quinta-feira, 14 de julho de 2022

Aulas são suspensas em escola estadual de Salvador após surto de Covid-19

 

Aulas são suspensas em escola estadual de Salvador após surto de Covid-19
Foto: Reprodução / Google

As aulas na Escola Estadual Professora Armandina Marques, localizado no bairro de Pau da Lima, em Salvador, foram suspensas por uma semana, após um surto da Covid-19.

 

De acordo com informações do G1, os pais dos alunos foram comunicados sobre a suspensão das aulas na sexta-feira (8) através de um informativo. O comunicado também foi colado nos portões da escola. A escola tem cerca de 700 alunos do ensino fundamental, em turnos matutino e vespertino.

 

A Secretaria Estadual de Educação (SEC) não informou quantas pessoas foram infectadas com a Covid-19. Uma fonte da TV Bahia relatou que nove funcionários testaram positivo para a doença.

 

A pasta também não informou se outras escolas passam pelo mesmo surto e o que está sendo feito para combater a doença. A unidade escolar vai passar por uma desinfecção e as aulas retornam na segunda (18).

Lula diz a senadores que vitória em 1º turno é essencial contra golpismo e busca atrair 3ª via

Lula diz a senadores que vitória em 1º turno é essencial contra golpismo e busca atrair 3ª via
Foto: Pedro Contijo / Agência Senado

No almoço com parlamentares aliados e com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (13) ser essencial haver uma vitória sua já no primeiro turno para que não prosperem ameaças de ruptura democrática estimuladas por Jair Bolsonaro (PL) e aliados.
 

Para isso, segundo relatos de pessoas que participaram da conversa, Lula afirmou que ele e o PT estão em busca do apoio formal no primeiro turno de quase toda a chamada terceira via --não só do PSD de Gilberto Kassab e do MDB de Simone Tebet, mas também da União Brasil de Luciano Bivar.
 

Lula esteve nesta terça (12) e quarta em Brasília e participou de diversos encontros políticos, sendo o principal um almoço com Pacheco e parlamentares aliados, na residência oficial da presidência do Senado.
 

A avaliação de Lula a senadores ocorreu após o almoço, em uma roda de conversa em que estavam presentes, além de Pacheco, os senadores Humberto Costa (PT-PE), Jean Paul Prates (PT-RN), Paulo Rocha (PT-PA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alexandre Silveira (PSD-MG), além do deputado federal Reginaldo Lopes (MG), líder da bancada do PT na Câmara.
 

A reportagem obteve o relato da fala de Lula com três dos participantes dessa conversa. Segundo todos eles, o ex-presidente afirmou ter certeza de que obterá o apoio de MDB --sob o argumento de que o PT cedeu ao partido em dez arranjos políticos estaduais sem pedir nada em troca-- e que tem mantido pontes com Bivar, que, segundo ele, "odeia" Bolsonaro.
 

A União Brasil é fruto da fusão do DEM, adversário histórico do PT, e do PSL, nanico que abrigou a eleição de Bolsonaro em 2018. Lula teria sublinhado aos participantes da conversa que, no sentido de evitar arestas com os adversários históricos, não falou uma palavra crítica em relação a ACM Neto, ex-DEM e secretário-geral da União, na visita recente que fez à Bahia.
 

O MDB tenta emplacar a candidatura de Tebet, mas está rachado internamente e é alvo de ofensiva do PT.
 

Na última pesquisa do Datafolha, de 22 e 23 de junho, Lula tinha 53% dos votos válidos. Para ganhar no primeiro turno, é necessário que o candidato some 50% dos votos válidos mais um.
 

Nessa pesquisa Tebet teve 1% das intenções de voto. Bivar não chegou a pontuar. O cálculo político do PT, porém, parte de duas lógicas. MDB e União Brasil terão razoável tempo de propaganda eleitoral na TV e rádio, o que tende a ampliar a fatia de votos de eventuais candidatos, seja quais forem.
 

Embora não tenha sido citado no almoço, o PT também tenta obter o apoio do Avante de André Janones, que teve 2% das intenções de voto no último Datafolha.
 

O PT também pressiona, por meio das bancadas na Câmara e no Senado, uma adesão de Ciro Gomes (PDT), mas o candidato e a cúpula do partido descartam desistência.
 

Estava também no almoço desta quarta o pré-candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), ex-tucano que representa o principal símbolo da movimentação de Lula no sentido de ampliar o seu arco de alianças para além da esquerda tradicional.
 

Ainda de acordo com relato dos parlamentares que participaram da conversa com Lula, o petista disse que em um cenário normal ele até preferiria uma disputa com dois turnos, o que permite aos dois candidatos da reta final mais oportunidades de debate e de discussão de seus programas. Dessa vez, porém, uma vitória no primeiro turno seria crucial.
 

A possibilidade de ameaça de ruptura democrática foi o tema central do almoço em si.
 

O objetivo formal do encontro foi obter de Pacheco uma garantia política de que ele se colocará na linha de frente da defesa de que as eleições serão realizadas sem percalços e que os eleitos serão empossados.
 

Bolsonaro tem feito reiterados ataques golpistas contra o sistema eleitoral e já deixou claro, assim como aliados, que pode questionar resultado que não seja a sua vitória.
 

"Nós todos saímos daqui com a garantia de que o presidente do Congresso Nacional, que, como nós temos dito, é a última ratio [último recurso] de defesa da democracia, dará posse aos eleitos no dia 1° de janeiro", afirmou o líder da oposição no Senado, Randolfe Rodrigues.
 

Lula manifestou a Pacheco ter absoluta confiança de que o presidente do Senado é a pessoa ideal para conter eventuais avanços golpistas e garantir a normalidade democrática e cumprimento sem ressalvas do resultado eleitoral
 

Pacheco prometeu que o Congresso Nacional atuará para garantir o respeito ao resultado, disseram senadores, segundo quem o senador afirmou que, na condição de presidente do Congresso, vai reagir diante de qualquer tentativa de ruptura democrática e que vai garantir a posse do ganhador das eleições de outubro.
 

A posição de Pacheco tem, desde muito, destoado da do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), aliado de Bolsonaro e ativo apoiador da reeleição do presidente.
 

Lira foi alvo de críticas de Lula na roda em que falou da necessidade de sua vitória sem necessidade de uma segunda etapa. O petista teria dito que nunca viu um presidente da Câmara com tanto poder nem mesmo na época de Ulysses Guimarães, que comandou o Congresso Constituinte após a ditadura militar.
 

Para o petista, Lira teria o objetivo de "acabar" com a oposição.
 

Lira tem grande influência no Congresso e no governo por meio do controle da distribuição entre os parlamentares das bilionárias emendas orçamentárias da rubrica RP-9.
 

Segundo o ex-ministro Aloizio Mercadante, que esteve no almoço, Lula afirmou que Bolsonaro e os filhos dele foram eleitos pelas urnas eletrônicas e é importante que o Senado se posicione diante dos ataques ao sistema eleitoral e dialogue com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para fortalecer a corte.
 

Lula, relatou Mercadante, afirmou que o presidente busca repetir no Brasil o roteiro do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump --que está sendo investigado por insuflar a invasão do congresso americano, o Capitólio, após a derrota para Joe Biden.
 

"Nós não podemos aceitar. Esse foi o diálogo, foi muito importante. O Senado é uma instituição democrática, o presidente Rodrigo Pacheco disse que está totalmente comprometido, que é um valor inegociável da democracia o resultado dos votos", disse Mercadante.

Simaria para de seguir perfis de Simone e da dupla no Instagram

 

Simaria para de seguir perfis de Simone e da dupla no Instagram
Foto: Divulgação

Afastada dos palcos desde junho para tratar da saúde (veja aqui), Simaria parou de seguir a irmã Simone e o perfil oficial da dupla no Instagram. 

 

Fãs das sertanejas notaram na noite desta quarta-feira (13) que Simone já não aparece entre os perfis que Simaria segue. 

 

No mês passado, o relacionamento entre as cantoras foi exposto após uma briga nos bastidores do Programa do Ratinho e uma entrevista onde Simaria revelou se sentir controlada pela irmã (lembre aqui e aqui)

terça-feira, 12 de julho de 2022

Pacheco cobra tanto Bolsonaro quanto Lula por repúdio à violência

 

Pacheco cobra tanto Bolsonaro quanto Lula por repúdio à violência
Foto: Reprodução / Senadoleg

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), cobrou nesta segunda-feira (11) que o presidente Jair Bolsonaro (PL) e seu principal adversário nas eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (PT) tenham responsabilidade com suas bases e que repudiem a violência política no país.
 

Pacheco falou antes do início de uma sessão do Congresso para votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Ele foi questionado sobre ataques com motivação política, após a morte de um militante petista por um policial penal bolsonarista em Foz do Iguaçu (PR).
 

O presidente do Senado qualificou as cenas de "repugnantes, chocantes, expressão pura, infelizmente, do momento político de muito ódio, de muita intolerância". "As pessoas estão se matando, matando umas as outras por motivo ideológico, motivo político", disse.
 

A seguir, ele falou sobre a responsabilidade dos líderes políticos. "Especialmente daqueles que disputam a eleição e que têm debaixo de si uma grande militância política, uma aceitação e adeptos no Brasil todo. E me refiro ao presidente Bolsonaro e ao presidente Lula", disse.
 

Antes de chegar à Presidência, Bolsonaro era um dos políticos que insuflavam o antipetismo. Ele já chegou a usar termos como "fuzilar a petralhada" —fato que foi lembrado por eleitores em meio à repercussão do caso em Foz do Iguaçu.
 

Em sua primeira manifestação sobre o caso, Bolsonaro disse que dispensa o "apoio de quem pratica violência contra opositores", mas, no mesmo pronunciamento, atacou a esquerda.
 

Lula, por sua vez, foi criticado por bolsonaristas nas redes sociais após agradecer ao ex-vereador Manoel Eduardo Marinho, conhecido como Maninho do PT, em seu discurso em ato com apoiadores em Diadema. Maninho é réu junto com o filho sob a acusação de tentativa de homicídio qualificado contra o empresário Carlos Alberto Bettoni, empurrado na rua em 2018.
 

O presidente do Senado, por outro lado, disse que não seria "irresponsável" de apontar que os discursos dos líderes estejam influenciando atos de violência nesse período pré-eleitoral.
 

Pacheco, em suas declarações, disse ser responsabilidade deles "provocar um pouco de paz no país" e permitir que se faça uma eleição com discussão de ideias e de propostas. "Essa responsabilidade dos líderes políticos, especialmente esses mais expressivos, é fundamental para o país e é algo que a sociedade espera muito."
 

O senador afirmou ainda ter "absoluta certeza" de que os dois políticos repudiam esses atos de violência. "Ninguém em sã consciência seria capaz de aplaudir um ato desta natureza", ressaltou. "O que invoco de fato é que líderes políticos dessa importância, especialmente dos candidatos que têm grande aceitação popular, precisam ter um discurso de proposta, de ideias, de menos confronto e menos exposição do outro."
 

O presidente do Senado lembrou que os dois pré-candidatos têm quase 80% das intenções de voto. "A responsabilidade deles é muito grande, de ter responsabilidade na fala, na forma de conduzir, não adiantar jogar a culpa um para os outros. Não é o caso. Eles têm de repudiar qualquer ato de violência, seja praticado por um lado, seja praticado pelo outro." Para ele, as campanhas precisam, sim, reforçar a segurança.
 

Pacheco defendeu que arbitrariedade não vence eleições, e sim convencimento, diálogo, discussão, "até as vezes de algum acirramento." "Mas não se pode levar para essa cultura de ódio, a ponto de chegar em um ponto tão violento como foi esse acontecimento de Foz do Iguaçu."
 

Pacheco citou também a responsabilidade das forças de segurança de não menosprezar ameaças a autoridades públicas. "É preciso ter uma atuação muito presente para poder combater esse mal na raiz."
 

Segundo o presidente do Senado, o projeto que o senador Alexandre Silveira (PSD-MG) deve apresentar para aumentar a pena de homicídio por intolerância política vai receber a devida atenção da Casa. "Mas isso não recupera o que já se perdeu até aqui desse acirramento, a ponto de se ter violência no Brasil."

Candidato do PT em Mulungu do Morro anuncia apoio à pré-candidatura de ACM Neto

 

Candidato do PT em Mulungu do Morro anuncia apoio à pré-candidatura de ACM Neto
Foto: Divulgação

O ex-prefeito de Salvador recebeu mais um importante apoio político. Nesta segunda-feira (11), ACM Neto (União) recebeu o apoio de Acácio dos Santos, que disputou as eleições para prefeito pelo PT em Mulungu do Morro em 2020, e foi derrotado por apenas 31 votos.

 

“De todos os candidatos, ACM Neto é o único que tem capacidade para tirar a Bahia da crise econômica e devolver ao nosso estado o protagonismo que foi perdido nos últimos anos”, afirmou Acácio dos Santos. 

 

O deputado federal Cacá Leão, pré-candidato ao Senado, também recebeu o apoio de Acácio. “O que ACM Neto fez na Prefeitura de Salvador é o cartão de visita do que fará no governo da Bahia. Todos os políticos da Bahia sabem da transformação que ele fez na capital em oito anos”, afirmou o ex-candidato à Prefeitura de Mulungu do Morro.

 

Em seu escritório político, Neto agradeceu o apoio de Acácio e se comprometeu a trabalhar por todos os 417 municípios da Bahia. “Não podemos aceitar que a Bahia tenha a pior educação do Brasil e seja o estado mais violento do país. Esse triste legado que o PT deixa depois de 16 anos vai desaparecer se eu tiver a oportunidade de ser governador”, afirmou Neto.

PCdoB espera que PT volte atrás na indicação para a suplência de Otto ao Senado

 

PCdoB espera que PT volte atrás na indicação para a suplência de Otto ao Senado
Foto: Paulo Victor / Bahia Notícias

Caiu como uma bomba no PCdoB o anúncio feito no último domingo (10) sobre a definição da suplência de Otto Alencar (PSD) ao Senado. O ex-prefeito de Ibotirama, Terence Lessa (PT), foi o nome escolhido para ocupar a vaga. A escolha do petista foi anunciada na manhã de domingo (10) em Jacobina, durante a plenária do Plano de Governo Participativo (PGP) do Piemonte da Diamantina (veja mais).

 

Em conversa com o Bahia Notícias, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, não escondeu sua insatisfação com a escolha. Segundo o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), todo o partido foi pego de surpresa. “Soubemos pelo Whats App”, garantiu ao BN.

 

“Está havendo muito atropelamento neste processo, espero que seja repensado. Já tem lugar na chapa e ainda querem a suplência”, reclamou o comunista. Davidson ainda informou que uma reunião entre os partidos aliados para definir as estratégias da campanha está marcada para acontecer nesta terça-feira (12). Embora a pauta seja outra, os questionamentos sobre a suplência podem tomar conta do encontro.

 

Poucas horas depois do anúncio feito pelos petistas, o PCdoB emitiu nota em seu site se posicionando contra a indicação (saiba mais). No comunicado, a legenda negou que tenha havido algum tipo de consenso na escolha e criticou duramente o processo. Junto com outras siglas da base, o partido pleiteava a indicação para a vaga através do líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador Augusto Vasconcelos.

 

O Partido Verde também fez questão de mostrar sua reprovação. Recém-chegado na base governista por força da federação PV-PT-PCdoB, os verdes, por meio do presidente estadual Ivanilson Gomes, pontuaram que o PT “definiu de forma unilateral e solitária sua chapa, demonstrando ausência de espírito colaborativo e democrático” (reveja aqui).

 

O PV saiu de sua convenção com o indicativo de Gomes para a suplência, mas alterou a indicação para o ex-deputado federal e forrozeiro Edigar Mão Branca.

Centrão reage no Congresso para manter obrigatoriedade de emendas de relator

 

Centrão reage no Congresso para manter obrigatoriedade de emendas de relator
Foto: Câmara dos Deputados / Divulgação

A sessão do Congresso para votar a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) foi suspensa nesta segunda-feira (11) por falta de acordo sobre a obrigatoriedade de pagamento de emendas de relator, em meio a pressão de partidos do centro e do centrão para manter o dispositivo no texto.
 

Durante a sessão, o relator, senador Marcos Do Val (Podemos-ES), anunciou que suprimiria o dispositivo. Parlamentares apontam nos bastidores que a retirada do item é resultado de uma articulação capitaneada pelo presidente do Senado.
 

A decisão gerou reação de congressistas, que pediram mais tempo para negociar a mudança.
 

Sem acordo, a reunião foi suspensa. A previsão é que seja retomada na manhã desta terça-feira (12). O adiamento da sessão ameaça o cronograma de votação da PEC bilionária que amplia os benefícios sociais, uma aposta do governo Jair Bolsonaro (PL) para fortalecer a sua campanha à reeleição.
 

A pressão para manter o dispositivo vem de partidos como União Brasil e de legendas do centrão, como Republicanos. O presidente da CMO (Comissão Mista de Orçamento) , Celso Sabino (União-PA), foi um dos que pediu mais prazo para que os congressistas analisassem a mudança.
 

O dispositivo que Marcos do Val decidiu eliminar determina a obrigatoriedade de execução das programações incluídas ou acrescidas por emendas de relator. A retirada havia sido confirmada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), mais cedo.
 

A LDO tinha sido aprovada na CMO (Comissão Mista de Orçamento) em 29 de junho com o mecanismo que muda as regras para tornar a liberação das emendas de relator uma obrigatoriedade para o governo federal em 2023.
 

O artigo agora suprimido, que impõe a execução dessas emendas, tem apoio de líderes do centrão e tinha sido formulado diante do cenário de favoritismo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial.
 

"O parecer do senador Marcos do Val, que é o relator da LDO, suprimiu a questão da impositividade em relação às emendas de relator, mantém os demais critérios que haviam sido submetidos para a Comissão Mista do Orçamento", disse Rodrigo Pacheco.
 

Ele afirmou ainda que o momento "era inoportuno" para a criação dessa novidade no Orçamento.
 

Por causa da possibilidade de supressão, parlamentares começaram a pedir a votação de outros temas antes da LDO, como a análise de vetos da Presidência da República.
 

"Caso haja alteração no texto que está disponível, o União Brasil gostaria da reabertura do prazo para a apresentação de destaques", disse o deputado Celso Sabino.
 

O deputado Kim Kataguiri (União-SP) também afirmou que, conforme o regimento, não havia a possibilidade de a presidência mudar a ordem de votação, exceto por unanimidade. "Então questiono se haverá votação da inversão de pauta, porque a pauta divulgada pela presidência coloca outros itens antes da LDO", disse.
 

Ele afirmou que "permitir que o relator mude o texto sem abrir novo prazo para que os parlamentares leiam e apresentem destaques é atropelar o processo legislativo".
 

Umas das possibilidades levantadas durante a sessão foi incluir critérios de distribuição dos recursos para torná-los mais transparentes, conforme defendido pelo deputado Marcelo Ramos (PSD-AM).
 

"O menor problema é a transparência, senador [Pacheco]. O maior problema é a falta de critério de distribuição. Vamos definir no relatório que as emendas de RP 9 terão os mesmos critérios de distribuição que as emendas individuais e as de bancada, e aí, sim, definirem impositividade", disse. "Agora, definirem impositividade numa emenda que é decidida de forma unilateral, não pelo relator, mas pelo presidente da Casa —pelo menos é assim na Câmara— aí não é uma atitude republicana, não é um padrão republicano."
 

Pacheco foi questionado sobre a possibilidade em entrevista concedida após a suspensão da sessão. "É um grande desafio estabelecer todos esses critérios para que não haja dúvida em relação à participação isonômica dos parlamentares em relação a todas essas questões orçamentárias e emendas individuais, emendas de bancadas, emendas de comissão, emendas de relator", disse.
 

Segundo o presidente, o relator da LOA (Lei Orçamentária Anual), senador Marcelo Castro (MDB-PI), terá autonomia para estabelecer os critérios, mas o trabalho é de longo prazo e que exige que se ouçam os prefeitos e governadores.
 

"Todo mundo tem que participar dessa discussão e, a partir do momento que houver essa compreensão, que a participação do legislativo na formação do orçamento é algo positivo para o país, aí sim se pode pensar no futuro em impositividade de todas essas emendas."
 

Lula é crítico das emendas de relator, que sustentam as negociações políticas no governo do presidente Jair Bolsonaro (PL).
 

Os cálculos preliminares indicam que, no próximo ano, esses recursos devem somar cerca de R$ 19 bilhões no Orçamento. Esse valor, no entanto, só deve ser definido no projeto de Orçamento, a ser discutido no segundo semestre.
 

As emendas parlamentares são usadas por deputados e senadores para destinar dinheiro do Orçamento federal para obras e projetos em suas bases políticas.
 

As emendas de relator não são, hoje, consideradas impositivas. Essa característica, que transforma o uso dos recursos em uma exigência, é aplicada atualmente às emendas individuais e de bancada.

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