sexta-feira, 28 de novembro de 2025

Primeiro hospital de transição do SUS é inaugurado com 90 leitos no antigo Riverside, em Lauro de Freitas

                                                                                

A Bahia inaugurou nesta quinta-feira (27) o Hospital Estadual Costa dos Coqueiros, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. A entrega contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, 

 

O equipamento é o primeiro hospital de transição e longa permanência do país dedicado integralmente ao SUS. A unidade conta com 90 leitos, sendo 60 voltados a pacientes em reabilitação clínica e 30 destinados a condições crônicas complexas, incluindo pelo menos dez leitos para pessoas com osteomielite. 

 

Segundo o Governo do Estaod, as obras e equipamentos tiveram custo de R$ 30,4 milhões. A entrega de uma ambulância também fez parte do ato. O governador Jerônimo Rodrigues celebrou a entrega e disse que a unidade busca reduzir a distância entre o local onde o paciente vive e o serviço especializado. 

 

“Nossa prioridade é fazer com que tratamentos complexos deixem de ser exclusivos de Salvador. Estamos interiorizando serviços e organizando a rede para que cada região tenha respostas mais perto de casa”, disse.

 

Conforme antecipou o Bahia Notícias, a unidade será administrada pela Fundação Estatal Saúde da Família (FESF-SUS). O contrato mensal será de R$ 3,4 milhões. Segundo a gestão estadual, será acrescido de reforço federal de R$ 29,4 milhões por ano para custeio, o que garante a sustentabilidade do serviço e aumenta a rotatividade de leitos em hospitais gerais e especializados na capital.  

 

“O hospital vai ser 100% regulado e desafogará a rede de atenção à saúde. Os usuários terão acesso a atendimentos para pacientes com osteomellite que serão referenciados pelo Hospital Ortopédico da Bahia. Nossa meta será alcançada quando conseguirmos regular os usuários de todas as regiões”, explicou o diretor-geral da Fesf, Bruno Guimarães.

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A Argentina chega à semifinal da Copa do Mundo de 2026 com um retrospecto particular envolvendo a arbitragem de vídeo. Até o momento, nenhuma decisão tomada em campo foi revertida pelo VAR de maneira desfavorável à seleção comandada por Lionel Scaloni. Um levantamento produzido pelo NetSI Sport, grupo de pesquisa ligado à Northeastern University, contabilizou as intervenções realizadas durante os primeiros 97 jogos do Mundial. No recorte, que abrangia a fase de grupos e as oitavas de final, a Argentina registrava quatro mudanças de decisão a seu favor e nenhuma contra. O México também possuía quatro alterações favoráveis naquele momento. A análise considerou decisões efetivamente modificadas após a atuação do árbitro de vídeo, principalmente em lances relacionados a faltas. Isso significa que checagens nas quais a marcação original foi mantida, assim como reclamações que não provocaram uma revisão, não aparecem como reversões. Segundo o estudo, foram registradas 35 intervenções do VAR nos 97 jogos analisados. Na Copa do Mundo de 2022, foram contabilizadas 26, enquanto a edição de 2018, primeira com a utilização da tecnologia, teve 22. O levantamento foi publicado antes da classificação argentina diante da Suíça. Nas quartas de final, uma nova intervenção terminou favoravelmente à atual campeã mundial. O atacante suíço Breel Embolo recebeu o segundo cartão amarelo e foi expulso após uma revisão do VAR. A arbitragem havia marcado uma infração a favor da Suíça, mas utilizou o protocolo relacionado a erro de identificação e concluiu que Embolo havia simulado o contato. A decisão também mudou o sentido da falta inicialmente assinalada. A utilização do protocolo foi contestada pelo técnico suíço Murat Yakin e pela ex-árbitra Fifa Christina Unkel. Na avaliação da analista, a revisão não se limitou a identificar corretamente o jogador envolvido e acabou mudando a interpretação completa da jogada, aproximando o VAR de uma nova arbitragem do lance. Com isso, a Argentina passou a ter ao menos cinco mudanças de decisão favoráveis no torneio, mantendo o registro de nenhuma reversão contrária até a semifinal. RECLAMAÇÕES COMEÇARAM NA FASE DE GRUPOS As discussões em torno da arbitragem argentina começaram na estreia, diante da Argélia. A federação argelina apresentou uma reclamação após a derrota por 3 a 0 e questionou, entre outros lances, a ausência de uma expulsão para Lionel Messi após um contato com Aïssa Mandi. O camisa 10 permaneceu em campo e marcou três gols na partida. O debate aumentou nas oitavas de final, quando a Argentina venceu o Egito por 3 a 2. A seleção africana chegou a marcar no segundo tempo, mas o gol foi anulado depois que o VAR identificou uma falta de Marwan Attia sobre Lisandro Martínez durante a construção da jogada. Nos minutos finais, os egípcios também pediram um pênalti sobre Mohamed Salah. A arbitragem, porém, entendeu que houve um contato normal com Julián Álvarez e manteve o jogo. Pouco depois, a Argentina marcou o gol da classificação. O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, defendeu as decisões. De acordo com o dirigente, todos os gols passam por uma análise da fase ofensiva que originou o lance, sem um limite fixo de tempo ou distância para que uma falta seja considerada. Collina afirmou ainda que o contato sobre Salah não configurou infração e rejeitou qualquer possibilidade de influência externa sobre os árbitros. NÚMEROS NÃO COMPROVAM FAVORECIMENTO Apesar do saldo favorável à Argentina, o próprio estudo alerta que os dados não permitem concluir que exista uma atuação deliberada dos árbitros para beneficiar uma seleção. Brennan Klein, diretor do NetSI Sport, explicou que os números mostram apenas quantas marcações foram alteradas e para qual lado as mudanças ocorreram. Uma intervenção favorável pode indicar, por exemplo, que o árbitro de campo cometeu um erro contra aquela equipe e que o VAR corrigiu a decisão. Dessa forma, o dado objetivo é que a Argentina ainda não teve uma marcação de campo modificada pelo VAR em seu prejuízo. O retrospecto, porém, não representa por si só uma prova de favorecimento, embora as decisões tenham ampliado a pressão sobre a arbitragem antes do confronto com a Inglaterra pela semifinal.

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