terça-feira, 16 de abril de 2019

Insatisfação da base pode impedir governo de aprovar projetos na AL-BA

Insatisfação da base pode impedir governo de aprovar projetos na AL-BA
Rosemberg falava para pares de projeto da Embasa | Foto: Bahia Notícias
Minutos após a sessão cair por falta de quórum nas comissões, o deputado estadual Jânio Natal (Pode) adentrou sorrindo o plenário da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). “Me chamaram?”, falava o deputado.  

A ausência de Natal foi decisiva para que o governo não conseguisse aprovar, nesta segunda-feira (15), o projeto do Executivo que permite a Empresa Baiana de Águas e Saneamento (Embasa) contrair um empréstimo de € 60 milhões (Euros) com o banco alemão KFW Entwicklungsbank. Um pedido de verificação dos presentes no âmbito das comissões derrubou a sessão devido a ausência de alguns governistas no plenário. 

Com aprovação esperada pelo governador Rui Costa (PT) para esta tarde , a queda de quórum foi tratada por deputados governistas que não são do partido do petista como um recado ao Palácio de Ondina. 

Insatisfeitos  , deputados de partidos como Podemos, PP, PR e PSD se queixam que Rui atrasa emendas impositivas e não distribui cargos. Após a queda da sessão, um grupo de aliados do governador se reuniu e até comemorou a derrota. “Ele não me recebe, não vou marcar presença também”, disparou um deputado de situação em referência a Rui. 

Apesar de bastante tímida, a ausência definitiva de Jânio Natal foi tratada pela base do governador como um recado, nesta segunda. “Está todo mundo insatisfeito e é provável que esse projeto da Embasa não seja aprovado nesta semana”, disse um progressista ao Bahia Notícias. Os deputados devem emendar viagens a Brasília e o feriado de Semana Santa para empurrarem a aprovação do projeto de empréstimo. 

Nesta terça-feira (16), o governo tentará novamente pautar o texto no plenário. Contando as favas, entretanto, o líder de Rui na Casa, Rosemberg Pinto (PT), declarou que a proximidade com o feriado pode fazer de uma nova tentativa, uma falha para o governo de Rui no Legislativo estadual.

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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