quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

PF diz que não tem condições de levar Lula para velório do irmão por causa de Brumadinho

PF diz que não tem condições de levar Lula para velório do irmão por causa de Brumadinho
Foto: Reprodução / Twitter
A Polícia Federal (PF) se manifestou contrariamente ao pedido de liberação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ir ao funeral do irmão do irmão mais velho Genival Inácio da Silva, de 79 anos, conhecido como Vavá. O irmão mais próximo do petista morreu na manhã desta terça-feira (29) vítima de complicações após um câncer  e deve ser velado nesta quarta, às 13h, em São Paulo.

De acordo com o G1, a PF alegou à juíza Carolina Lebbos que, por segurança, o transporte de Lula teria que ser feito por helicóptero, e que no momento todas as aeronaves da corporação estão em Brumadinho, em Minas Gerais, onde na última sexta-feira uma barragem da mineradora Vale se rompeu, deixando mais de  80 vítimas até então (veja aqui). 

A defesa de Lula pediu a liberação com base no artigo 120 da Lei de Execução Penal, que fala que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Otto Alencar quer abertura de CPI para investigar tragédia de Brumadinho

Otto Alencar quer abertura de CPI para investigar tragédia de Brumadinho
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
O senador baiano Otto Alencar (PSD) quer que seja aberta uma Comissão Parlamentar de Inquérito (PSD) para investir a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, que deixou, até o momento, 65 mortos.

Nesta segunda-feira (29), o senador enviou para a diretoria geral da Mesa do Senado o requerimento da criação do colegiado. 

“[O objetivo] é identificar os responsáveis, quais foram as falhas dos órgãos competentes, os autores dos laudos técnicos e tomarmos todas as providências para evitarmos novos acidentes. [A CPI é uma] forma de impedir que a mineração transforme o Brasil um país de lama”, 

Rui confirma Jerônimo na SEC, Leão na SDE e Pinheiro na Seplan; veja novo secretariado

Rui confirma Jerônimo na SEC, Leão na SDE e Pinheiro na Seplan; veja novo secretariado
Foto: Divulgação
O govenador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciou nesta terça-feira (29), durante o programa Papo Correria transmitido no Facebook, as mudanças no secretariado para o seu segundo mandato.

O chefe do Executivo estadual confirmou Jerônimo Rodrigues na Secretaria de Educação (SEC), Walter Pinheiro na Secretaria de Planejamento (Seplan), Lucas Costa, na Secretaria de Agricultura e entre outros. "Não concluímos todas as indicações", afirmou.

Também confirmou a permanência do comandante-geral da Polícia Militar, Anselmo Brandão. Veja lista:

Governo quer ficar só com Petrobras, Caixa e Banco do Brasil, afirma secretário

Governo quer ficar só com Petrobras, Caixa e Banco do Brasil, afirma secretário
Foto: Luiz Prado / Agência Luz
O secretário especial de Desestatização e Desinvestimento do governo, Salim Mattar, afirmou nesta terça-feira (29) que o governo do presidente Jair Bolsonaro quer deixar apenas Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Petrobras de fora do rol de privatizações.

A gestão de Bolsonaro já havia anunciado que as três estatais estão fora do radar das privatizações. Mesmo assim, elas deverão ter o tamanho reduzido. "Eu tenho um panorama geral. As estatais brasileiras, Petrobras, Banco do Brasil e Caixa, deverão ao longo desses quatro anos se desfazer dos seus ativos e ficar um pouco mais magras e mais enxutas", disse.

Ainda segundo Mattar, o BNDESPar, braço de participações do BNDES, deverá ter todas as suas fatias em empresas vendidas e, enfim, ser fechado nos próximos quatro anos do governo Bolsonaro.

"Não há razão para o governo ter uma carteira de ações de empresas. Vamos vender essas empresas e abater dívidas. São R$ 110 bilhões em participação. No último governo vocês viram o que foi o BNDES. Essa farra acabou. O BNDES agora é uma instituição de credibilidade que vai financiar as obras necessárias para o país mas de forma mais cuidadosa, profissional e ética", disse Mattar em evento do banco Credit Suisse, em São Paulo.

Segundo ele, o papel do BNDES será financiar infraestrutura e o médio empresário brasileiro que tem dificuldade de buscar recursos. Mattar aproveitou para dizer que a instituição foi "assaltada nos últimos anos", em referência aos governos petistas.

Ele evitou mencionar um cronograma das privatizações, mas disse que a intenção é agilizar processos de privatização de 150 dias para 120 dias. O secretário afirmou também que pretende superar a meta de arrecadação com privatizações fixada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. No Fórum Econômico Mundial, Guedes disse que o governo espera conseguir US$ 20 bilhões em 2019, e que até o fim do mandato de Bolsonaro, a Petrobras deverá ter vendido quase todas as suas subsidiárias.

"Nosso objetivo é superar isso entre 25% e 50% desse valor ainda em 2019. Vamos surpreender o ministro na área das privatizações". Das subsidiárias da Petrobras que se pretende vender, o secretário também não entrou em detalhes. Para ele, a presidência da Petrobras tem mais detalhes e que seu papel é de acompanhamento.

"Ela deverá começar a vender participações ou vender o total de muitas de suas subsidiárias. A tendência é que até final deste governo a Petrobras tenha vendido praticamente todas as suas subsidiárias. O meu sonho nesses quatro anos é tentar influenciar as pessoas dentro do governo", disse.

Ele afirmou ter pedido um levantamento sobre todos os países que possuem estatais de petróleo e avaliar suas rendas per capita para fazer uma comparação com países que não possuem estatais de petróleo.

Mattar quer mostrar que a relação é negativa. "Temos que mostrar efetivamente que esse ufanismo custa caro. Precisamos nos desvencilhar dessas coisas. O estado não tem que ser produtor de petróleo. Ele tem que ser gestor do dinheiro que pertence ao cidadão pagador de impostos", afirmou.

Ele considera ainda exagerada a quantidade de empresas no ramo de seguros e avalia que não faz sentido o estado concorrer com seguradoras. "Nosso estado tem que ter melhores escolas e creches para os mais necessitados e segurança para sair na rua e caminhar a pé, quartos disponíveis em hospitais", disse.

"A dívida nossa agora atingiu R$ 3,8 trilhões. Nós temos de estatais aproximadamente R$ 800 bilhões. De imóveis, nós temos R$ 1 trilhão, mas não dá para vender R$ 1 trilhão de imóveis. Talvez venda R$ 100 bilhões. O fato é que nós temos que reduzir a dívida e na hora que nós reduzimos a dívida sobra mais dinheiro para investir em hospitais e escolas", disse.

Questionado sobre as idas e vindas no processo da Eletrobras, inclusive com sinalização de oposição por parte do presidente Jair Bolsonaro, Mattar justificou que "princípio de governo é sempre assim e as pessoas às vezes não conhecem o tamanho do problema", mas garantiu que o presidente é privatista e acredita que o estado deve ter o menor número possível de empresas, assim como o ministro da Economia Paulo Guedes.

Ele disse que o objetivo do governo é perder o controle acionário da Eletrobras no primeiro momento mas "no segundo momento a gente vê o que pode fazer" com a empresa.

O secretário alterou seu discurso com fortes críticas aos governos petistas que, segundo ele tentaram "conduzir o país a uma anarquia que facilitasse a implantação de um governo forte e ditatorial", repetindo o mesmo tom já utilizado durante a campanha eleitoral de Bolsonaro.

Matar também dirigiu críticas ao PSDB que, para ele, fez um bom governo mas aquém do que deveria, com processo de privatização tímido e errou ao perseguir a reeleição.

"Quando o PSDB resolveu comprar o segundo mandato ele fez um desserviço ao Brasil e aos países limítrofes. Ao postergar o mandato, imediatamente a Bolívia copiou, o Equador copiou, e a Venezuela copiou". Em entrevista a jornalistas após sua apresentação, Mattar não quis comentar sobre as suspeitas em relação às movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro, filho do presidente.

"Eu sou secretário de desestatização e desinvestimento. Eu prefiro que você faça essa pergunta para algum político, Casa Civil e tal. Prefiro não entrar nessa área", afirmou.

Rui Costa pede torcida mista no clássico Ba-Vi deste domingo: 'Isso é que dá emoção'

Rui Costa pede torcida mista no clássico Ba-Vi deste domingo: 'Isso é que dá emoção'
Foto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias
O Governador do Estado da Bahia, Rui Costa (PT), pediu que o clássico Ba-Vi, marcado para o próximo domingo (3), às 16h, na Arena Fonte Nova, pela terceira rodada da Copa do Nordeste, seja realizado com torcida mista. Durante o programa "Papo Correria", nas redes sociais, desta terça-feira (29), ele disse que a presença de torcedores dos dois times no estádio é o ingrediente que dá emoção ao duelo entre os gigantes baianos.

"Desejo que a gente possa ter o Ba-Vi com torcida mista. Fui quando era criança com as duas torcidas. Isso é que dá emoção. A gente tem que exercitar a convivência entre as pessoa. A gente pode ter marido e mulher, cada um torcendo para um time", declarou.

Na última segunda (28), o Ministério Público da Bahia (MP-BA) voltou a recomendar que o Ba-Vi deste domingo seja realizado com torcida única . O clássico baiano passou a ser disputado com a presença da torcida do time mandante a partir de 2017. No jogo do dia 9 de abril daquele ano, que contou com torcedores das duas equipes, houve uma briga entre membros de organizadas do lado de fora da Arena Fonte Nova antes da bola rolar. Além disso, após o apito final, um torcedor do Bahia foi morto e outro foi baleado nos arredores do estádio.

Vitória anuncia desligamento de 42 conselheiros do clube

Vitória anuncia desligamento de 42 conselheiros do clube
Paulo Catharino é presidente do Conselho Deliberativo | Foto: Glauber Guerra/ BN
Em reunião realizada na última segunda-feira (28), no Complexo Barradão, o Conselho Deliberativo do Vitória anunciou a perda do mandato no colegiado rubro-negro de 42 conselheiros. O motivo? A falta de justificativa nas ausências nas reuniões realizadas em ano passado.

Em nota, o Conselho Deliberativo informou que “foi emitida Notificação oportunizando o contraditório e a ampla defesa, para que comprovassem a presença ou o envio da justificativa de forma tempestiva. Findo o prazo estabelecido de 10 dias, não foi verificada a apresentação da comprovação da presença ou da justificativa, o que automaticamente enseja a sanção prevista no Art. 37, II c/c Art. 37, §2º do Estatuto Social do Esporte Clube Vitória, qual seja a perda do mandato de conselheiro”.

Na lista, destaque para o ex-deputado federal Amauri Teixeira (PT) e Ney Campello (PCdoB), ex-titular da Secretaria Especial da Copa e atualmente superintendente na Secretaria Estadual de Educação. Clique e confira a lista completa dos conselheiros expulsos do Conselho Deliberativo do Vitória. 

Discursos de ódio alimentam monstros contra Bolsonaro, Jean Wyllys e contra o Brasil

Discursos de ódio alimentam monstros contra Bolsonaro, Jean Wyllys e contra o Brasil
Foto: Reprodução/ Ag. Câmara
Nesta segunda-feira (28), o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), se submeteu à terceira cirurgia em consequência do atentado de que foi vítima no último mês de setembro, durante a campanha eleitoral. Bolsonaro, que muitas vezes provocou um discurso de ódio, se tornou alvo desse tom e, a cada nova intervenção cirúrgica, é obrigado a conviver com discursos mesquinhos de opositores que torcem contra ele. Um erro grave para a construção do ambiente democrático brasileiro.

A campanha eleitoral de 2018 deveria ter sido encerrada no dia 28 de outubro, data do segundo turno do pleito. No entanto, parcela considerável da população segue em clima divisionista, como se a eleição nunca tivesse sido encerrada. Bolsonaro venceu e é presidente da República pelos próximos quatro anos. Era para ser um ponto final. Não é isso que tem acontecido, até mesmo quando envolve uma questão tão delicada quanto a saúde do atual ocupante do Planalto.

Esse discurso de ódio é incentivado por eleitores e por figuras próximas ao presidente, a exemplo dos filhos que divulgam mensagens abjetas que se aproveitam da retirada da bolsa de colostomia para criar teorias de conspiração com incluem a morte de Bolsonaro. Ao amplificar as vozes que deveriam, nesse caso, ser silentes, a reprodução de mensagens negativas só provoca a continuidade do ambiente de tensão, que gera mais e mais ódio.

Ao tempo em que a família Bolsonaro é vítima desse processo, é também algoz na estratégia discursiva que se arrasta desde o período anterior ao pleito de 2018. Vide as reações à decisão do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) de se afastar do terceiro mandato para o qual foi eleito. Não se esperava preocupação, porém o desdém é de um nível de imaturidade que beira a infantilidade. E até mesmo a lógica de desmentir as referências implícitas, como fez Carlos Bolsonaro, é bem menor do que se espera de alguém que integra o clã do chefe de um Estado.

O caso de Wyllys, inclusive, mostra como estamos em um estado catatônico diante das barbáries que acontecem na política. Por mais que haja discordância do posicionamento do deputado federal – e até mesmo a avaliação de que ele busca holofotes -, minimizar que o parlamentar se sente ameaçado e sugerir a ilação de que ele estaria por trás do atentado sofrido pelo então candidato à presidência é tão absurdo que não há adjetivo para descrever. A dor do outro é menor do que o ódio pelo qual se nutre a divisão entre brasileiros que tornaram a política um eterno embate entre torcidas.

Enquanto se discute quem merece mais rejeição, o Brasil segue bem menor do que deveria. Jean Wyllys não deveria ser desmerecido por renunciar. Bolsonaro não deveria ser alvo de zombarias por estar se submetendo a uma nova intervenção cirúrgica por causa de um desajustado que achou que resolveria a eleição com uma facada. Não deveríamos viver em um estado de ódio.

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...