terça-feira, 16 de abril de 2019

Empresários baianos pagam impostos indevidos por desconhecimento da lei

Empresários baianos pagam impostos indevidos por desconhecimento da lei
Foto: Divulgação
Que a legislação tributária brasileira é complexa não é novidade. Aliada a falta da informação, a cultura de administrar sozinho, e o receio de “mexer” com o fisco e enfrentar a sua burocracia e arbitrariedade conduzem o contribuinte, especialmente as empresas, a pagar tributos, ora indevidamente ora a maior.

Revelador, por exemplo, o caso da importante decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal (STF) de excluir um imposto estadual da base de tributos. Mesmo sendo indiscutível o direito, não foi capaz de estimular os contribuintes, os quais estão perdendo mensalmente verdadeiras fortunas. Nessa hipótese, considerando consideramos um produto com valor final de R$ 1.000,00, uma empresa na Bahia - estabelecida no Lucro real e com alíquota estadual de 18% - paga R$ 92,50 de tributos federais, quando, em verdade, deveria pagar R$ 75,85.

O prejuízo desse desconhecimento é incalculável, na medida em que se tratam de valores que de todo certo auxiliariam no fluxo de caixa, permitiriam a contratação de mão de obra, aquecendo, aliás, o mercado de trabalho, e, consequentemente, gerariam maior competitividade!

O grande erro dos gestores/donos de empresas é confundir elisão fiscal com evasão fiscal. A primeira, em noção bem superficial, consiste na possibilidade de organizando de forma inteligente e racional as obrigações fiscais, reduzindo, assim, a carga tributária (elisão), a qual em nada se confunde com a inaceitável prática de sonegar impostos ou infringir regras fiscais (evasão).

E um ponto de fundamental reflexão é que muitas vezes as empresas não se encontram devidamente capacitadas e não conseguem rever seus processos sozinhas, na mesma velocidade que ocorrem as mudanças tributárias - a cada hora duas novas alterações legais são impostas. A propósito, grande parte dos erros não incorrem por má-fé, já que muitas vezes erram em favor do fisco.

A boa notícia é que dá para recuperar, via revisão fiscal, o que foi pago indevidamente, ou reduzir os débitos, dos últimos 5 anos e planejar o futuro.

Uma equipe qualificada auxilia na escolha do melhor regime de tributação, verificam incentivos fiscais, se existem créditos a recuperar, se é possível a exclusão de insumos e equipamentos da base de cálculo dos impostos, isso sem falar nas reconhecidas teses tributárias.

Vê-se que é inútil uma empresa possuir um plano de negócios perfeito sem um planejamento tributário à altura. É totalmente ultrapassado o entendimento de que a função de contador se resume apenas na elaboração de cálculos, apropriação de despesas e receitas bem como realizar atividades de guarda e escrituração livros fiscais, e, ainda, de que advogado existe somente para resolver problemas. Pensar dessa forma é negar o que sabiamente já diziam os antigos que prevenir é sempre melhor, e mais barato, que remediar! Quer saber mais, entre em contato com Lorena Lima (OAB/BA 22.740) pelo e-mail contato@lorenalima.adv.br.

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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