segunda-feira, 29 de julho de 2019

Segundo navio iraniano deixa porto paranaense após 'birra' de Petrobras

Segundo navio iraniano deixa porto paranaense após 'birra' de Petrobras
Foto: Vanessa Rumor/RPC
O segundo navio iraniano MV Bavant, que aguardava abastecimento no Porto de Paranaguá (PR), recebeu combustível e zarpou neste domingo (28) em direção ao Porto de Bandar Imam Khomeini, no Irã. Segundo a Agência Brasil, o navio está carregado com 48 mil toneladas de milho e recebeu 1,3 mil toneladas de combustível. Neste sábado (27), também seguiu para o Irã a embarcação MV Termeh.

Os dois navios estavam parados há cerca de 50 dias porque a Petrobras se recusava a vender combustível para as embarcações. O argumento da petroleira é que a estatal brasileira podia ser penalizada pelo Estados Unidos, já que o irã está sob sanções dos norte-americanos.

Na última quarta-feira (24), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, determinou que a Petrobras abastecesse os navios. A estimativa é que, juntos, os dois navios levem cerca de 100 mil toneladas de milho, avaliadas em mais de R$ 100 milhões.

Governador da PB sobe ao ringue após remendo de Bolsonaro sobre Nordeste

Governador da PB sobe ao ringue após remendo de Bolsonaro sobre Nordeste
Foto: Francisco Franca / Secom
Discreto, com um perfil técnico e comedido em declarações públicas, o governador da Paraíba, João Azevêdo (PSB), foi puxado para o meio do ringue presidencial após Jair Bolsonaro (PSL) tentar consertar a frase em que chamou todos os governadores do Nordeste de "paraíbas".

Depois da reação negativa ao teor da conversa que vazou durante encontro com correspondentes internacionais há uma semana, Bolsonaro afirmou, no dia seguinte, que tinha feito uma crítica específica ao governador paraibano e ao do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), por viverem o "esculhambando e se apropriando de obras federais".

"É uma atitude inaceitável para um presidente da República. Eu não desço a esse nível. Essa é a grande questão. Eu não desço a esse nível de disputa", diz Azevêdo.

O pessebista lembra que, na Paraíba, não há nenhuma obra federal iniciada neste ano. "Não há nem convênio. Zero. Todas as obras que estão aqui em andamento são dos governos anteriores", afirma.

O governador, boa parte dos paraibanos e até a oposição local foram pegos de surpresa com o remendo do presidente. Ao contrário de seu padrinho, o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), que acumula inimigos e é afeito a declarações fortes contra adversários, Azevêdo não é considerado um político de enfrentamento.

Ele estava vistoriando uma obra no interior quando Dino o telefonou perguntando, em tom de brincadeira, quem era o pior governador dos dois. Azevêdo não entendeu a pergunta. Ainda não sabia do declaração do presidente.

"A Paraíba entrou nessa discussão muito mais numa tentativa de consertar a frase absurda dita de uma forma pejorativa", declara.

Mesmo antes de o presidente o apontar como inimigo público, Azevêdo menciona que, em quase sete meses de gestão, já foi retaliado diretamente pelo governo federal em duas ocasiões.

O primeiro episódio envolve a implantação de um VLT (veículo leve sobre trilhos) em Campina Grande, no interior do estado, cujo prefeito, Romero Rodrigues (PSDB), é aliado do presidente.

Em janeiro, o governador havia se reunido com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para solicitar a liberação de uma faixa de um terreno da União para implantação do VLT. A obra seria tocada com recursos do governo paraibano.

O prefeito de Campina Grande foi até Bolsonaro e conseguiu que o presidente gravasse um vídeo afirmando que a intervenção seria feita pela prefeitura. A reunião que o governador teria com o ministro para finalizar as tratativas do projeto, no dia 17 de julho, foi suspensa sem explicação, diz.

O outro caso de retaliação citado pelo governador envolve a liberação de recursos, na ordem de R$ 60 milhões, para execução de dragagem no porto de Cabedelo.

A intervenção seria tocada pelo governo federal, e o ministro chegou a confirmar que haveria a licitação. Investidores arremataram em leilão três áreas internas do porto, no valor de R$ 100 milhões.

"Os investidores acreditaram naquela informação. Já havia os recursos disponibilizados. Agora, fui informado de que não é mais prioridade do governo federal", lamenta o governador.

Logo depois do episódio em que Azevêdo e Dino são citados, Bolsonaro publicou, em suas redes sociais, vídeo em que um apresentador de um noticiário local afirma que, diferentemente de Dilma Rousseff (PT), o presidente Bolsonaro deu aval para empréstimo de US$ 50 milhões (R$ 189 milhões) do Banco Mundial.

"Fizemos o dever de casa. Ter aval do governo federal para um empréstimo nosso, isso não é favor da União. Temos rating B e, por isso, estamos aptos a recebê-lo", explica o governador.

O aval para liberação do empréstimo foi dado em reunião entre o governador e o ministro da Economia, Paulo Guedes, em fevereiro. Um dia depois, Guedes apresentou os detalhes da reforma da Previdência e pediu o apoio dos governadores nordestinos.

O recurso do Banco Mundial é destinado ao Projeto Cooperar, responsável pela execução de políticas públicas que fomentam o desenvolvimento rural sustentável na Paraíba.

Dentre 26 unidades da Federação analisadas pelo Tesouro Nacional, só 13 delas têm atualmente nota de capacidade de pagamento A ou B, o que possibilita ao estado obter garantia da União para novos empréstimos.

A Paraíba tem outros três empréstimos engatilhados que somam R$ 880 milhões. Em setembro, o governo federal decide se avaliza ou não. "Até lá, vou saber o que vai acontecer", alerta Azevêdo.

Ele diz ser confiante que, apesar do presidente, a Paraíba continuará crescendo.

"Você tem a posição dos ministros e a do presidente. São bem diferentes. Eu aposto muito nessa possibilidade. Há diversos ministros que eu tenho relação de conhecimento de muito tempo", afirma.

Engenheiro e professor universitário, Azevêdo era um técnico que comandava uma supersecretaria na gestão do então governador Coutinho.

Eleito em primeiro turno com 58% dos votos, esteve no comando, até abril do ano passado, da pasta que abrigava Meio Ambiente, Infraestrutura, Recursos Hídricos e Ciência e Tecnologia.

A coligação de apoio à candidatura dele contou com 14 partidos, entre eles o PSB, PT, DEM, PC do B e PDT.

Dentre os sete governadores nordestinos que fazem oposição declarada a Bolsonaro, o pessebista é considerado um dos mais moderados.

Bolsonaro foi derrotado nos nove estados da região na eleição do ano passado, ficando atrás do então candidato Fernando Haddad (PT).

Azevêdo faz um governo de continuidade. Manteve quase que integralmente os secretários nomeados por Coutinho.

Na Assembleia Legislativa, não tem dificuldade para aprovar projetos e barrar CPIs propostas pela oposição.

O governador conta com uma base expressiva de 24 dos 36 deputados eleitos.

Dos 12 parlamentares da bancada federal paraibana, metade apoia o governador, incluindo deputados do DEM, PRB, PT, PDT, PTB e PSB.

Do ponto de vista fiscal, a Paraíba é considerado um estado equilibrado. Não tem dívidas com fornecedores e, diferentemente de alguns estados da região, paga a folha de pessoal dentro do mês trabalhado desde 2011. Parte do 13º salário foi pago em junho.

De acordo com dados do IBGE publicados na última quarta-feira (24), a Paraíba apresentou a menor taxa de desemprego do Nordeste no primeiro trimestre de 2019.

O que assombra o governo Azevêdo é a Operação Calvário, uma ação conjunta do Ministério Público da Paraíba e do Rio de Janeiro. Desencadeada em dezembro de 2018, a ação desarticulou uma organização criminosa infiltrada numa organização social que gerenciava os principais hospitais públicos paraibanos.

Propinas pagas pela entidade, na ordem de R$ 100 milhões de 2011 a 2018, teriam irrigado campanhas eleitorais do PSB.

Os desdobramentos da operação derrubaram três secretários de Azevêdo, todos remanescentes do governo Coutinho. A ex-secretária de Administração Livânia Farias foi presa sob acusação de receber R$ 80 mil de propina por mês.

"Azevêdo tem uma bomba relógio para ser estourada na mão dele. Segundo o Ministério Público, é o maior desvio de recurso público do estado da Paraíba", diz o líder da oposição, Raniery Paulino (MDB).

Após saída de Neto Baiano, Vitória reincorpora Eron ao grupo principal

Após saída de Neto Baiano, Vitória reincorpora Eron ao grupo principal
Jogador é artilheiro do sub-23 | Foto: Divulgação / Vitória
O atacante Eron ganhou mais uma oportunidade na equipe principal do Vitória. Após a saída de Neto Baiano, o atleta foi reincorporado ao grupo comandado pelo técnico Osmar Loss.

No início da temporada, Eron chegou a ser promovido e atuou em quatro partidas, sem conseguir balançar as redes. Diante disso, perdeu espaço e foi cedido para o time sub-23. Em nove jogos disputados pela categoria, ele marcou sete gols.

Cria do Vitória, Eron tem 21 anos e é natural de Sobradinho, região norte da Bahia. Ele tem contrato válido até dezembro de 2021.

O próximo compromisso do Vitória é contra o Figueirense, terça-feira (30), às 19h15, no Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis (SC), válido pela 13ª rodada da Série B.

Bolsonaro e Trump tornaram racismo evidente, diz cofundadora do Black Lives Matter

Bolsonaro e Trump tornaram racismo evidente, diz cofundadora do Black Lives Matter
Foto: Alan Santos/PR
Antes de nomear, em 2013, o mais emblemático dos recentes movimentos antirracista nos Estados Unidos, Black Lives Matter (vidas negras importam, em inglês) surgiu como um lembrete para as próprias comunidades negras norte-americanas.

"Vivíamos um período em que morte de jovens negros havia se tornado algo tão banal que era preciso sacudir as pessoas e lembrá-las: 'Ei, nossas vidas importam!'. Por mais óbvio que isso seja", conta Opal Tometi, 34, uma das três cofundadoras do movimento.

No Brasil, onde estudo já apontou que policiais matam o triplo de negros em relação a brancos, estaríamos sofrendo do mesmo processo de naturalização dessas mortes, sugere Tometi.

Para ela, ao contrário do que se supõe, o presidente Donald Trump, ao se expressar de maneira abertamente racista, torna mais fácil o trabalho do movimento negro. "Ele é tão explícito que fica mais fácil para as pessoas entenderem do que se trata quando falamos de racismo", diz.

Tometi acha que o governo Jair Bolsonaro (PSL) pode ter o mesmo efeito por aqui.

"Percebo que os movimentos sociais no Brasil estão mais fortes e experientes", diz a ativista, que hoje atua na ONG Black Alliance for Just Immigration (aliança negra para a imigração justa, em inglês), em Nova York.

Tometi veio ao Brasil para conhecer movimentos negros da Bahia. De passagem por São Paulo, ela participou nesta quinta (25) da Marcha da Mulher Negra, na Praça da República. No sábado (27), dá conferência sobre o Black Lives Matter no Sesc Santana.

Folha - O que é o Black Lives Matter, seis anos depois que o movimento surgiu?

Opal Tometi - Omovimento se fortaleceu e gerou mudanças mundo político. Outros movimentos surgiram pós-BLM. É muito emocionante ver o aumento da consciência, das ações e do compromisso político das pessoas com suas comunidades e com a vida das pessoas negras.

Folha - Como é o BLM da era Donald Trump?

Opal Tometi - Sabemos que ele é racista e promove todo tipo de ataque a certas minorias espalhadas pelos EUA. Mas sua eleição foi um sinal de que estávamos na direção certa. Nossos movimentos agiram de maneira tão efetiva que as coisas começaram a mudar, e os conservadores e a extrema direita se desesperaram, e elegeram este tipo.

Folha - Trump atacou, via redes sociais, quatro congressistas mulheres de grupos minoritários, sugerindo que elas odiavam os EUA e deveriam deixar o país. O que essas mulheres representam?

Opal Tometi - Foi a expressão mais abertamente racista de Trump até agora. Alexandria Ocasio-Cortez, Rashida Tlaib, Ayanna Pressley e Ilhan Omar são mulheres dinâmicas, carismáticas, populares e eficientes que incorporam o tipo de liderança que nosso país precisa há tanto tempo. Representam pessoas de várias etnias, idades e religiões. É imoral o presidente abrir espaço na sua agenda para atacar mulheres que estão fazendo o trabalho para o qual foram eleitas. Além de ser, claro, extremamente racista.

Ele disse para que voltassem para o lugar de onde vieram [uma é de família porto-riquenha, outra de origem palestina, uma é negra, outra é uma refugiada somali]. Ele sabe que vai receber ampla atenção de seus seguidores e da mídia. Distrai as pessoas das questões reais que impactam suas vidas ao mesmo tempo que sinaliza para outros racistas que as ataquem também.

Os crimes de ódio nos EUA crescem exponencialmente desde que Trump foi eleito. Em especial contra mulheres que usam véus, caso da congressista Ilhan Omar, muçulmana de origem somali e membro do partido democrata de Minessotta. Dias atrás, Trump fez um comício na Carolina do Norte em que falou tanto dela que todo o público começou a gritar: “Mande ela de volta! Mande ela de volta!” Foi nojento.

Folha - Trump as acusou de serem antipatrióticas. Outras pessoas já chamaram o BLM de terrorista. Há semelhança aí?

Opal Tometi - Gerações de ativistas já foram criminalizadas em suas ações. Acusadas de traição, espionagem ou terrorismo, o que é distrair as pessoas das causas pelas quais essas pessoas lutam. Fomos processadas várias vezes. Eu, inclusive. Somos "trolladas" o tempo todo nas redes. Mas o pior é que há leis propostas para enquadrar protestos como atos de terrorismo econômico porque bloqueiam ruas ou entradas de comércios. Isso mostra a inversão de valores que vivemos hoje, em que propriedade vale muito mais que uma vida.

O FBI até criou uma nomenclatura: o extremista identitário negro. Ou seja, em vez de focar o aumento dos crimes de ódio contra pessoas negras, eles estão dizendo: “Vocês, negros, que tiveram a audácia de dizer que as suas vidas importam é que são o problema”.

Folha - A gestão Donald Trump aumentou o desafio dos movimentos antirracismo nos EUA?

Opal Tometi - Ele é tão explícito que torna mais fácil para as pessoas entenderem do que se trata quando falamos de racismo. Trump não está disfarçando seu pensamento ou escondendo suas políticas. Com isso, ele tem tornado mais fácil às pessoas reconhecerem a retórica, a ideologia e as políticas racistas.

Folha - Já que o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tenta emular Donald Trump, devemos então esperar o fortalecimento de movimentos sociais antirracismo no Brasil?

Opal Tometi - Estamos vivendo tempos muito interessantes em que aliados estão se dando conta de como é dura e desafiante a vida em comunidades de pessoas não brancas. Estão tomando consciência do desfavorecimento dos negros na sociedade. Elas se sentem constrangidas e envergonhadas porque não percebiam isso com clareza e, quando o preconceito se torna algo evidente, essas pessoas se tornam aliados estão mais atuantes.

Estive agora em Salvador, e as lideranças dos movimentos negros de lá dizem que a única novidade de Bolsonaro nessa questão é que ele é mais explícito, e isso torna mais difícil não reconhecer a existência do racismo no Brasil.

Folha - Há dados de saúde, moradia, renda, educação e segurança pública que indicam maior vulnerabilidade da população negra no Brasil. Como se explica isso?

Opal Tometi - É evidente que existe um problema aqui. Existe uma lógica racista que permeia toda a sociedade. E isso é algo muito familiar para mim, que venho de um lugar onde negros são 14% da população, mas 40% da população carcerária. Os dados mostram que há uma estrutura social que tem as pessoas negras como alvo. E é algo letal. Eu li a notícia da família que estava indo para uma festa, celebrar, e foi alvo de dezenas de tiros do Exército no Rio de Janeiro… Essa tragédia partiu meu coração.

Folha - Mas isso não gerou por aqui a mesma dimensão de mobilização que o assassinato de jovens negros gerou nos EUA a partir de 2013, a partir do julgamento do segurança que matou o jovem Trayvon Martin, desarmado, voltando da loja de doces no condomínio de seu pai. O caso é a gênese do movimento BLM?

Opal Tometi - Foi o primeiro de uma série de casos que projetaram a questão das vidas negras nos EUA. Mas ele não chamou a atenção de cara. Foi preciso muita mobilização de sua mãe e de seu pai. Foi preciso criar uma forte identificação das pessoas com ele: poderia ser seu filho, seu irmão. Aí, as pessoas começaram a olhar para os fatos de maneira diferente. Elas passaram a esperar que as instituições promovessem a justiça. A absolvição do atirador se tornou algo escandaloso, e a reação foi visceral [protestos ocorreram em mais de cem cidades americanas].

Folha - Por que um fato semelhante é capaz de promover um levante num lugar e não em outro?

Opal Tometi - Às vezes, quando você vê algo acontecendo com muita frequência, pode se tornar insensível. Acontece toda hora. Fica normal. Lideranças nos EUA tentaram virar essa chave sacudindo suas comunidades e lembrando que existe um outro jeito de viver e que nós merecemos Justiça.

Pouco se falou sobre isso, mas BLM foi uma mensagem inicialmente direcionada aos próprios negros. Uma carta de amor para o povo negro. “Ei, nossas vidas importam!” Vamos nos lembrar de que nós nos amamos e vamos lutar porque merecemos coisa melhor! Podemos mudar as injustiças, e criar um sistema que seja bom para nós porque somos nós que também sustentamos o sistema. Pagamos impostos e contribuímos social, política e culturalmente para a sociedade.

Folha - O BLM deriva de uma história de mais cem anos de movimentos negros e antiracismo nos EUA ao mesmo tempo em que é indissociável do feminismo. Como essas heranças se articulam?

Opal Tometi - Eu me considero uma feminista negra transnacional, conectada a um esforço mais amplo e que envolve mulheres, meninas e pessoas não binárias de todo o mundo.

Vivíamos uma era em que a morte de negros havia se tornado banal. De início, deixamos claro que aquilo não tratava apenas da brutalidade policial, mas de moradia, educação, trabalho, saúde. E deixamos claro que todas as vidas negras importavam, não interessa se fossem queer [fora do padrão heteronormativo de sexualidade], com deficiência ou imigrante —ou todas essas coisas juntas. Isso é algo que só mulheres poderiam fazer porque elas, literalmente, dão à luz toda a comunidade! (risos)

Temos interesse na qualidade de vida de todos. Então vamos cuidar de todos sem atribuir mais valor a um do que a outro. Somos um movimento radicalmente inclusivo, que aprendeu com a experiência de movimentos anteriores e passou a avaliar as ações que eram mais efetivas. Temos que talhar nossos movimentos para vencer porque a injustiça é muito grande. Estamos perdendo pessoas todos os dias nos EUA e no Brasil.

sábado, 27 de julho de 2019

Rosemberg vê com naturalidade pedido de empréstimo do governo da BA para Profisco

Rosemberg vê com naturalidade pedido de empréstimo do governo da BA para Profisco
Foto: Jade Coelho / Bahia Notícias
Líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Rosemberg (PT) minimizou o pedido do governo estadual para autorizar o Poder Executivo a contratar um empréstimo no valor de 40 milhões de dólares, ou R$ 150,8 milhões, com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o financiamento do Programa de Modernização e Fortalecimento da Gestão Fiscal (Profisco II/BA) .

“Eu acho que a sociedade vai ver com naturalidade e os deputados vão ver com naturalidade, porque nós temos um problema aonde o governo federal tem tido uma postura de travar o repasse do dinheiro para o estado. E não há mágica. Ou há uma arrecadação crescente ou o governador tem que tomar algumas medidas para cumprir determinadas ações”, disse, em entrevista ao Bahia Notícias.

Ainda segundo o parlamentar, o empréstimo não vem para cobrir parte dos R$ 500 milhões que a União deve ao estado da Bahia . “Acho que o estado tem capacidade para fazer até ações maiores. US$ 40 milhões não é algo representativo do ponto de vista para garantir contraposição com os repasses do governo federal”, opinou.

Brasil se torna 2º país do mundo a alcançar medidas de combate ao tabaco da OMS

Brasil se torna 2º país do mundo a alcançar medidas de combate ao tabaco da OMS
Foto: Banco Mundial / ONU
O Brasil se tornou o segundo país do mundo a alcançar as medidas de combate ao tabaco da Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Relatório da OMS sobre a Epidemia Mundial do Tabaco, entre os 171 países que aderiram às medidas globais da OMS, apenas Brasil e Turquia implementaram ações governamentais com sucesso.

Desde 1990, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) capacita profissionais de estados e municípios para estarem aptos a realizar o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2005 e 2016, quase 1,6 milhão de brasileiros realizaram o tratamento de cessação do tabaco na rede pública de saúde, segundo o INCA.

Para alcançar o feito, o Brasil implementou algumas medidas. Em 2011, uma lei proibiu o ato de fumar em locais fechados, públicos e privados, impediu, inclusive, a possibilidade da existência de fumódromos. Além disso, uma outra lei federal determinou a inclusão das imagens de alerta em 30% da parte frontal das embalagens de cigarro e em 100% da parte de trás. No ano 2000, a publicidade do tabaco em meios de comunicação de massa foi proibida, bem como o patrocínio de marcas de cigarro em eventos culturais e esportivos.

O uso de tabaco é monitorado pelo Ministério da Saúde desde 2006, através da pesquisa Vigitel, que analisa os fatores de risco para doenças crônicas não transmissíveis, e traz informações sobre a estimativa de consumo de tabaco no país. Também vale ressaltar que, em 2018, a pasta da Saúde assumiu o compromisso, durante a 42ª Reunião Ordinária de Ministros de Saúde do Mercosul, de ajudar a eliminar o comércio ilícito de produtos de tabaco.

A pesquisa Vigitel 2018 revelou que 9,3% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de fumar. Em 2006, o percentual era de 15,7%, o que apresenta uma redução de 40% do consumo de tabaco nos últimos 13 anos. A maior redução foi vista entre as mulheres (44%).

CÂNCER DE PULMÃO
De acordo com o Ministério da Saúde, o tabagismo é a principal causa de câncer de pulmão, sendo responsável por mais de dois terços das mortes por essa doença no mundo. No Brasil, o INCA estima que, até o final de 2019, sejam registrados 31.270 novos casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão em decorrência do tabagismo, sendo 18.740 em homens e 12.530 em mulheres. O câncer de pulmão é o segundo mais frequente no país. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, mostram que 27.833 pessoas foram a óbito em 2017 devido a essa causa.


O Instituto também afirma que a assistência médica associada ao tabagismo gerou, em 2015, R$ 39,4 bilhões em custos diretos. Além disso, a perda de produtividade associada ao hábito de fumar, no mesmo ano, chega a R$ 17,5 bilhões em custos indiretos devido às mortes prematuras e incapacidades.

Contas públicas têm déficit de R$ 28,9 bilhões no primeiro semestre

Contas públicas têm déficit de R$ 28,9 bilhões no primeiro semestre
Foto: Reprodução / G1
Nos primeiros seis meses do governo Jair Bolsonaro (PSL) as contas do governo federal acumularam um déficit de R$ 28,9 bilhões. O resultado, divulgado pelo Tesouro Nacional nesta sexta-feira (26), é o quarto pior da série histórica iniciada em 1997.

A conta do sistema previdenciário foi a principal responsável pelo rombo. No semestre, Tesouro e Banco Central registraram superávit de R$ 66,1 bilhões, enquanto a Previdência teve déficit de R$ 95 bilhões.

"Os benefícios previdenciários são o maior componente das despesas obrigatórias, o que reitera a importância da aprovação da reforma da Previdência que está sendo apreciada pelo Congresso", afirma o Tesouro.

O órgão ressalta que a aprovação da proposta muda o cenário de elevação insustentável de gastos, mas não dispensa outros ajustes, como medidas que controlem os gastos com a folha de pagamento de servidores públicos.

A meta fiscal estabelecida para o encerramento deste ano é de déficit de R$ 139 bilhões. Até junho, o resultado acumulado em 12 meses está negativo em R$ 117,6 bilhões, ainda abaixo do limite.

O baixo nível de atividade econômica vem dificultando o trabalho do governo de manter as contas dentro da meta.

Neste mês, o Ministério da Economia revisou para baixo a expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019, de 1,6% para 0,81%.

O enfraquecimento da economia leva a uma redução na arrecadação de tributos. Nesta semana, por exemplo, a equipe econômica baixou quase R$ 6 bilhões nas projeções de receita para este ano.

A mudança nas contas obrigou o governo a fazer mais um corte em recursos de ministérios. Depois de bloquear quase R$ 30 bilhões no Orçamento em março, uma limitação adicional de R$ 1,4 bilhão foi anunciada nesta semana.

Com maioria democrata no Congresso, Trump afirma que aceitará resultado das eleições nos EUA

                                                                   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitará o re...