terça-feira, 13 de setembro de 2022

Enderson aponta desgaste físico para fazer mudanças: 'Não tinha outra escolha'

 

Enderson aponta desgaste físico para fazer mudanças: 'Não tinha outra escolha'
Foto: Divulgação / EC Bahia

Após a derrota do Bahia para o Sport por 1 a 0, o técnico Enderson Moreira deu as suas explicações para mais um resultado negativo do Esquadrão fora de casa nesta Série B. A começar pelas mudanças no time titular, o comandante tricolor citou o desgaste físico de alguns jogadores.

 

"A gente fez uma escolha em cima do desgaste que teve em Criciúma. Chegou em um ponto que a gente não tinha outra escolha, precisava fazer mudanças. Criamos oportunidades no primeiro tempo. Não tem que lamentar. A gente tem que fazer escolhas", explicou.

 

Enderson apontou a oscilação do nível do time ao longo da partida e lamentou o revés. Ele também apontou o foco para o jogo ontra o Operário, marcado para o próximo dia 24 de setembro, na Arena Fonte Nova.

 

"Tivemos momentos bons, não tão bons assim. Dói essa derrota, uma clássico. Era muito importante não perdo der hoje. Mas nós temos agora que nos preparar para enfrentar o Operário. Sei que o torcedor está ansioso para que isso aconteça. Mas o campeonato mostra que vai ser difícil nessa reta final. Que a gente possa recuperar bem e se preparar", indicou.

 

Essa foi a sexta partida seguida do Bahia sem vencer como visitante. Com o desempenho fora sendo muito questionado, Enderson analisou que o time precisa ser mais eficiente em termos ofensivos e destacou a busca por evolução.

 

"Não acho que a gente fez o melhor dos nossos jogos. A gente cita sempre o jogo contra o Athletico fora de casa, que hoje está na final da Libertadores, a gente conseguiu jogar muito bem lá. O Guarani foi um jogo muito parecido, igual ao Brusque. A gente foi mais eficiente do que teve construção maravilhosa. O que nos faltou nestes jogos fora de casa foi eficiência, porque chance a gente teve. De dar o último passe, rolar uma bola para o companheiro ficar na cara do gol e finalizar. O que nos faltou foi aproveitamento dessa eficiência. Não é que a gente tenha feito jogos terríveis, nem jogos maravilhosos. Muita consciência disso. A gente poderia ter jogado muito melhor, como poderia ter jogado muito pior. Mas a gente vai continuar buscando neste sentido", destacou.

 

Com 51 pontos, o Bahia está na segunda posição, podendo ser ultrapassado pelo Grêmio e vendo a vantagem para o quinto colocado diminuir.

Lula volta a comparar Bolsonaro a Hitler e culpa Aécio por animosidade no Brasil

 

Lula volta a comparar Bolsonaro a Hitler e culpa Aécio por animosidade no Brasil
Foto: Reprodução / CNN

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comparar o presidente Jair Bolsonaro (PL) ao nazista Adolf Hitler e afirmou que o deputado federal Aécio Neves (PSDB) é responsável pelo "clima de animosidade" do Brasil por não ter aceitado o resultado das eleições presidenciais de 2014 contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT).
 

"O Aécio afrontou a vitória da Dilma, entrou com recurso na Justiça e é responsável pelo clima de animosidade que está criado hoje nesse país. Numa eleição, você disputa, você perde ou você ganha", afirmou Lula.
 

O petista participou de sabatina da CNN Brasil na noite desta segunda-feira (12). A conversa foi conduzida pelo jornalista William Waack.
 

Lula afirmou ainda que o clima no Brasil mudou após o impeachment de Dilma, referindo-se a ele como "golpe", e que, até então, o Brasil vivia "em normalidade".
 

"Não tinha dificuldade de relacionamento com os partidos políticos. O Fernando Henrique Cardoso não teve, o Sarney não teve. Isso começou depois de 2014, 2015, quando o Aécio não aceitou os resultados das eleições e instigou que o Eduardo Cunha se comportasse do jeito que se comportou", continuou Lula.
 

Em seguida, o ex-presidente afirmou que vários fatores contribuíram para que o Brasil entrasse nesse "clima de nervosismo", sendo uma delas a negação da política, e comparou o atual chefe do Executivo a Hitler e Mussolini.
 

"A destruição da política permitiu que surgisse um Bolsonaro como permitiu que surgisse na Alemanha um Hitler, como permitiu que surgisse na Itália um Mussolini. Toda vez que você nega a política, o que vem depois dela é muito pior."
 

Na sabatina, Lula também voltou a afirmar que há uma "certa anormalidade" no país na atuação dos Poderes. Ele afirmou que, às vezes, o Judiciário "se comporta fazendo política" e que para voltar a normalidade é preciso que cada Poder volte a cumprir com a sua função. "Governo governa, Legislativo legisla e o Judiciário tem o papel de ser o garantidor da Constituição."
 

Ele disse que é preciso seguir acreditando na Justiça e que não se arrependeu de nenhuma indicação que ele fez ao Supremo Tribunal Federal durante os seus mandatos. "Nunca indiquei para depender de favor. Indiquei por currículo e competência", disse.

Candidaturas negras batem recorde, mas são as que menos recebem recursos dos partidos

 

Candidaturas negras batem recorde, mas são as que menos recebem recursos dos partidos
Foto: Divulgação

O percentual de candidatos negros (ou seja, a soma de pretos e pardos) nas eleições gerais de 2022 é o maior desde 2014, quando começou a autodeclaração de raça, de acordo com dados que constam no registro de candidaturas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a disputa de 2022, 49,49% dos candidatos se declararam negros. Em 2018, foram 46,5% e, em 2014, foram 44,24%.

 

No entanto, os recursos não são distribuídos na mesma proporção. De modo geral, os dados de prestação de contas do TSE mostram que os candidatos negros receberam, até o momento, pouco mais de 25% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha.

 

Segundo o TSE, quando se observam os dados segmentados de acordo com o partido, há diferenças significativas, em especial nas candidaturas proporcionais. Em Sergipe, por exemplo, o União Brasil direcionou mais de 90% dos recursos para candidaturas brancas, com mais de R$ 5,7 milhões. Enquanto a candidata Yandra de André, branca e filha do presidente regional do partido, recebeu R$ 1,5 milhão, o candidato Jota Jota do Ronda da Notícia, negro, teve acesso apenas a R$ 150 mil.

 

Com os partidos de esquerda o cenário não foi diferente. O Partido dos Trabalhadores (PT), do ex-presidente Lula, direcionou pouco mais de 64% dos recursos do Fundo Eleitoral para candidaturas brancas. Em quase todas as Unidades Federativas, o partido privilegiou candidatos brancos com mais recursos. A única exceção foi a Bahia, onde 75% dos recursos foram para os negros.

 

O TSE já recebeu os critérios fixados pelas comissões executivas nacionais das agremiações para a distribuição entre os respectivos candidatos.

 

Segundo o Tribunal, as agremiações são livres para arbitrar os critérios que adotarão para distribuir os recursos entre os candidatos. Contudo, elas não podem deixar de atender às determinações da legislação eleitoral sobre a destinação de, pelo menos, 30% dos recursos para candidaturas femininas e a observância da proporcionalidade de candidatas e candidatos autodeclarados negros.

domingo, 11 de setembro de 2022

Técnico do Vitória, João Burse elogia Dalton e valoriza empate com o ABC

 

Técnico do Vitória, João Burse elogia Dalton e valoriza empate com o ABC
Foto: Enaldo Pinto/ Ag. Haack/ Bahia Notícias

O Vitória ficou no empate sem gols diante do ABC, neste sábado (10), no Frasqueirão, em Natal (RN), válido pela quarta rodada da segunda fase da Série C. O técnico João Burse elogiou o goleiro Dalton, valorizou o resultado e já foca no Figueirense, próximo adversário do time rubro-negro.

 

“Antes de mais nada falar do profissional que trabalha com o Dalton, o Ferreira. Incansável, trabalhador, sempre nos detalhes preparando os goleiros. Dalton é fantástico, estamos muito felizes com o que ele tem feito. Feliz pelo jogo do Dalton e entrega dos atletas”, disse o comandante rubro-negro.  “Lógico que a gente queria ganhar o jogo, mas vamos valorizar o empate e vamos buscar vencer o Figueirense com o apoio do torcedor”, completou.

 

João Burse ainda fez uma análise da partida.  “Fizemos um bom primeiro tempo, tudo que planejamos aconteceu. Botamos o Léo [Gomes] numa linha de cinco, a gente sabia que eles tinham essa situação de beirada. Por isso da linha de cinco, fechar as beiradas. Funcionou o 5-4-1, saída com três, com o próprio Sanchez”, avaliou.

 

O duelo contra o Figueirense acontece no próximo domingo (18), às 16h, no Barradão.

Reforma no teto de gastos é meta de todos os presidenciáveis

 

Reforma no teto de gastos é meta de todos os presidenciáveis
Foto: Montagem

Não importa quem vença a eleição presidencial, a regra do teto de gastos (que impede as despesas federais de crescerem além da inflação) dificilmente será a mesma a partir de 2023.
 

Os quatro candidatos à Presidência com melhor desempenho nas pesquisas eleitorais avaliam mudanças na estrutura que rege o gasto público. A leitura geral é que o teto, como foi criado, já não existe.
 

Um de seus pais, o economista Marcos Mendes, colunista do jornal Folha de S.Paulo, avalia que a norma foi eficiente para deter a pressão por gastos no curto prazo. Quando apareceu alguma demanda inusitada por recursos, foi possível justificar que ela não cabia no teto. No entanto, a regra não resistiu às mudanças nas relações de poder.
 

Na avaliação de Mendes, houve, nos últimos quatro anos, uma forte deterioração das condições políticas que determinam o gasto público --com o Congresso ganhando poder em detrimento do Executivo e aprovando aumentos de gastos sem estabelecer fontes de receitas, por exemplo.
 

Para piorar, diz ele, o presidente Jair Bolsonaro (PL) virou sócio do expansionismo fiscal, fragilizando quem quer segurar as despesas no governo. Um exemplo disso foi aprovação, a toque de caixa, da PEC (proposta de emenda à Constituição) que abriu espaço para elevar o Auxílio Brasil e conceder outros benefícios em plena campanha à reeleição.
 

Nesse aspecto, o teto deixou de ser um instrumento de ancoragem das expectativas de médio e longo prazo e, segundo Mendes, nenhuma outra regra de gasto sobreviverá muito tempo nesse ambiente.
 

"Fica muito difícil controlar gastos se não mudar isso. No regime presidencialista, quem tem poder sobre o Orçamento é o Executivo, e ponto final. Não há no mundo um Congresso que possa incluir tantas emendas e mexer com tal nível de detalhamento em um Orçamento como o nosso. Não se vê isso nem em países parlamentaristas."
 

O economista Edmar Bacha, um dos pais do Plano Real, e que atua na campanha da candidata a presidente Simone Tebet (MDB), identifica outro desafio relacionado aos limites do Orçamento. Ele se declara "horrorizado" com o conteúdo do PLOA (Projeto de Lei Orçamentária Anual) de 2023.
 

Nas contas dele, o déficit primário deve ser de pelo menos 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2023, o que representa um resultado de quase R$ 200 bilhões no vermelho.
 

Descontado o período da pandemia, que levou o déficit primário a 10% em 2020, a última vez que se viu um déficit desse tamanho foi em 2015 e 2016, respectivamente de 2% e de 2,6%.
 

"Na proposta orçamentária, falam que vão manter o Auxílio Brasil em R$ 600, mas colocam na conta previsão para R$ 400. Falam que vão reajustar a tabela do Imposto de Renda, mas também não tem recurso previsto para isso. Fazem uma compressão das despesas não obrigatórias que é irrealista --simplesmente, metade do que gastaram neste ano", diz Bacha. "Não dá para o governo funcionar com a previsão de dinheiro que está lá. Será preciso retirá-la do Congresso e refazê-la até 31 dezembro."
 

O líder nas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi o primeiro a deixar claro que vai abolir o teto de gastos, considerado muito restritivo especialmente para a política social.
 

"Vamos tirar o teto que está aí e construir um novo arcabouço fiscal", diz o economista Guilherme Mello, um dos responsáveis pelo programa de governo do PT. "Apresentamos as diretrizes no programa, mas a nova regra para o fiscal terá de ser negociada porque toda mudança depende de uma PEC e de um debate maior com a sociedade e o Congresso."
 

O programa de governo de Lula também trabalha com a perspectiva de revisão de limites da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece regras para o planejamento, o controle, a transparência do gasto público) e da chamada Regra de Ouro (que proíbe endividamento para pagar despesas correntes, como salários e aposentadorias).
 

Nas discussões internas há quem defenda uma meta de crescimento real para o gasto primário, deixando o resultado primário flutuar dentro de certo intervalo --em um funcionamento similar ao das metas de inflação. Já se discutiu também metas específicas para crescimento do gasto com investimento, com saúde, com educação, com folha de pagamentos, entre outros itens.
 

Existe também quem considere estabelecer a possibilidade de abatimento de algumas despesas da meta de resultado primário (conta de receitas menos despesas que o governo deve perseguir anualmente), como foi no período petista com os investimentos do PAC (Plano de Aceleração de Crescimento).
 

Existe um certo consenso de que, seja qual for a regra de curto prazo, é recomendável que ela considere cenários de longo prazo para evolução da dívida líquida e bruta.
 

O economista Nelson Barbosa, colunista da Folha de S.Paulo e ex-ministro da Fazenda e do Planejamento, não faz parte dos grupos que elaboram o programa, mas está entre os petistas que defendem a necessidade haver alguma regra para controle de gastos.
 

"Previsibilidade, transparência e eficiência recomendam metas de crescimento do gasto", diz Barbosa. "Sinalizar a evolução do gasto, mesmo que seja para aumentá-lo, evita corrida por criação de receitas, estimula o debate sobre eficiência da alocação dos recursos públicos e evita política fiscal pró-cíclica, que acaba desestabilizando em vez de estabilizar a economia."
 

Na gestão bolsonarista, não se fala em desistir do teto, mas o próprio Bolsonaro já deu entrevista dizendo que a regra pode ser alterada em um eventual segundo mandato. O ministro Paulo Guedes também já declarou que a regra atual tem imperfeições e é preciso aprimorá-la.
 

Um exemplo recorrente de problema citado por Guedes é o caso da cessão onerosa. A União entendeu que teria de transferir parte dos ganhos a Estados e municípios. Apesar de ser uma transferência pontual, era vetada pelo teto. Foi feita, então, a primeira alteração na regra, por meio de uma PEC.
 

No final de agosto, o Tesouro Nacional anunciou que já colocou em discussão um novo modelo de controle dos gastos considerado mais flexível, conforme detalhou a Folha. A despesa poderia crescer mais a depender do nível de endividamento e do PIB.
 

O crescimento do gasto poderia superar a inflação quando a dívida estivesse abaixo de determinado patamar desde que o percentual acima do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ficasse abaixo do crescimento do PIB.
 

A cúpula do Ministério da Economia fala em um sistema de metas para o endividamento. Não foram apresentados números oficialmente, mas envolvidos nas discussões chegam a mencionar que o objetivo seria aproximar o endividamento brasileiro do patamar de países emergentes --em torno de 60% do PIB. Hoje, a dívida bruta representa 77,6% do PIB.
 

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) é outro presidenciável que fala abertamente em revogar o teto atual. Na manifestação mais recente, na sexta-feira (9), ele mencionou que a revisão da norma beneficiaria a educação.
 

O economista Nelson Marconi, que está na coordenação do programa de governo, diz que está em estudo uma regra de limite para o gasto associada ao PIB.
 

"Da forma como ele está, o teto virou uma obra de ficção", diz Marconi. "Estamos avaliando uma regra que inclua um adicional além da inflação, atrelado ao PIB, mas com caráter contracíclico." Ou seja, que permita elevação de gasto em momentos de retração econômica, especialmente para que o Estado possa ter uma política social eficientes em períodos mais críticos.
 

De certo, até agora, é que o investimento vai ficar fora dessa nova regra de controle de gastos.
 

"Entendemos que investimentos precisam ser excluídos do teto, porque esse gasto tem um efeito multiplicador na economia, ajuda a melhorar a produtividade e reduzir desigualdades sociais", afirma Marconi.
 

As despesas correntes seriam atreladas ao PIB, com crescimento mais limitado. Já os investimentos seriam corrigidos com base na expansão real da arrecadação federal, que proporcionaria uma expansão maior, uma vez que, normalmente, a receita cresce mais do que o PIB.
 

A equipe econômica de Tebet também pretende fazer alterações na regra do teto, mas para resgatá-lo.
 

"A importância do teto no controle da despesa é inegável. A gente viu como ele foi importante para derrubar a taxa de juros de dois para um dígito e para reduzir a inflação", diz economista Elena Landau, coordenadora do programa econômico de Tebet.
 

"A gente precisa deixar bem explícito que qualquer flexibilização de despesa precisa estar vinculado a ganhos com reformas, e não é aquela reforma para o cara dizer que fez porque é liberal, é fiscalista, mas aquela reforma que gera recursos para economia verde, para novas tecnologias, para a recuperação do aprendizado e valorização do professor."
 

No grupo de Tebet, a discussão do teto é um pedaço de um debate maior que vai buscar a reorganização da estrutura orçamentária. Toda e qualquer economia, diz Landau, será canalizada para educação, saúde, ciência e tecnologia, consideradas as bases de um crescimento sustentável de longo prazo.
 

O QUE É O TETO DE GASTOS
 

Regra que limita as despesas do governo federal ao IPCA (índice oficial de inflação) do ano anterior. Inicialmente, aplicava-se o IPCA nos 12 meses encerrados em junho. A regra foi alterada e passou a considerar o IPCA de janeiro a dezembro. Como a proposta orçamentária é enviada antes da divulgação do IPCA oficial do ano, parte do reajuste é uma projeção do IPCA
 

O QUE ESTÁ SOB O TETO
 

Despesas obrigatórias da máquina pública (como salários) e as despesas discricionárias, que podem ser cortadas (como investimentos). Ambas fazem parte da chamada despesa primária (aquela que não considera gastos com juros)
 

O QUE ESTÁ FORA DO TETO
 

Despesas financeiras, como o pagamento de juros da dívida pública, créditos extraordinários (liberados, por exemplo, em situações de calamidade), transferências constitucionais para estados, municípios e Distrito Federal, capitalização de estatais, despesas com eleições da Justiça Eleitoral e complementação de Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica)

Geraldo Jr comenta anulação de atos aprovados na Câmara: 'Surpreso e indignado'

 


Geraldo Jr comenta anulação de atos aprovados na Câmara: 'Surpreso e indignado'
Foto: Bahia Notícias

O presidente da Câmara, Geraldo Júnior, usou seu perfil nas redes sociais para comentar a decisão judicial que anulou todos os atos aprovados na Câmara Municipal de Salvador (CMS) na tarde de sexta-feira (9) pelo magistrado Pedro Godinho. 

 

De acordo com Geraldo, a ação vai prejudicar a população porque todos os atos votados e aprovados serão suspensos e não poderão vigorar, além de ser “um desrespeito à casa e aos vereadores que votaram e aprovaram propostas importantes”. 

 

“Só posso achar que os líderes da União Brasil e seus partícipes, estão brincando com a vida das pessoas, recorrendo de forma abusiva a prestação jurisdicional, levando o judiciário baiano tão respeitado à praticar equívocos”, disse Geraldo.

 

O candidato a vice-governador da Bahia ainda questionou o que será feito com a população que dependia das medidas aprovadas pela CMS.  

 

“Sem dúvida alguma, foi um tiro no pé, pois com essa sentença estão feridos de morte todas as tramitações e o mérito dos projetos já aprovados. Com isso, não apenas os projetos, mas todos os atos que dependem das comissões, todos eles serão suspensos, como faremos com milhares de pais e mães de famílias? Trabalhadoras e trabalhadores que dependem desses reajustes e das ações da Câmara Municipal de Salvador?”, perguntou.

 

“Acho que o ex-prefeito e o atual prefeito da cidade do Salvador não avaliaram os efeitos nefastos que serão sentidos [...] Pergunto aqui como faremos com os agentes de copa? Como faremos com os profissionais da saúde? Como faremos com os professores? Como faremos com os servidores da Câmara Municipal? Como faremos com os agentes da Guarda Civil?”, concluiu Geraldo.

 

 


segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Reconhecimento Facial já ajudou a encontrar 380 foragidos da Justiça na Bahia

 

Reconhecimento Facial já ajudou a encontrar 380 foragidos da Justiça na Bahia
Foto: Alberto Maraux / SSP-BA

Subiu para 380 o número de procurados pela Justiça encontrados com o auxílio do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA). Mais dois criminosos que circulavam por Salvador foram encontrados na tarde e noite do sábado (20), segundo informações da pasta.

 

Equipes do Centro Integrado de Comunicações (Cicom) receberam o primeiro alerta as 13h46, que revelou 95% de similaridade após um suspeito procurado por tráfico de drogas passar por um dos pontos monitorados pela ferramenta.

 

Policiais da 1ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM/Pernambués) deram apoio na abordagem e, após a confirmação dos documentos pessoais, conduziram o homem, que possuía mandado de prisão expedido pela 1ª Vara Criminal do Júri e Execuções Penais e Infância e Juventude de Riachão do Jacuípe para a sede da Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter).

 

Por volta das 20h30 um novo alerta. Desta vez, um criminoso com mandado de prisão pelo crime de roubo, expedido pela Vara, Júri e Execuções Penais de Lauro de Freitas, que não retornou para a prisão após o benefício da saída temporária, foi flagrado pelas câmeras inteligentes da SSP, após o sistema apontar 90% de semelhança.

 

Rapidamente o Cicom acionou guarnições do Batalhão Especializado em Polícia Turística (BEPTur) que ajudaram a recapturar o suspeito. Ele também foi levado para a Polinter, onde teve o mandado cumprido e será levado novamente ao sistema penitenciário.

Prefeito de Serrinha Cyro apresenta a câmara de vereadores o programa bolsa bebê

                                    Hoje foi entregue à Câmara de Vereadores de #Serrinha o Projeto de Lei nº 09/2026, que cria o Programa B...