."

Na segunda-feira (26), uma notícia negativa relacionada a Maia ajudou a derrubar a Bolsa e a elevar o dólar. A Polícia Federal havia atribuído a ele os crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica eleitoral (caixa dois) e lavagem de dinheiro ao concluir inquérito sobre supostos repasses da Odebrecht ao deputado.

As redes sociais pegaram fogo. "Rodrigo Maia é o primeiro-ministro imaginário do país imaginário do centrão", escreveu um usuário. "Rodrigo 'Botafogo' Maia, tua casa vai cair!", postou outro, em referência ao apelido atribuído ao político na lista de supostos repasses da Odebrecht. Na terça (27), porém, o clima no Congresso era de normalidade. Maia negou as acusações ao chegar à Casa, e o dia transcorreu sem que o assunto fosse o centro do debate.

Para o cientista político, a menos que existam fatos novos, as acusações contra Maia não são suficientes para abalar o apoio que ele possui entre seus pares. "Acho que ele e o próprio Bolsonaro já entenderam que essas críticas não abalam o funcionamento da política hoje em dia. Independentemente do volume de críticas que você recebe, se você tem um conjunto de atores que encampam o seu discurso, isso faz valer a sua vontade", afirma Camargos.

POLÊMICAS
- Travou embates com o presidente Jair Bolsonaro durante o primeiro semestre. Bolsonaro chegou a dizer que Maia era como uma namorada que ameaçava ir embora;

- Trocou farpas com o ministro da Justiça, Sergio Moro, ao dizer que seu projeto anticrime era um "copia e cola" de proposta do ministro do STF Alexandre de Moraes;

- Próximo à equipe econômica, chegou a se estranhar com Paulo Guedes (Economia) depois de o ministro dizer que deputados tinham "abortado" a reforma da Previdência. Afirmou que o governo era "usina de crises".

PROTAGONISMO
- Reforma da Previdência: atuou como fiador da reforma no Congresso, sendo visto como principal articulador de votos;

- Reforma tributária: tem atuado para trazer a reforma para o âmbito da Câmara; começou a tocar proposta paralela já no primeiro semestre;

- Amazônia: portou-se como voz moderada durante a crise das queimadas, tentando alocação de recursos emergenciais e discursando pela aceitação da ajuda do G7.

Promovido ao time principal do Vitória, Luan Gabriel jogará com a camisa 21

Promovido ao time principal do Vitória, Luan Gabriel jogará com a camisa 21
Foto: Patrick Floriani/FFC
Cria da base do Vitória, o atacante Luan Gabriel, de 19 anos, foi promovido pelo técnico Carlos Amadeu ao time principal e usará a camisa 21. Ele está entre os convocados para a partida contra o Vila Nova, terça-feira (3), às 19h15, no Olímpico, em Goiânia, válido pela Série B.

Luan Gabriel estava a serviço do time sub-23, que disputa a semifinal do Campeonato Brasileiro de Aspirantes, comandado pelo técnico João Burse.  Canhoto, o atleta atua como ponta.

Ao todo, Amadeu convocou 20 jogadores para a partida contra o Vila Nova. O goleiro Martín Rodriguez (corte na perna) e o lateral Van (lesão muscular) seguem de fora, enquanto o meia Ruy foi vetado pelo departamento médico após sentir um desconforto na panturrilha.  Já o zagueiro Everton Sena está de volta após cumprir suspensão na rodada anterior.

CONFIRA A LISTA COMPLETA:

Goleiros: Ronaldo e Lucas Arcanjo;
Laterais: Capa, Chiquinho e Matheus Rocha;
Zagueiros: Bruno Bispo; Everton Sena e Ramon;
Volantes: Baraka, Léo Gomes, Lucas Cândido, Marciel e Rodrigo Andrade;
Meia: Felipe Gedoz;
Atacantes: Anselmo Ramon, Eron, Felipe Garcia, Jordy Caicedo, Luan Gabriel e Wesley.

Investidor europeu foi da euforia à apreensão com Bolsonaro

Investidor europeu foi da euforia à apreensão com Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR

As expectativas econômicas são um fator-chave para empresas e investidores europeus decidirem se apostam ou não no Brasil -e fontes ligadas ao comércio exterior e a bancos de investimento da Europa afirmam que o cenário de instabilidade gerado pela guerra tarifária entre Estados Unidos e China já afeta o fluxo de capital em direção ao mercado brasileiro.

Nesse ambiente de aversão ao imprevisível, pesa contra o país a troca de farpas entre o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (PSL), e o presidente da França, Emmanuel Macron, por causa das queimadas na Amazônia, em especial pelo impacto da desavença sobre acordo entre União Europeia e o Mercosul, cuja elaboração consumiu 20 anos.

"Temos que sair desse pingue-pongue de pressão e contrapressão antes que uma das partes chegue a um patamar de não retorno [na hostilidade]", avalia Mark Heinzel, diretor para as Américas da Associação das Câmaras de Indústria e Comércio da Alemanha.

O alemão ressalta que a corrente comercial entre Brasil e Europa é forte, e a expectativa de ampliação das trocas era muito positiva, mas que a escalada de tom de Bolsonaro e o teor "inesperado para o século 21" do que ele anda dizendo pode colocar em risco o pacto. "O que mais interessa [ao investidor] é a economia. A mudança de governo despertou grandes expectativas. É preciso que a nova gestão justifique essa confiança", afirma.

Ele destaca que, até agora, "os discursos do presidente não ajudam a fomentar essa confiança, mas sabemos que, no Brasil, sempre há diferença entre o que se diz e o que acontece de fato, até porque a democracia funciona, as leis são seguidas".Para o advogado Charles-Henry Chenut, conselheiro de comércio exterior do governo francês, ocorreu a substituição da euforia manifestada logo após o anúncio da vitória de Bolsonaro por um estado de apreensão na última semana, pelo agravamento da crise diplomática entre Paris e Brasília.

"Houve um ensaio de 'french bashing' [difamação da França], com convocações ao boicote de produtos do país. Mas logo vimos que essa politização não iria pegar. Os brasileiros não são politizados no geral, e ainda menos no consumo, área em que mostram pragmatismo extremo."

Para Chenut, o fiador econômico do Brasil é o ministro da Economia, Paulo Guedes, e haveria um problema se ele deixasse o cargo. "A questão verdadeira é o que vai acontecer com Guedes", diz. "Se pede demissão e as reformas não passam, tudo desmorona. Aí sim eu vou ficar preocupado."

Na visão de Chenut, as declarações inflamadas de Bolsonaro e equipe podem afetar aspirações do país em instituições como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que o país tenta integrar) e a ONU (cujo Conselho de Segurança Brasília faz lobby para que seja reformado). 

Ronaldo Patah, estrategista para mercados emergentes do UBS (banco suíço de investimentos), lembra que o novo governo viabilizou ofertas de ações vistosas, como a da BR Distribuidora e a do IRB Brasil Resseguros, e também fez concessões de aeroportos. E que estrangeiros aplicaram dinheiro nesses projetos.

No entanto, ele destaca que o México tem avançado como grande concorrente do mercado brasileiro pelo capital dos europeus, posição que só seria alterada se o governo do esquerdista Andrés Manuel López Obrador atrapalhasse. "A filosofia do governo brasileiro é de tirar barreiras, estimular o mercado. Os mexicanos estão indo para o outro lado." 

O alemão Heinzel também vê no México o principal antagonista do Brasil, posição que se traduz em números amplamente favoráveis ao país da América do Norte, no que se refere ao investimento alemão. Enquanto o Brasil acumulou perdas de R$ 1,3 bilhão em aportes germânicos de 2016 a 2018, o México atraiu, no mesmo período, o equivalente a R$ 6,4 bilhões, diz Heinzel.

Procissão do Fogaréu de Serrinha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado


A Procissão do Fogaréu, realizada anualmente na cidade de Serrinha, é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. O decreto foi divulgado no Diário Oficial deste sábado (31), sob número 12.900. Há mais de oito décadas, a manifestação religiosa reforça a tradição e a cultura em todo o território do sisal, levando diversos fies às ruas da cidade em um ato de fé.

O Dossiê para Registro Especial da Procissão do Fogaréu foi produzido pelo Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac), por meio da Gerência de Patrimônio Imaterial (Geima), que vem acompanhando o evento desde 2014 e já havia concedido Registro Especial Provisório.

Para Nívea Santos, gerente de Patrimônio Imaterial do Ipac, a Procissão do Fogaréu na cidade de Serrinha é uma importante manifestação religiosa e cultural, que representa a tradição, fé e memória do povo serrinhense. “E como forma de reconhecimento e valorização desta cultura, o Governo do Estado da Bahia, através do IPAC, a partir de hoje (31), salvaguarda de forma definitiva a manifestação através do Registro Especial".

A procissão

Produzindo um efeito visual com tochas e velas acesas, a procissão, que acontece desde 1930, retrata a prisão de Jesus no Monte das Oliveiras ao ser encontrado pelas tropas romanas. Representando este mesmo ato, fiéis católicos, turistas e demais pessoas seguem pelas ruas da cidade entoando cânticos e rezas. O percurso tem 5Km, partindo da catedral, seguindo até a subida da colina nos arredores da cidade, até chegar à imagem de Senhora Sant'Anna.

Presidente da Câmara de Serrinha participa da Procissão do Fogo Simbólico


O ato que abre a Semana da Pátria e que completa 50 anos, ocorreu na noite de domingo (01), na Praça Luiz Nogueira. Dezenas de pessoas acolheram a tocha que chegou pelas mãos de jovens desportistas, ao som da filarmônica 30 de Junho. Antes de chegar em Serrinha, o fogo passou por Queimadas, Valente, Retirolândia e Conceição do Coité.

Na voz de um dos principais representantes, Luiz da Bicicleta, a cerimônia enfatizou os valores patrióticos e cívicos. O presidente da Câmara, Sargento Jean, acompanhado da vereadora Edylene Ferreira e do vereador Alex da Saúde, parabenizou o ato e o esforço dos organizadores.

Também participou do evento, o diretor de transporte, Trabuco; a secretária de educação, Maria Betânia Pereira e o secretário de administração, Gustavo Pastor.





ASCOM Câmara
Fotos: Robson Cordeiro

Com maioria democrata no Congresso, Trump afirma que aceitará resultado das eleições nos EUA

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