segunda-feira, 4 de novembro de 2019

Tóquio usa Olimpíada para testar primeiro micro-ônibus autônomo

Tóquio usa Olimpíada para testar primeiro micro-ônibus autônomo
Foto: Divulgação
Tóquio se prepara para os Jogos Olímpicos de 2020 com novas soluções de mobilidade. As ideias apresentadas nos últimos cinco anos começam a ganhar forma, embora a ousadia tenha dado lugar ao que é possível.

Por ser patrocinadora do evento, a Toyota monopoliza os projetos. A empresa planejava utilizar veículos autônomos em larga escala para fazer o transporte de espectadores e atletas. No fim, a solução vai se limitar a algo entre 10 e 20 micro-ônibus elétricos chamados E-Palette.

O veículo tem formato de caixa e comprimento de sedã médio. O teto é alto e há capacidade para 20 passageiros, com quatro áreas determinadas para cadeirantes.

Takahiro Muta, responsável pelo projeto, diz que o E-Palette só vai circular dentro da Vila Olímpica a uma velocidade de, no máximo, 19 km/h. As cores e os grafismos dos faróis, que imitam os olhos de um robô, indicam qual será a manobra seguinte e emitem alertas aos pedestres.

Embora restrito, o projeto deve ser uma das imagens mais marcantes da Olimpíada. Faz parte de uma estratégia de marketing: a montadora japonesa ambiciona se tornar uma empresa de mobilidade para acompanhar as iniciativas de fabricantes europeias e americanas.

Ao assumir essa postura, a sempre conservadora Toyota confirma que o setor automotivo já enxerga lucro em alternativas que substituem carros de passeio individuais por meios mais inteligentes de mobilidade urbana.

A ideia é atender a demandas de cidades que, embora ofereçam várias alternativas, têm tráfego congestionado como regra. É o caso de Tóquio.

Os viadutos sobrepostos da capital japonesa são prodígios da engenharia que não resolvem os problemas. O trânsito é caótico nos horários de pico, com ruas repletas de táxis, vans vazias e carros compactos. Mesmo um dos melhores sistemas de metrô do planeta é incapaz de desatar os nós sobre o asfalto.

Ideias como o E-Palette visam colocar mais gente dentro de veículos que ocupam o mesmo espaço de um automóvel médio. Por serem autônomos e elétricos, têm a capacidade de traçar rotas mais eficientes sem aumentar a poluição nos grandes centros.

Takahiro afirma que o micro-ônibus segue em fase de validação, ainda sem condição de ser emplacado ou incorporado ao serviço público. Os próximos passos dependem mais de mudanças na legislação de trânsito do que da tecnologia. A Nissan provou isso durante o teste de um carro semiautônomo.

O sedã Skyline Hybrid equipado com sensores e comandado via GPS conseguiu rodar por vários quilômetros sem que o motorista precisasse frear, acelerar ou colocar as mãos no volante. A tecnologia faz parte de um pacote opcional que custa o equivalente a R$ 20 mil no Japão.

A precisão do navegador permite ao carro se manter dentro dos limites da pista sem ficar sambando entre as faixas do asfalto. Também é possível fazer curvas.

O equipamento da Nissan só funciona em rodovias e é preciso que o motorista esteja em seu posto e sempre atento. Uma câmera monitora os olhos de quem está ao volante e emite alertas ao detectar sinais de sono ou de distração.

Todas essas tecnologias elevam os custos de automóveis e de veículos usados no transporte público.

Shingeki Terashi, vice-presidente da Toyota, diz que um Corolla 100% elétrico teria preço 50% maior do que a versão híbrida, vendida no Brasil por R$ 125 mil.

A solução para conciliar trânsito mais fluido com menor custo e menos poluição urbana passa pela adoção de microcarros populares, com baterias pequenas e, por consequência, baixa autonomia.

A aliança Renault Nissan já oferece o Twizy, em que o passageiro vai atrás do condutor.

A opção da Toyota, que estreia no Japão no segundo semestre de 2020, terá dois lugares lado a lado e ar-condicionado, sendo mais semelhante a um automóvel convencional. O modelo deverá ser testado durante a Olimpíada.

Por ocuparem menos espaço, esses veículos poderiam dar mais fluidez ao tráfego e acessar locais estreitos ou de trânsito restrito, o que ajudaria na locomoção de pessoas com dificuldades motoras.

Por outro lado, permitir que microcarros circulem sobre calçadas, por exemplo, tende a restringir a passagem de pedestres. Esse é um dos pontos que não foram abordados nas apresentações sobre mobilidade em Tóquio, que terá nos Jogos Olímpicos a oportunidade de avaliar na prática o que parece ser solução, mas pode virar problema.

Roger valoriza boa atuação, critica calendário brasileiro e explica opção por Fernandão

Roger valoriza boa atuação, critica calendário brasileiro e explica opção por Fernandão
Foto: Romildo de Jesus/Ag Haack/ Bahia Notícias
O Bahia saiu na frente do Cruzeiro, mas acabou cedendo o empate ao time mineiro, quando tinha um jogador a mais na partida, na noite deste domingo (3), no Mineirão, pela 30ª rodada do Brasileirão. Apesar disso, Roger Machado afirmou que o Esquadrão não deixou de ganhar dois pontos e comemorou o retorno do bom desempenho da sua equipe, que vinha de três derrotas seguidas.

“Pelas circunstâncias que atravessamos no campeonato, eu diria que comemoramos pela nossa atuação. O Cruzeiro conseguiu o empate no placar com uma boa jogada individual. Não considero que perdemos dois pontos, apesar que poderíamos ter conquistado o triunfo. Voltamos ao nível que estamos mais habituados a fazer. Podemos comemorar ter voltado ao Campeonato após essa tempestade que estávamos passando”, salientou Roger.

Questionado sobre à queda de rendimento do Bahia, que venceu apenas um jogo nas últimas oito partidas, o técnico viu com naturalidade por conta da sequência de jogos e aproveitou para criticar o calendário do futebol brasileiro.

“A gente sabe que, principalmente pegando esse recorte, ele coincide com o calendário apertado de quarta e domingo. É tão visível que eu não sei como não se organiza um campeonato melhor. Esse calendário não é bom, é preciso mexer. Se a gente organizar um campeonato de alto nível, permitindo que tenha descanso para os atletas renderem, garanto que teremos um dos melhores campeonatos do mundo em 10 anos. É natural, muitos times estão oscilando. Não temos um grupo com tantos jogadores à disposição. Era natural essa queda de rendimento, sabíamos que poderia acontecer”, afirmou Roger Machado.

O treinador também explicou a opção por barrar Gilberto e lançar Fernandão na equipe titular. Roger, inclusive, deu a entender que deve continuar com o camisa 20 nas próximas partidas.

“O Gilberto vinha instável, nos ajudou muito, tem sido muito importante, mas acho que era justo oferecer uma oportunidade ao Fernando de iniciar o jogo, devido à instabilidade do Gilberto. É justo que eu dê uma sequência ao Fernando nesse momento, e que o Gilberto passe a retomar a confiança vindo do banco”, explicou.

Com o resultado, o Bahia caiu para a 10ª colocação, com 42 pontos conquistados. Na próxima rodada, o time terá a Chapecoense, na quinta (3), às 21h30, na Arena Fonte Nova.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Taxa de desemprego no Brasil cai para 11,8%, revela IBGE

Taxa de desemprego no Brasil cai para 11,8%, revela IBGE
A taxa de desocupação no Brasil fechou o trimestre móvel encerrado em setembro em 11,8%, uma leve queda em relação tanto ao trimestre anterior, finalizado em junho, quando 12% da população estavam sem trabalho, quanto ao trimestre que acabou em setembro do ano passado (11,9%).
Os dados foram apresentados hoje (31), no Rio de Janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
O contingente de desocupados soma 12,5 milhões de pessoas, uma diminuição de 251 mil pessoas. Já a população ocupada atingiu 93,8 milhões, um aumento de 459 mil pessoas.
A população fora da força de trabalho permaneceu estável, com 64,8 milhões de pessoas. Já a taxa de subutilização ficou em 24%, uma redução de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, somando 27,5 milhões de pessoas que gostariam de trabalhar mais horas do que atualmente.
A população desalentada, que são pessoas que desistiram de procurar trabalho, soma 4,7 milhões de pessoas, um recuo de 3,6%.

FONTE: Agência Brasil

Bolsonaro lamenta fala do filho sobre AI-5

Bolsonaro lamenta fala do filho sobre AI-5
O presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira (31) a fala do filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), sobre a possibilidade de um novo AI-5 caso a esquerda radicalize. O presidente lamentou a declaração de Eduardo e disse que quem fala em AI-5 "está sonhando".
 
A possibilidade de um novo AI-5 foi mencionada por Eduardo em entrevista para a jornalista Leda Nagle, divulgada nesta quinta no canal dela no YouTube. A fala gerou reações contrárias de entidades da sociedade civil e de políticos.
 
O Ato Institucional número 5 (AI-5), editado em 1968, durante a ditadura militar, é considerado a medida mais repressora do período. Resultou na cassação mandatos políticos e suspensão de garantias constitucionais.
 
Ao deixar a residência oficial do Palácio da Alvorada, Jair Bolsonaro foi questionado se concorda com um novo AI-5 e se a possibilidade está em estudo.
 
"O AI-5 já existiu no passado, em outra Constituição, não existe mais. Esquece. Vai acabar a entrevista aqui. Cobrem deles. Quem quer que seja que fale em AI-5, está sonhando. Está sonhando! Não quero nem que dê notícia nesse sentido aí", respondeu o presidente.
 
Em seguida, os jornalistas perguntaram se o presidente vai cobrar o filho por causa da declaração sobre o AI-5.
 
"Cobre você dele. Ele é independente. Tem 35 anos, se não me engano [...] Se ele falou isso, que eu não estou sabendo, lamento. Lamento muito", afirmou Bolsonaro.

FONTE: G1

Saúde no Brasil é judicializada por falta de soluções extrajudiciais, diz ministro do STJ

Saúde no Brasil é judicializada por falta de soluções extrajudiciais, diz ministro do STJ
Foto: Cláudia Cardozo / Bahia Notícias
Uma das causas da judicialização da saúde no Brasil é a ausência de mecanismos eficazes de soluções extrajudiciais, na visão do ministro Luis Felipe Salomão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A declaração foi dada durante a abertura do 3º Congresso Baiano de Judicialização da Saúde, nesta quinta-feira (31).

Entre outros fatores, o ministro apontou como causas da judicialização a medicina de massa, com internações, exames e medicamentos em grande escala; e surgimento de muitos planos e seguros de saúde. O ministro ainda apresentou dados que revelam um crescimento significativo no número de ações da saúde. Em 2010, havia cerca de 240 mil processos referentes ao assunto em trâmite no país. Desde 2011, somente em São Paulo, houve aumento de 631% nas ações contra planos de saúde. Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) indicam que, em 2016, surgiram 218 mil novos casos de saúde na área pública e 561 novos processos contra planos de saúde. Contra os planos, as maiores reclamações são por reajustes abusivos, exclusão de cobertura ou negativas de tratamento.

Diante deste cenário, para o magistrado, que atua na Seção de Direito Privado do STJ, a melhor forma para resolver as demandas do setor é através de medidas extrajudiciais. Ele citou que a Lei da Mediação, a Reforma do Código do Processo Civil e a reforma da Lei de Arbitragem favorecem a desjudicialização, “pois saúde e alimento não esperam, são urgentes”. Salomão diz que o momento é propício no país diante da “mudança de mentalidade e cultura no Judiciário” e que deve se incentivar o fim da “cultura do litigio”, já que o “mundo está caminhando para essa era”. Ao Bahia Notícias, o ministro declarou que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que realiza a regulação no setor, atualmente “cria mais problemas, infelizmente, e não resolve o conflito”. Para ele, a autorregularão no setor, como já ocorre em alguns segmentos no mundo, como o marítimo, poderia desafogar o Poder Judiciário, pois, se houver algum conflito, poderia ser resolvido em esferas administrativas ou em câmaras de arbitragem.

A maior preocupação do Judiciário, conforme o ministro, é com os deferimentos de liminares para casos de urgência na saúde, a cautelar ser cumprida e, depois, no mérito, a ação ser julgada improcedente. Salomão relata que o STJ já tem determinado o ressarcimento dos planos de saúde pelos pacientes nos próprios autos. Outros desafios do Judiciário na área de saúde versam sobre decisões de casos sobre transplante, barriga de aluguel, reprodução in vitro, bioética, eutanásia, esterilização humana, algoritmos utilizado na área médica, além de tratamentos experimentais – coquetel em quimioterapia, uso da cannabis, e medicamentos não autorizados pela Vigilância Sanitária. Destes casos, o STJ ainda não tem posição oficial, sobretudo para o uso da cannabis. Só há um precedente de São Paulo para tratamento de câncer. O ministro do STJ defende que o Judiciário defina logo se os planos de saúde devem ou não custear tratamentos experimentais.

DECISÕES JUDICIAIS COMO MEDIDAS PEDAGÓGICAS
Em ações de saúde contra o Estado, Luis Felipe Salomão diz que a grande complexidade da atuação do Judiciário é com relação à universalidade do sistema de saúde que a Constituição Federal prevê. “Ela estabelece que o Estado tem que atender a todo mundo, mas não diz de onde devem vir os recursos, como serão pagos. E isso gera um conflito entre o que a Constituição diz e o orçamento, que é finito para cobrir toda essa demanda por saúde. Neste conflito, é preciso achar o meio termo, pois senão, puxa demais o cobertor para um lado, e o outro fica descoberto. Quando se determina a destinação de um medicamento para uma só pessoa, se suga os recursos daquela pasta, outras pessoas que têm necessidade de outros medicamentos ficarão sem eles. Encontrar esse ponto de equilíbrio é a principal tarefa do Judiciário”, declarou.

Fala de Eduardo sobre AI-5 é 'vazia' e 'imbecil', avalia Comissão da Verdade na Bahia

Fala de Eduardo sobre AI-5 é 'vazia' e 'imbecil', avalia Comissão da Verdade na Bahia
Foto: Marcos Corrêa/PR
A fala recente do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), em que defende o retorno do AI-5 se houver “radicalização da esquerda” , não é exatamente o mais preocupante em casos assim. Para Carlos Navarro, jornalista e coordenador da Comissão Nacional da Verdade na Bahia, responsável pela investigação de violações aos direitos humanos durante a Ditadura Militar, são mais problemáticas as bandeiras defendidas por ele, os irmãos e o pai, o presidente da República Jair Bolsonaro.

“Sujeito que defende arma, tortura, prisão a qualquer custo, que quer que os adversários políticos morram na cadeia, isso é mais do que ser autoritário, é ter vocação para ditador”, analisou Navarro.

O coordenador da Comissão Nacional da Verdade classificou a fala do deputado federal como uma “bobagem”, e uma ameaça “vazia” e “imbecil”. “É pra ele mostrar força. Menino de rua que dá um tapa e corre pra chamar o primo”, comparou Carlos Navarro. Ele ainda acredita que, apesar do comportamento e discurso autoritário, Eduardo e os demais integrantes do clã Bolsonaro não conseguiriam implementar uma ditadura no Brasil, “mesmo tento essa vocação para ditador”: “Eles não têm competência nem para isso”.

“Uma coisa é a tendência autoritária deles [família Bolsonaro]. Eles são autoritários, radicais de direita, querem fechar regime, querem provocar o caos, pra ver se conta com as forças armadas para dar um golpe. Mas os militares também não são idiotas de assumir uma história dessa”, disse Carlos Navarro.

ACM Neto vai encomendar pesquisas em dezembro para definir candidato à sucessãoFoto: Montagem / Bahia Notícias Para definir o seu candidato à sucessão, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), vai contratar pesquisas. Segundo apurou o Bahia Notícias, Neto vai encomendar, principalmente, pesquisas qualitativas para saber o que o eleitor soteropolitano pensa sobre o nome para sucedê-lo. Dentro do grupo, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) é apontado como o postulante natural. Aliados dizem sentir que Neto tem uma "dívida pessoal" com Bruno após o prefeito decidir permanecer na prefeitura e não disputar o governo da Bahia em 2018. Se tivesse renunciado, Bruno Reis assumiria o Palácio Thomé de Souza. Neto teria, no entanto, avisado ao vice-prefeito que "candidatura majoritária é destino" e que o aliado precisa se viabilizar para ser o candidato sob pena de escolher outro nome. O secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM), e o presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Júnior (SD), correm por fora para ser o postulante. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, apesar dos rumores de que será o candidato do governador Rui Costa (PT) (saiba mais aqui), ainda alimentaria o sonho de ter o apoio de ACM Neto. No mais recente levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas/Bahia Notícias, Bruno Reis apareceu com 12,9% das intenções de votos. Já Prates tem 7,3%. Geraldo tem entre 2% e 3% a depender do cenário, e Bellintani entre 5% e 6% (saiba mais aqui). Uma nova consulta do instituto deve ser divulgada neste mês. Segundo correligionários, o prefeito declarou que, caso Bruno Reis apareça nas pesquisas empatando com outro aliado, o vice-prefeito terá preferência. O mandatário do Executivo soteropolitano tem prometido anunciar o seu candidato em dezembro (reveja aqui). Dentro do grupo, há quem deseje que Neto adie o prazo para abril do próximo ano a fim de tentar viabilizar a candidatura. O gestor soteropolitano tem descartado qualquer possibilidade de apoiar mais de um nome para a sucessão (relembre aqui).

ACM Neto vai encomendar pesquisas em dezembro para definir candidato à sucessão
Foto: Montagem / Bahia Notícias
Para definir o seu candidato à sucessão, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), vai contratar pesquisas. Segundo apurou o Bahia Notícias, Neto vai encomendar, principalmente, pesquisas qualitativas para saber o que o eleitor soteropolitano pensa sobre o nome para sucedê-lo. Dentro do grupo, o vice-prefeito Bruno Reis (DEM) é apontado como o postulante natural.

Aliados dizem sentir que Neto tem uma "dívida pessoal" com Bruno após o prefeito decidir permanecer na prefeitura e não disputar o governo da Bahia em 2018. Se tivesse renunciado, Bruno Reis assumiria o Palácio Thomé de Souza. Neto teria, no entanto, avisado ao vice-prefeito que "candidatura majoritária é destino" e que o aliado precisa se viabilizar para ser o candidato sob pena de escolher outro nome. 

O secretário municipal de Saúde, Leo Prates (DEM), e o presidente da Câmara de Vereadores, Geraldo Júnior (SD), correm por fora para ser o postulante. O presidente do Bahia, Guilherme Bellintani, apesar dos rumores de que será o candidato do governador Rui Costa (PT) , ainda alimentaria o sonho de ter o apoio de ACM Neto.

No mais recente levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas/Bahia Notícias, Bruno Reis apareceu com 12,9% das intenções de votos. Já Prates tem 7,3%. Geraldo tem entre 2% e 3% a depender do cenário, e Bellintani entre 5% e 6%. Uma nova consulta do instituto deve ser divulgada neste mês. 

Segundo correligionários, o prefeito declarou que, caso Bruno Reis apareça nas pesquisas empatando com outro aliado, o vice-prefeito terá preferência. O mandatário do Executivo soteropolitano tem prometido anunciar o seu candidato em dezembro . Dentro do grupo, há quem deseje que Neto adie o prazo para abril do próximo ano a fim de tentar viabilizar a candidatura. O gestor soteropolitano tem descartado qualquer possibilidade de apoiar mais de um nome para a sucessão . 

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...