terça-feira, 9 de julho de 2024

Petrobras lança primeira encomenda de navios sob Lula 3

                                                                               


A Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de transporte, anunciou nesta segunda-feira (8) a primeira licitação de navios do terceiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que colocou em suas promessas de campanha a retomada da indústria naval brasileira.

 

A empresa vai oferecer ao mercado contrato para a construção de quatro embarcações para transporte de combustíveis. Se o processo for concluído, serão os primeiros navios do tipo construídos no Brasil desde a descoberta do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato.
 

A expectativa da Transpetro é a de que os vencedores da licitação sejam conhecidos em dezembro e que a primeira embarcação seja lançada ao mar para acabamentos finais em junho de 2026. Antes, portanto, da próxima campanha presidencial.
 

Os navios são parte de um programa de renovação da frota batizado de TP25, que trabalha com a meta de contratar 25 navios próprios a um custo estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões. Os primeiros 16 já foram aprovados e os nove restantes ainda estão em análise.
 

A Transpetro espera lançar edital para mais oito ainda em 2024 e para outros quatro no ano seguinte. O presidente da companhia, Sergio Bacci, defendeu que o investimento em uma frota própria reduz a exposição da Petrobras a oscilações nos preços internacionais do frete.
 

A licitação será internacional e sem obrigação de conteúdo local, mas a Transpetro diz que condições de financiamento do FMM (Fundo de Marinha Mercante) e a aplicação de impostos de importação sobre as embarcações podem garantir competitividade à indústria nacional.
 

O FMM, por exemplo, pode oferecer taxas de até 2,3% ao ano para estaleiros que se comprometerem com índices de conteúdo local acima de 65%, explicou o diretor financeiro da empresa, Fernando Mascarenhas.
 

Bacci afirmou que estudos da subsidiária indicam que a construção de navios será mais econômica do que o afretamento das embarcações com outros armadores. "É mais barato construi aqui do que afretar", afirmou.
 

A empresa exibiu um vídeo da presidente da Petrobras, Magda Chambriard, reforçando a defesa de que a encomenda é vantajosa para a estatal. "Essa licitação marca o início do programa de renovação e ampliação da frota. É essencial para o sistema Petrobras", afirmou.
 

Insatisfação do governo com a demora em aprovar obras foi um dos motivos que levou à demissão de Jean Paul Prates do comando da estatal. Nesta segunda, Bacci agradeceu a atenção da nova presidente da Petrobras ao tema.
 

"O projeto já estava maduro, mas a presidente Magda o priorizou", afirmou o presidente da Transpetro, que comandou o conselho do FMM em gestões petistas anteriores.
 

A Transpetro foi responsável por parte relevante do programa de incentivo à indústria naval dos primeiros governos Lula, com um programa chamado Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota), que incentivou a abertura de novos estaleiros no Brasil.
 

Esse programa previa índices de conteúdo nacional nas embarcações e terminou com navios inacabados após o início da Lava Jato, que contou com delação premiada do ex-presidente da empresa, Sergio Machado.
 

O setor cobra do novo governo Lula uma reserva de mercado para estaleiros locais, como a retomada do imposto de importação de navios, zerado no governo Jair Bolsonaro (PL), além de mudanças legais que permitam restringir licitações a empresas brasileiras.
 

"Cada país tem sua própria defesa [para a construção de embarcações]. Estados Unidos, Inglaterra, China, Coreia... O Brasil é o único que não tem defesa nenhuma", argumenta Ariovaldo Rocha, do Sinaval (Sindicato da Indústria de Construção e Reparação Naval e Offshore).
 

Medidas para incentivar essa indústria têm sido debatidas por grupos de trabalho coordenados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), mas a demora é criticada por sindicatos de trabalhadores no setor.
 

Atualmente, estaleiros especializados em módulos para plataformas de petróleo têm trabalhado com maior intensidade no Brasil. Mas grandes instalações construídas no último ciclo de incentivo ao setor seguem operando bem abaixo da capacidade.                                           




segunda-feira, 8 de julho de 2024

Carpini reconhece jogo abaixo, mas valoriza vitória contra o Criciúma: "Soubemos sofrer"

                                                                            


Após o 2 a 1 do Vitória diante do Criciúma, neste domingo (7), no Barradão, pela 15ª rodada da Série A, o técnico Thiago Carpini falou sobre o desempenho do Leão na partida. Com o resultado, o Rubro-Negro chegou aos 15 pontos (14 deles sob o comando de Carpini) e pulou para a 15ª colocação do Brasileirão, três pontos acima da zona de rebaixamento.

 

O treinador rubro-negro avaliou que o Vitória não "fez seu melhor jogo, mas soube sofrer" e que vê "uma evolução coletiva" na equipe. Carpini comentou o retorno de jogadores como o zagueiro Bruno Uvini e o atacante Everaldo, que voltaram de lesão.

 

"Nós fizemos o que precisava ser feito hoje. Não fizemos a nossa melhor atuação. Fizemos o que era possível, considerando a parte física, o elenco enxuto, algumas adversidades... Fui até irresponsável com a volta do Bruno Uvini e do Everaldo para tentar um fato novo. Quero parabenizar o comprometimento do meu grupo. Apesar do jogo não ter sido o nosso melhor, nós soubemos sofrer. A Série A é isso. Eu vejo uma evolução coletiva. Um time mais maduro, que está entendendo a competição", disse o técnico rubro-negro.

 

Carpini também falou sobre o momento do centroavante Alerrandro, que neste domingo marcou o seu terceiro gol nas duas últimas partidas (Lucas Esteves fez o outro gol rubro-negro contra o Criciúma). O camisa 9 do Leão é o artilheiro do Vitória na temporada com nove gols.

 

"O Alerrandro eu sempre procurei dar confiança. Eu procuro dar uma atenção maior para ele no trabalho de finalização. Procurei tirar um pouco da ansiedade. E o que credencia ele a ter o crédito é o que ele entrega coletivamente. Tudo que a gente pede ele faz no seu limite. Quero ressaltar também o Janderson, que eu pretendo usar como um 9, não como um beirada. É um cara que sempre está disposto a cumprir várias funções", comentou Carpini.

 

O treinador do Vitória também projetou o próximo jogo, contra o Botafogo, nesta quinta-feira (11), às 21h30, novamente no Barradão, pela 16ª rodada da Série A. Foi diante do time carioca que Carpini estreou no comando rubro-negro, no dia 22 de maio, em duelo válido pela 3ª fase da Copa do Brasil. Na ocasião, o Botafogo venceu por 2 a 1, no Barradão. Para o jogo, o Vitória poderá contar com o recém-contratado, o volante Ricardo Ryller, e os três jogadores das divisões de base, que estavam no Itabuna, o volante José Breno, o meia-atacante Luís Miguel e o centroavante Lawan. 

 

"Eu tinha três, quatro dias de clube. É outra energia. É um Campeonato que a responsabilidade é do Botafogo pois tem um orçamento maior, brigar para ser campeão. Hoje eu vejo o Vitória muito mais preparado. Temos tudo para fazer um jogo melhor. Levando em consideração que temos um dia maior de descanso", projetou o técnico do Vitória.

 

Após enfrentar o Botafogo, o Vitória volta a jogar fora de casa, no dia 17 de julho, contra o Fortaleza, às 21h30, no Castelão, pela 17ª rodada da Série A. 

Frente de esquerda e centro impede vitória da ultradireita na França

                                                                


FOLHAPRESS) - A coalizão de esquerda Nova Frente Popular (NFP) surpreendeu no segundo turno das eleições legislativas francesas, neste domingo (7), e tornou-se o maior bloco parlamentar em uma França partida em três. O pleito foi marcado pela ascensão da ultradireita, pelo forte comparecimento às urnas (67%, o maior desde 1981) e pelo temor de quebra-quebra.
 

Com quase 100% da apuração (falta apenas a contagem dos votos no exterior), a NFP somava 181 assentos na Assembleia Nacional, seguida pela coalizão Juntos, do presidente Emmanuel Macron, com 166 cadeiras, e pela antes favorita Reunião Nacional (RN), de ultradireita, com 143 deputados. Antes, esses blocos tinham, respectivamente, 150, 250 e 89 assentos. Outros partidos de direita ficaram com 60 cadeiras; outros de esquerda, com 13 vagas.
 

Na nova composição da Assembleia Nacional, portanto, nenhum dos grupos nem sequer se aproximou da maioria absoluta de 289 dos 577 deputados, o que implica a necessidade de alianças ao menos pontuais para o próximo governo e ameaça criar um impasse político na França, a duas semanas do início das Olimpíadas de Paris.
 

Macron não se pronunciou oficialmente até a última atualização deste texto. Segundo assessores, o presidente aconselhou prudência à esquerda. Seu pupilo, o atual premiê Gabriel Attal, 35, anunciou renúncia.
 

O segundo turno da eleição foi marcado por mais de 200 desistências de candidatos de esquerda em favor de candidatos do centro, e vice-versa, para tentar impedir a vitória de rivais de ultradireita. Essa manobra é conhecida como "frente republicana" —e teve sucesso nesta votação.
 

Os números surpreendem pela quantidade de assentos maior que a prevista para a bancada do centro governista e permitem prever que a esquerda indicará o sucessor de Attal.
 

Há ainda, no entanto, indecisão sobre qual será o nome sugerido. Há muitas disputas internas na NFP. Jean-Luc Mélenchon, 72, é o líder do maior partido da frente, a França Insubmissa. Mas é visto como radical demais por muitos. Seu discípulo Manuel Bompard, 38, mais moderado, é uma opção.
 

Outras possibilidades seriam Olivier Faure, 55, líder do Partido Socialista, e a ecologista Marine Tondelier, 37, que ganhou prestígio durante a campanha. O intelectual Raphaël Glucksmann, 44, filho do renomado filósofo André Glucksmann (1937-2015), teve um bom desempenho na eleição para o Parlamento Europeu, em junho, mas seu grupo é minoritário na NFP.
 

Mélenchon foi o primeiro a se pronunciar. Sem chegar a pleitear explicitamente o cargo de primeiro-ministro, pediu a renúncia de Attal —que a anunciou horas depois— e descartou coalizão com os macronistas. "Saúdo aqueles que se mobilizaram, porta a porta, para convencer e arrancar um resultado que diziam impossível. Nosso povo descartou a solução do pior. É um alívio para a maioria das pessoas em nosso país", disse Mélenchon.
 

Ele também defendeu a revogação da reforma das aposentadorias imposta em 2023 por Macron, passando a idade mínima, de modo geral, de 62 para 64 anos. "Recusamos entrar em negociação com o partido do presidente para fazer alianças, sobretudo depois de ter combatido sem descanso há sete anos sua política abuso social e de inação ecológica", afirmou o líder.
 

Mélenchon é uma figura controversa mesmo na esquerda. É acusado de extremismo e até de antissemitismo, devido à sua posição pró-Palestina em relação ao conflito em Gaza. Ele nega ser antissemita.
 

O presidente da RN, Jordan Bardella, afirmou após a divulgação das pesquisas de boca de urna que Macron e Attal "jogaram a França nos braços da extrema esquerda". "Privaram a França de qualquer resposta a suas dificuldades cotidianas. Os arranjos eleitorais entre um presidente isolado e uma extrema esquerda incendiária não levarão o país a lugar algum. A pergunta é: o que eles vão fazer? Mas um vento de esperança surgiu e ele nunca mais vai parar", disse Bardella, que, se o favoritismo da RN tivesse se confirmado, seria o mais provável nomeado pelo partido ao cargo de primeiro-ministro.
 

Marine Le Pen, madrinha política de Bardella e adversária de Macron na eleição presidencial, afirmou que o atual líder está "em uma situação insustentável e vai ter que administrar a situação que impôs aos franceses. "A maré está subindo. Não subiu o bastante desta vez, mas continua subindo. Nossa vitória, na verdade, foi adiada", disse ela em referência pouco velada à próxima disputa pelo Palácio do Eliseu.
 

A possível chegada da ultradireita ao poder, pela primeira vez desde o regime colaboracionista com o nazismo, na Segunda Guerra Mundial, elevou a tensão política na França nas últimas semanas. Houve episódios ocasionais de violência. A porta-voz do governo, Prisca Thevenot, e auxiliares foram agredidos esta semana quando colavam cartazes.
 

O medo levou muitos comerciantes a protegerem suas vitrines com tapumes e barreiras, inclusive na Champs-Elysées, a avenida mais famosa de Paris. Viralizou um vídeo mostrando a instalação de proteção na fachada da loja da marca de luxo Louis Vuitton.
 

O Ministério da Justiça havia anunciado um contingente excepcional de 30 mil policiais nas ruas francesas, devido ao temor de vandalismo. Após a divulgação das primeiras projeções com a vitória da esquerda, tumultos foram registrados em grandes centros urbanos, como Paris, Nantes, Lyon e Rennes.
 

O pleito foi convocado no início de junho por Macron, após o mau resultado do governo nas eleições para o Parlamento Europeu. A decisão de dissolver a Assembleia Nacional causou perplexidade, uma vez que ele possuía uma maioria relativa de 250 deputados até o final de seu mandato, em 2027.
 


 

O primeiro fim de semana das férias escolares de verão na França teve uma diferença importante em relação aos anos anteriores. Os franceses pegaram a estrada, mas 3,3 milhões dentre eles deixaram para trás votos por procuração para o segundo turno. Na França, votar é facultativo, mas é permitido autorizar outra pessoa a depositar sua cédula na urna.
 

O número recorde de votos por procuração —quatro vezes maior que na eleição anterior, em 2022— era um indicador do grande interesse despertado por este pleito fora de época.
 

Nos últimos dias, centenas de intelectuais, artistas, jornalistas e esportistas se pronunciaram publicamente em favor da frente republicana. A Folha ouviu algumas dessas personalidades esta semana na place de la République, tradicional ponto de manifestações políticas na capital francesa.
 

O jornalista Edwy Plenel, ex-diretor de redação do jornal Le Monde e fundador do site de jornalismo investigativo Médiapart, qualificou de irresponsável a decisão de Macron de dissolver a Assembleia Nacional e convocar a eleição, no início de junho.
 

"A oposição [de esquerda] não teve tempo de se organizar de verdade. [Macron] é como um juiz de futebol que diz ao time que ganhou uma partida: segue o jogo, a bola está no seu pé, pode fazer outro gol. E é bem possível que a extrema-direita faça esse gol", comparou Plenel.
 

Para ele, o risco é que chegue ao poder um grupo político "apoiado pelo imperialismo russo, um regime neofascista que apoia madame Le Pen". Ele se refere à líder da RN, Marine Le Pen, 55, que declarava publicamente sua admiração pelo líder russo, Vladimir Putin, até a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
 

Plenel advertiu para o risco de, além de Rússia e China, dois outros membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas —França e EUA— passarem a ter governos antidemocráticos, em caso de vitória do partido de Le Pen na eleição legislativa francesa e do republicano Donald Trump na eleição presidencial americana, em novembro.
 

Julia Cagé, uma das economistas mais respeitadas da França, disse à reportagem que a vitória da RN seria "catastrófica sob todos os pontos de vista".
 


 

"Veja o que aconteceu no Brasil com Bolsonaro", afirmou Cagé, autora de um livro sobre a história eleitoral francesa, escrito com o marido, Thomas Piketty, outro economista de renome. "Será um desastre para a universidade, para a liberdade de pensamento, para a independência da mídia, para os direitos das mulheres."
 

Alguns jogadores da seleção francesa de futebol masculino, atualmente disputando a Eurocopa na Alemanha, conclamaram os eleitores a votar contra a ultradireita. Entre eles, o maior ídolo da França, Kylian Mbappé, e o atacante Marcus Thuram.
 

O pai de Marcus é Lilian Thuram, campeão mundial com a França em 1998 e conhecido pelo engajamento político. À Folha, Lilian disse se orgulhar do posicionamento do filho. "Na minha época, Jean-Marie Le Pen [pai de Marine e fundador da RN] já dizia que na seleção francesa havia jogadores demais com a pele negra. Não há nada de novo. A ideia da RN é dizer que, se você não é branco, você não é totalmente francês."

Ceni cobra poder de definição ao Bahia e defende Jean Lucas por lance perdido: ''Faz parte do jogo''

                                                                         

Após derrota do Bahia para o Palmeiras, em duelo válido pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva no Allianz Parque e começou fazendo uma análise geral da partida. Para o treinador, mesmo com as chances criadas, o Esquadrão fez um jogo justo e disputou parelhamente com o Alviverde Paulista.

 

''Acho que foi um jogo justo nos dois tempos. A gente teve boas oportunidades, criou boas chances de gol e a expectativa era sair vencendo no final do primeiro tempo, mas saímos derrotados. Mesmo assim no segundo tempo tivemos chances, eles também tiveram, mas acho que foi um jogo parelho. Mais uma vez o adversário foi mais eficaz que a gente na hora das finalizações e temos que seguir e continuar trabalhando'', avaliou Ceni.

 

Questionado sobre o nível de treinamento em relação às finalizações da equipe, Rogério fez questão de pontuar que a equipe segue treinando em todas as preparações, mas que certas definições são decisões particulares. O professor aproveitou para citar a chance perdida por Jean Lucas, cara a cara com Weverton no primeiro tempo, e alegou que faz parte do jogo, rasgando elogios ao camisa 6 tricolor.

 

''Nem tempo de treinar gente tem. Eu treino sempre finalizações com eles. Ontem mesmo nós trabalhamos as finalizações ao final do treinamento. Mas ali é uma decisão particular, não adianta a gente culpar o Jean Lucas, que é um jogador que vem entregando muito pra gente e talvez seja um dos principais jogadores. É um cara que tem 20 jogos de maneira ininterrupta e já está um pouco cansado também. Não é um lance que muda a avaliação com relação ao Jean. Era uma boa chance (a do primeiro tempo), realmente, quase um pênalti, mas faz parte do jogo'', ressaltou o técnico.

 

Rogério Ceni também aproveitou para falar novamente sobre o calendário do futebol brasileiro. O comandande do Esquadrão foi perguntado sobre o nível de dificuldade imposta à equipe por enfrentar um adversário difícil como o Palmeiras. Ceni revela que a equipe principal não treinou por conta do desgaste, mas que houve uma preparação específica.

 

''Não houve trabalho essa semana. A gente joga de três em três dias, são dez jogos em trinta dias. Houve trabalho pra equipe que não vem jogando. Os mesmo dez jogadores que iniciaram a última partida foram os mesmos que iniciaram hoje e eles só fizeram recuperação dentro da nossa academia. Eu mostrei para eles como deveriamos jogar hoje para tentar surpreender o Palmeiras (...). Com relação a treinamento os jogadores estão esgotados, temos um jogo já nesta quarta-feira'', reforçou.

 

O Bahia agora mira seus esforços para o jogo contra o Athletico Paranaense, pela 16ª rodada da competição, na Ligga Arena. Longe da Casa de Apostas Arena Fonte Nova, a equipe vai buscar mostrar novamente o seu bom futebol sem a sua torcida mais uma vez. 

Evento da direita termina com reforço a Bolsonaro e veto a plano B para 2026

 

                                                                                         


Principal evento anual da direita brasileira, a Cpac, encerrada neste domingo (7) em Balneário Camboriú (SC), teve como maior saldo político o reforço da estratégia dos bolsonaristas de enfrentar o Poder Judiciário.
 

Dois pontos interligados nessa pauta se destacaram: o perdão aos presos pelos ataques de 8 de janeiro de 2023 na praça dos Três Poderes e, sobretudo, a anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), para que possa concorrer à Presidência daqui a dois anos.
 

O próprio Bolsonaro, em uma de suas falas no evento, se mostrou confiante em reverter a inelegibilidade decidida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), apostando na mudança de composição da corte.
 

"A composição do TSE já mudou. Se tivermos uma grande bancada em 2026, pode ter certeza que a gente faz pelo Parlamento, não por uma canetada, uma história melhor para todos nós", afirmou.
 

Bolsonaro não explicitou o que quis dizer, mas o recado foi entendido por todos os presentes: a estratégia é fazer uma bancada numerosa no Senado, Casa que aprova ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) e pode também levar ao impeachment deles.
 

Não por acaso, diversas pré-candidaturas bolsonaristas ao Senado foram lançadas, como as dos deputados federais Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Ricardo Salles (PL-SP) e Bia Kicis (PL-DF).
 

"Vamos cravar a estaca da direita no Senado, que está muito ideológico, muito esquerdinha", disse Salles.
 

Sobre o TSE especificamente, a boa notícia para os bolsonaristas foi a saída da corte, em junho, do ministro Alexandre de Moraes, algoz do ex-presidente. Na eleição de 2026, o presidente da corte eleitoral será o ministro Kassio Nunes Marques, um dos dois que foram indicados por Bolsonaro. O outro, André Mendonça, também estará na corte.
 

A estratégia é apostar na mudança do ambiente político para pressionar o Judiciário a ter decisões mais favoráveis ao ex-presidente, usando o que aconteceu com o hoje presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como parâmetro.
 

"Se o STF tirou o Lula, que é ladrão, da cadeia e o colocou na Presidência, por que não pode haver uma decisão que beneficie Bolsonaro, que não é ladrão?", disse o deputado federal Osmar Terra (MDB-RS), ex-ministro de Bolsonaro.
 

"Vamos preparar o terreno para 2026, Vamos ter a maioria do Senado para dar um basta no Supremo Tribunal Federal. Chega de interferência", disse o deputado federal Zucco (PL-RS).
 

Menos explícito, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), pediu paciência à militância para que Bolsonaro novamente tenha condições de liderar o campo conservador em 2026.
 

"A direita está aqui, está unida e tem uma liderança, que é o presidente Jair Messias Bolsonaro. A gente tem de ser paciente na atribulação. A gente vai penar, mas a gente vai vencer", discursou.
 

Tarcísio é o principal nome colocado para disputar a Presidência caso Bolsonaro não tenha condições de ser o candidato. Mas, no evento, "plano B" era um tema proibido.
 

O que se viu foi uma sucessão de juras de fidelidade a Bolsonaro, renovando por pelo menos mais dois anos sua posição de figura indiscutível da direita brasileira. A única a mencionar a possibilidade, ainda que de leve, de ele passar o bastão foi sua mulher, Michelle.
 

"Diferente da esquerda, você não é egoísta, você está aqui para criar novas lideranças", afirmou, dirigindo-se para o marido.
 

A estratégia do campo bolsonarista, segundo lideranças presentes no evento, é ir construindo capital político passo a passo. Primeiro, com um resultado expressivo na eleição municipal de outubro, conquistando um número de prefeituras maior do que o lulismo. Em seguida, tentando costurar algum acordo com os candidatos a presidente da Câmara e do Senado para incluir a anistia na pauta das Casas em troca de apoio.
 

Por fim, apostando na erosão da popularidade de Lula em 2025, o que mudaria o sentimento das ruas e faria subir a popularidade do ex-presidente. Isso, com o auxílio de novas manifestações populares, ajudaria a jogar mais pressão sobre o Judiciário.
 

Num dos momentos mais ruidosos do evento, foi anunciada uma manifestação para 14 de julho na avenida Paulista contra a "perseguição" de ministros do STF.
 

Os bolsonaristas também esperam que os ventos internacionais sejam favoráveis, especialmente em caso de vitória de Donald Trump na eleição americana em novembro.
 

Não por acaso, a conferência esteve coalhada de convidados da direita global, vindos de países europeus, latino-americanos e dos EUA. Mesmo a decepção com o resultado na eleição legislativa francesa não diminuiu muito o entusiasmo com o contexto global.
 

O próprio Bolsonaro preferiu adotar uma cautela estratégica, pedindo calma com as especulações em torno de seu nome e dando a entender que há outros nomes nesse campo. "Apesar de ser messias, não sou salvador da pátria", disse.

quarta-feira, 5 de junho de 2024

Confira a galeria de fotos da goleada da Seleção feminina sobre a Jamaica na Fonte Nova

                                                                 



                          A Seleção Brasileira Feminina voltou a golear a Jamaica, novamente por 4 a 0, desta vez na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, na noite desta terça-feira (4). O placar foi construído por Debinha, Jhneiffer, duas vezes, e Marta. O Bahia Notícias preparou uma galeria de fotos registradas pelas lentes da fotógrafa Mauricia da Matta.

 

O Brasil havia aplicado o mesmo placar na Jamaica no passado sábado (1º), na Arena Pernambuco. O amigável em Salvador foi o último jogo preparatório antes da disputa dos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Agora, o técnico Arthur Elias terá a missão de elaborar a lista das 18 jogadoras convocadas que vão brigar por medalha na capital francesa.

 

Lira cobra da Fazenda explicações sobre MP do PIS/Cofins, que já enfrenta resistências na Câmara

                                                                     

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), pediu do Ministério da Fazenda explicações sobre a MP (medida provisória) que restringe o uso de créditos tributários do PIS/Cofins como compensação para bancar a desoneração da folha para empresas de 17 setores e de municípios com até 156 mil habitantes.
 

A MP foi editada nesta terça-feira (4) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa, no entanto, já enfrenta resistências da bancada ruralista na Câmara dos Deputados e foi chamada de "loucura" por um deputado.
 

Segundo relatos, Lira disse a uma pessoa próxima que a proposta não foi negociada previamente com ele. O presidente da Câmara relatou inclusive que não sabia de antemão o teor da MP.
 

Por isso, Lira telefonou nesta terça para o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, que atua como ministro interino durante viagem de Fernando Haddad a Roma. O deputado pediu explicações já que não foi informado da medida.
 

Lira também enviou ao secretário um parecer de um escritório de advocacia que enumera ressalvas à medida provisória.
 

Durigan, por sua vez, buscou explicar a proposta ao presidente da Câmara e se comprometeu a conversar com os parlamentares para detalhar a MP.
 

A Fazenda está otimista em conseguir convencer os parlamentares de que há uma dinâmica perversa no atual uso de créditos de PIS/Cofins, o que estaria gerando distorções na economia.
 

Enquanto isso, parlamentares já questionam a medida. O presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agricultura), deputado Pedro Lupion (PP-PR), afirmou à Folha de S.Paulo que atuará para barrar a MP.
 

A bancada é uma das mais poderosas no Congresso Nacional e reúne cerca de 300 dos 513 deputados.
 

"Só na cadeia de soja, [são] R$ 6,5 bilhões de crédito presumido de PIS e Cofins que deixarão de ser recebidos com o texto do MP. Sem contar laranja, sem contar carne, sem contar indústria farmacêutica. É um acinte, uma loucura o que o governo está fazendo sem conversar com ninguém", criticou.
 

"Toda a indústria produtiva do Brasil está ligando desesperada, assustadíssima. E querem ainda que a gente acredite em IBS e CBS [novos impostos criados com a reforma tributária] com devolução de crédito. Não existe a mínima condição. Não fomos consultados e vamos criar todos os problemas possíveis para essa MP do jeito que está", acrescentou Lupion.
 

A medida foi apelidada pela Fazenda de "MP do equilíbrio". O governo espera arrecadar até R$ 29,2 bilhões com a medida em 2024.
 

O valor é mais do que suficiente para compensar a perda de arrecadação de R$ 26,3 bilhões estimada pelo Ministério da Fazenda com a desoneração da folha (R$ 15,8 bilhões das empresas e R$ 10,5 bilhões dos municípios).
 

A medida do governo atua em duas frentes. Em uma delas, o governo vai restringir o uso de créditos tributários de PIS/Cofins, obtidos pelo recolhimento do tributo na aquisição de insumos. Hoje, eles podem ser usados para abater o saldo devedor de outros tributos --inclusive contribuições à Previdência. A prática é chamada de compensação cruzada.
 

Com a MP, o aproveitamento do crédito só será permitido para abater o próprio PIS/Cofins. A mudança tem potencial para elevar a arrecadação em até R$ 17,5 bilhões neste ano, segundo a Fazenda.
 

Na segunda frente, o governo vai restringir o uso do crédito presumido do PIS/Cofins, uma espécie de benefício fiscal concedido com a intenção de fomentar algumas atividades econômicas e mitigar o efeito cumulativo dos impostos.
 

Segundo a Fazenda, as leis mais recentes já vedam o ressarcimento desse crédito em dinheiro como forma de impedir a tributação negativa --o contribuinte não só não recolhe tributos, mas ainda recebe um valor do governo, como uma espécie de subvenção financeira.
 

No entanto, há ainda oito casos em que esse ressarcimento é permitido. Em 2023, eles pleitearam o recebimento de R$ 20 bilhões, de acordo com a Receita Federal. A MP fecha a porta para esses oito casos.
 

Segundo a Fazenda, os contribuintes continuarão a poder usar os créditos presumidos, desde que haja tributo a ser pago e abatido. Essa medida deve acrescentar outros R$ 11,7 bilhões à arrecadação federal.

 

ENTENDA AS NOVAS REGRAS

Crédito do PIS/Cofins em geral

Serão compensáveis apenas na sistemática da não cumulatividade, sem compensação com outros tributos ou cruzada, exceto com débitos do próprio PIS/Cofins. Mantém-se a possibilidade de ressarcimento em dinheiro, mediante prévia análise do direito creditório.

 

Crédito presumido de PIS/Cofins

Espécie de benefício fiscal concedido a empresas. Leis mais recentes já vedam o ressarcimento em dinheiro, impedindo a tributação negativa ou subvenção financeira para setores contemplados, mas em oito casos a autorização permanecia.
 

A MP estende a vedação ao ressarcimento para os oito casos que permaneceram e que representaram R$ 20 bilhões pleiteados em 2023. Não se altera a possibilidade de compensação na sistemática da não cumulatividade, ou seja, o direito permanece, desde que haja tributo a ser pago pelo contribuinte.

Segundo dia de campanha na Bahia tem caminhadas, reuniões e encontros com lideranças

                                                                                   Os candidatos ao Governo da Bahia cumprem, nesta segunda-...