quarta-feira, 1 de abril de 2020

HGCA separa leitos e monta enfermaria específica para tratar pacientes com Covid-19

HGCA separa leitos e monta enfermaria específica para tratar pacientes com Covid-19
Diante da pandemia de corona vírus, com 176 casos e dois óbitos confirmados até o momento na Bahia, o Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), em Feira de Santnaa, está montando uma enfermaria com respiradores, ventiladores e estrutura específica para atender possíveis casos de infectados na unidade.
 
Até o momento, nenhum paciente diagnosticado com a doença na cidade foi tratado no HGCA.
 
De acordo com a assessoria de comunicação do hospital, seis leitos foram isolados e os profissionais que trabalham no Clériston estão passando por capacitação interna especifica para atender pacientes com a Covid-19.
 
Até o momento, são 16 infectados em Feira, de acordo com informações são da Vigilância Epidemiológica Municipal. Todos os pacientes  se mantém em condições  estáveis de saúde  e em isolamento domiciliar. A Vigilância Epidemiológica está buscando as informações para monitorar as pessoas com quem os novos infectados tiveram contato ultimamente.

Bolsonaro mudou tom sobre pandemia após conversa com Villas Bôas e ministros

Bolsonaro mudou tom sobre pandemia após conversa com Villas Bôas e ministros
Foto: Rafaela Felicciano / Metrópoles
Na fala de quase oito minutos, o presidente deu maior equivalência à preservação de "vidas e empregos", divergindo do que afirmou na semana passada, quando estimulou a retomada das atividades no país e propôs o isolamento apenas a grupos de risco (veja aqui).

Bolsonaro procurou o general na segunda-feira (30), numa tentativa de resgatar o apoio dos militares. Ele vinha se sentindo isolado em seu posicionamento nas medidas de combate à pandemia do novo coronavírus.

Nos últimos dias, dois ministros com alta popularidade, Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), se distanciaram do presidente e passaram a apoiar a fala do titular da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na defesa do isolamento social.

Segundo relatos feitos à reportagem, a conversa entre Bolsonaro e o ex-comandante do Exército foi decisiva para a mudança de postura. O presidente costuma se aconselhar com Villas Bôas, visto como uma figura de autoridade nas Forças Armadas.

Os militares ficaram incomodados com as críticas feitas pelo presidente a medidas de isolamento e distanciamento social.

Ele vinha fazendo apelos para que as pessoas voltassem às ruas, na contramão do que orientam o Ministério da Saúde e a OMS (Organização Mundial da Saúde).

O texto lido pelo presidente é resultado de um trabalho feito de forma conjunta com ministros militares, como Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Tarcísio Freitas (Infraestrutura). Além dos juristas Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), André Mendonça (AGU) e Wagner Rosário (CGU).

Diferentemente do que ocorreu na última semana, quando houve uma radicalização da fala do presidente no pronunciamento, os filhos tiveram um papel secundário na formulação do texto.

Desde o último sábado (28), esse mesmo grupo de ministros vinha tentando -com apoio do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso- fazer uma contenção de danos nas ações e declarações de Bolsonaro.

Eles defendiam que o presidente adotasse uma postura mais harmônica em suas declarações com as ações adotadas pelo próprio governo.

Naquele mesmo dia, o grupo conseguiu demover o presidente de um pronunciamento em cadeia nacional que ele pretendia fazer durante o fim de semana. Seria o segundo em menos de uma semana.

Coube a eles organizar um café da manhã entre Bolsonaro e o ministro Gilmar Mendes, do STF.

Do magistrado, que foi advogado-geral da União no governo Fernando Henrique Cardoso, o presidente ouviu que era preciso chamar os outros Poderes para obter sucesso na contenção da crise. Gilmar alertou ainda para a necessidade de um trabalho unificado com os estados e os municípios.

Na conversa, o presidente insistiu que estava preocupado com o aumento do desemprego no país e com a perda de renda dos brasileiros, citando os informais. Ele mencionou sua intenção de editar um decreto para obrigar o funcionamento do comércio de todo país.

Em resposta, ouviu do ministro que a medida não teria efeito, já que a sociedade não voltaria automaticamente para as ruas, com medo da dispersão do vírus. Gilmar alertou ainda que o descumprimento por parte do Executivo das orientações técnicas médicas poderia levar a uma série de derrotas no Judiciário, incluindo o Supremo.

Apesar do esforço do sábado, o acordo firmado entre os ministros e Bolsonaro não durou 24 horas. Ele saiu na manhã de domingo (29) para visitar comércio do Distrito Federal, levando a uma frustração de seus auxiliares.

Mesmo que tenha aceitado diminuir o tom nesta terça, a postura de Bolsonaro no decorrer da crise é imprevisível. Seus auxiliares veem com reserva essa mudança de comportamento, devido ao estilo intempestivo do presidente.

Apesar das inflexões, ele voltou a usar declarações do diretor-geral da OMS (Organização Mundial da Saúde), Tedros Adhanom Ghebreyesus, para sustentar tese que equipara o salvamento de vidas ao de empregos.

O presidente citou trechos de entrevista do chefe da entidade na véspera, na qual enfatizava que os governos devem ter preocupação com os mais pobres durante a pandemia.

Ghebreyesus reiterou a importância do confinamento para a prevenção do coronavírus e disse que os países que adotarem quarentena como uma das formas de conter a disseminação do devem respeitar a dignidade e o bem-estar dos cidadãos.

Bolsonaro afirmou ainda que "temos que evitar ao máximo qualquer perda de vidas humanas", mas acrescentou que "ao mesmo tempo, devemos evitar a destruição de empregos, que já vem trazendo muito sofrimento para os trabalhadores brasileiros".

No pronunciamento, o presidente mudou o tom que vinha adotando em relação à Covid-19, que já chamou de "uma gripezinha".

Nesta terça, disse que "estamos diante do maior desafio da nossa geração".

O presidente, que já defendeu o uso da hidroxicloroquina para o combate à doença, inclusive aparecendo com caixas do medicamento na mão, admitiu que "ainda não existe vacina contra ele ou remédio com eficiência cientificamente comprovada".

Ele também apontou as medidas anunciadas pelo governo tanto na saúde quanto na área econômica.

Líder dos caminhoneiros diz que categoria vai parar se governos seguirem com quarentena

Líder dos caminhoneiros diz que categoria vai parar se governos seguirem com quarentena
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
Um dos líderes da greve dos caminhoneiros de 2018, Wallace Landim, declarou que a categoria deve fazer uma nova paralisação se os governadores não recuarem nas medidas restritivas contra o novo coronavírus. Eles protestam principalmente pela falta de postos de gasolina e restaurantes abertos na estrada, já que muitos desses estabelecimentos foram fechados por decretos estaduais.
"Se não voltarem atrás e não sair liminar na Justiça, a categoria provavelmente vai parar. Vai paralisar naturalmente, por não ter como trabalhar, e parar em protesto", ressaltou Landim. A associação entrou com uma ação na Justiça contra a quarentena.

De acordo com a publicação, Chorão, como o líder é mais conhecido, acusa o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), de querer lucrar em eleições futuras. Por outro lado, ele diz que a relação com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, é boa. Segundo o líder, eles conversam diariamente e o governo tem dado suporte ao que a categoria precisa. "O problema está com os governadores", resumiu.

TJ-BA revisará contratos para conter queda na arrecadação de mais de R$ 200 milhões

TJ-BA revisará contratos para conter queda na arrecadação de mais de R$ 200 milhões
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) pode ter uma queda na receita de quase R$ 200 milhões diante da pandemia do coronavírus. Para superar a questão, o presidente do TJ, desembargador Lourival Trindade, se reuniu com dirigentes sindicais e com representantes da Associação de Magistrados da Bahia (Amab), em uma videoconferência.  

Até o momento, o TJ teve uma redução de 75% da arrecadação, sobretudo com o fechamento das unidades extrajudiciais. A falta de recursos pode comprometer a execução de contratos, pagamento de terceirizados e verbas pagas a servidores e magistrados. Para Lourival Trindade, o momento é de diálogo para garantir o direito dos servidores e honrar todos os compromissos assumidos pela gestão. A adoção de medidas de contingenciamento e a otimização dos gastos podem garantir que todos os serviços sejam mantidos com o menor nível de prejuízo.  

Entre as medidas, estão a revisão de contratos e o enxugamento da máquina do judiciário. Destacou que o regime de teletrabalho pode suspender temporariamente o auxílio transporte, e a suspensão das indenizações de férias e licença prêmio podem reduzir o impacto na folha de pagamento e garantir a sobrevivência do TJ, enquanto durar a crise mundial e a instabilidade econômica. 

Prior é eliminado do 'BBB 20' com 56,73% em paredão com mais de 1,5 bilhão de votos

Prior é eliminado do 'BBB 20' com 56,73% em paredão com mais de 1,5 bilhão de votos
Foto: Reprodução / TV Globo
O arquiteto Felipe Prior foi o décimo eliminado do “Big Brother Brasil 20” com 56,73% dos votos. O paulista não resistiu a berlinda marcada pelo recorde de mais de 1,5 bilhão de votos e que se configurou por fortes torcidas nas redes sociais. 

Na disputa que envolveu rivalidades do mundo exterior, Manu Gavassi foi a segunda mais votada da rodada com 42,51% dos votos. Já Mari, que integrou o paredão triplo fora da polarização, foi a menos votada com apenas 0,76% dos votos. 

Prior chegou ao seu terceiro paredão através da indicação da líder Gizelly. Como previamente informado pelo apresentador Tiago Leifert, o escolhido do líder ganharia o direito de indicar alguém para o paredão. Pensando em uma estratégia, Felipe indicou Manu. Azarada da vez, Mari acabou indo para berlinda após ter integrado a dupla com menor desempenho na prova do líder. 

Vale destacar que a definição do paredão ficou entre cinco participantes. Além dos três que vieram a ser emparedados, estiveram na “corda bamba” Gabi Martins, que foi dupla de Mari na prova do líder e Flayslane, votada pela casa e posteriormente escolhida por Gizelly diante de um empate. As duas sisters escaparam da decisão do público após a “Prova Bate e Volta”. 

terça-feira, 31 de março de 2020

Juízes do TJ-BA poderão destinar recursos de ações penais para combate ao coronavírus

Juízes do TJ-BA poderão destinar recursos de ações penais para combate ao coronavírus
Foto: Cláudia Cardozo/ Bahia Notícias
O presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), desembargador Lourival Trindade, autorizou e recomendou aos magistrados a destinar recursos para o combate ao coronavírus. Os recursos, segundo a recomendação, são arrecadados com o cumprimento de pena de prestação pecuniária, transação penal e suspensão condicional do processo nas ações criminais. 

Os recursos deverão ser destinados para serem realizadas ações em parceria com o Poder Executivo Municipal ou entidades assistenciais para aquisição de materiais e equipamentos médicos necessários ao combate da pandemia Covid-19, a serem utilizados pelos profissionais da saúde de suas respectivas jurisdições. Os recursos também poderão ser utilizados para aquisição de alimentos e itens de higiene pessoal para serem distribuídos a população. 

A orientação do TJ-BA é que a aplicação dos recursos, que são públicos, deve ser norteada pelos princípios constitucionais da Administração Pública, previstos, dentre outros, no artigo 37 da Constituição Federal, com a devida prestação de contas, com publicidade da destinação da verba. A homologação da prestação de contas será precedida de manifestação do Ministério Público, que deverá participar do processo de seleção das entidades parceiras e fiscalização da efetiva destinação dos recursos transferidos.  

Moro autoriza Força Nacional para atuar na segurança e em ações contra o coronavírus

Moro autoriza Força Nacional para atuar na segurança e em ações contra o coronavírus
Foto: Lula Marques
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou o uso da Força Nacional para atuar na preservação da ordem pública e para apoiar ações contra a pandemia do novo coronavírus.

A liberação está publicada em edição extra do Diário Oficial da União da última segunda-feira e é válida por 60 dias.

De acordo com a portaria, a Força Nacional vai poder ser empregada no auxílio de profissionais da área da saúde para que eles atendam casos suspeitos e confirmados da doença; no reforço da segurança dos centros de saúde, entre eles hospitais e UPAs (Unidades de Pronto Atendimento); no auxílio para segurança, distribuição e armazenamento de produtos e insumos médicos; na segurança, distribuição e armazenamento de alimentos e produtos de higiene; na segurança e no controle sanitário de portos, aeroportos, rodovias e centros urbanos; no patrulhamento para evitar saques e vandalismos; e em campanhas de prevenção ou proteção de locais para a realização de testes rápidos por agentes de saúde.

A Força Nacional também vai poder ser chamada para assegurar medidas de quarentena e isolamento. A norma também estabelece que as ações dos agentes da corporação deverão "ser obrigatoriamente coordenadas com os governos dos estados e do Distrito Federal".

Durante a crise, o presidente da República Jair Bolsonaro chegou a manifestar preocupação com possíveis saques. Esse tem sido um dos seus argumentos contra a paralisação geral da população. Segundo a Folha de S. Paulo, chegou ao Planalto um prognóstico que, caso a quarentena se estenda até o final de abril, a expectativa de roubos aumente.

Com maioria democrata no Congresso, Trump afirma que aceitará resultado das eleições nos EUA

                                                                   O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que aceitará o re...