quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Gêmeos vivem caminhos opostos na dupla Ba-Vi e decidem o Baianão Sub-15 2025

                                                                              


Gêmeos: laço intenso e incondicional de parceria, cumplicidade e lealdade. Com vínculo desde o ventre, costumam partilhar gostos, costumes, passatempos e, às vezes, até profissão. Hoje, a reportagem do Bahia Notícias conta a história de João Gabriel e João Victor, irmãos que começaram no futebol com apenas quatro anos. E que agora estão em lados opostos de campo.

 

Nascidos em 2010, e filhos de Fagner Moura, atleta de futebol de 7 do Vitória, cresceram vivendo o amor pelo esporte. Sempre juntos, foram compartilhando o sonho de um dia tornarem-se jogadores de futebol.

 

Em 2023, durante um torneio disputado em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, viveram o primeiro grande destaque: foram artilheiro e vice-artilheiro da competição.

 

“Ali, pela primeira vez, senti que talvez aquele sonho deles pudesse se transformar em futuro”, disse Gabriela Franco, mãe dos garotos.

                                                                        


A partir daquele momento, o sonho começou a tomar forma. Ambos receberam convite para realizar testes na base do Bahia.

 

“Fizeram juntos. Foram aprovados juntos. Era como sempre foi: um sempre parceiro do outro”, Gabriela contou.

 

Como nem tudo são flores e toda trajetória, ainda que curta, possui seus obstáculos. Em 2024, veio o momento mais difícil que a família já viveu nesse processo. João Gabriel foi dispensado das categorias de base do Tricolor baiano.

 

“Lembro do silêncio. Da frustração. Da pergunta que toda mãe teme: 'E agora, mãe?' Eles sempre fizeram tudo lado a lado. Dormiram no mesmo quarto, treinaram nos mesmos campos, dividiram os mesmos sonhos. A dispensa parecia um corte no coração dos dois”, Gabriela seguiu dizendo ao BN.

E, em Salvador, quase toda história encontra um Ba-Vi no caminho. Foi assim que o Vitória entrou em cena. Após a saída do Bahia, João Gabriel recebeu convite para integrar a base do Rubro-Negro.

 

“Pouco tempo depois, João Gabriel recebeu o convite do Vitória. Acredito que a vida estava apenas dando a cada um o seu caminho”, disse a mãe.

 

“Mas isso também trouxe seus desafios porque agora eles passam a semana sozinhos, então emocionalmente é difícil, às vezes. Ficam tristes em algumas ocasiões pela distância da família. Mas eles se esforçam para manter o foco”, completou.

Em 2025, João Gabriel se estabeleceu vestindo o vermelho e preto do Vitória. João Victor segue com o azul, vermelho e branco do Bahia. Zagueiros, se destacam pela habilidade, pela altura — já estão com 1,81 cm — e pelo faro de gol.

 

“Mas, para mim, o destaque deles está no que fazem dentro e fora de campo: a disciplina, a renúncia, a maturidade de meninos que abrem mão de tantas coisas para viver esse sonho”.

 

“Durante a semana eles estão alojados e somente aos finais de semana eles vêm para casa e se encontram. Sempre sorrindo, conversam muito, são muito parceiros na vida”, finalizou a mãe.

 

Adversários em campo e parceiros na vida, os irmãos batalham pelo Campeonato Baiano Sub-15 2025 nesta sexta-feira (28). A partida será realizada às 16h, no estádio de Pituaçu. João Victor leva consigo a vantagem após o Bahia ter vencido a partida de ida pelo placar de 1 a 0. João Gabriel e o Vitória buscam reverter o resultado e carimbar a conquista do Baianão.

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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